Título: Delírio.
Original: Delirium.
Autora: Lauren Oliver.
Editora: Intrínseca.
Nota: 4/5.
Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura? (SKOOB)
Olá queridos e queridas, finalmente vim aqui com uma resenha nova nesse feriado tão bonito. Sério, hoje nem parece terça-feira, ou parece? De todo jeito, a resenha de hoje é de
Delírio, o livro que eu esperava e torcia para ser meu cinco estrelinhas do ano. Mas adivinhem? O Universo (alternativo) está conspirando contra mim e... nada ainda. Não foi dessa vez, mas eu vou prosperar ainda, eu acho.
O livro fala sobre Lena, uma menina que mora no 'novo mundo', aquele sem a tal do
amor deliria nervosa, a doença mais conhecida como amor. Ao completar dezoito anos, todo mundo passa por uma cirurgia que remove o amor da vida delas, simplesmente os sentimento 'amor' não existe mais. Lena vai passar por isso dali alguns dias e não vê a hora disso acontecer, afinal ela não quer ficar doente igual sua mãe ficou. Mas aconteceu um imprevisto, ela acabou se apaixonando. Será que depois de ter experimentado as delícias do amor ela ainda vai querer passar pela cura? Sei não, sei não.
Gente, eu li
Antes que eu Vá, da mesma autora, e simplesmente AMEI o livro. Claro que eu esperava que fosse amar esse também e eu amei, não me entendam mal. A escrita dela é ótima, acho que nesse livro não tinha um capítulo chato e que fosse insignificante. O tema do livro é fantástico, nunca imaginaria um mundo no qual tivessem encontrado a cura para o amor. Só podia ser lá nos Estados Unidos, eles que inventam essas coisas. Mas nada contra eles, adoro americanos (não conheço nenhum, mas enfim), adoro. Gostei do mundo que ela criou em cima disso, me lembrou muito Destino e Feios. O primeiro porque nesse livro tem todos os reguladores e pessoas que cuidam para que ninguém burle o toque de recolher - os não curados não podem ficar na hora depois de certo horário, triste -, que não tenha simpatizantes e coisas do tipo. Já o segundo me lembrou porque nesse livro tem a parte da cidade, onde eles são protegidos e todo mundo vive suas vidas tranquilamente, e a selva, onde é possível que tenham alguns não curados e simpatizantes que fugiram. Então quando bati o olho nisso me lembrou muito ambos os livros, o que não é uma sensação ruim, eu gostei até dos dois.
Outra coisa que eu gostei bastante, foi as partes do
Shh (Suma de hábitos, higiene e harmonia) que a autora colocou antes de cada capítulo. Achava muito divertido, quero um desses pra mim gente! Não que eu vá cumprir, mas achei muito bacana esse manual falando sobre a história de antes, a da cura e afins. A autora bem que poderia escrever um livro pra isso, eu ia comprar, não sei quanto vocês.
Só que tem um porém, sempre tem. Eu achei que a história demorou para engrenar, sabe, finalmente me prender tanto a ponto de eu não querer largar o livro pra nada. Pra mim, só começou a ficar realmente muito bom próximo do final. Claro que no começo é tudo muito interessante e bom, adoro a cena deles na praia quando o menino revela lá o que ele tem que revelar. Adoro as cenas dos dois, adoro tudo. Mas não pude dar cinco por causa desse pontinho-inho-inho-inho negativo que eu achei.
Falando dos personagens um pouco, já está na hora. Lena é uma personagem principal boa. Gostei de ver o dilema que ela enfrentava entre estar apaixonada e perceber que isso parecia certo para ela, mas ao mesmo tempo saber que era uma doença que todo mundo falava. Ela me dava um susto algumas vezes, eu ficava louca quando ela saia escondida, sempre achava que alguém ia pegá-la no pulo. Se ela foi pega ou não, não vou falar, é spoiler gente. Alex, o nosso mocinho, é uma graça. Eu quase tive um a
mor deliria nervosa por ele, juro. Não é meu tipo favorito de mocinho, mas deu pro gasto. Ele foi uma graça com a Lena em todos os momentos, quero curtir um por do sol com ele. Quem não quer? Hana, a amiga da Lena, ficou melhorzinha com o passar do livro. No começo eu achei ela um tanto metida, mas depois ela me agradou. Sem críticas. Nem vou citar o familiares da Lena, pois seria muitos, mas vou destacar a querida e silenciosa Gracie, que só abriu a boca no momento certo e resolveu a história. Que graça de menina!
Recomendo o livro, é claro. Leia e seja infectado pelo a
mor deliria nervosa você também, creio que não vai se arrepender. E ainda estou na busca do meu livro cinco estrelinhas, se tiverem alguma sugestão deixem no comentário, ou não. Delírio é o primeiro volume de uma série distópica e foi lançado aqui no Brasil pela Intrínseca. No final desse livro podemos desfrutar um pouquinho do próximo, que chama-se
Pandemônio. Já estou ansiosa!