Bienal do Livro 2014 - Eu Fui!


Oi gente o/
Então, eu demorei a escrever esse post por dois pequenos motivos: primeiro, eu tive uma semana muito cansativa, pois minha cachorrinha precisou fazer uma cirurgia de urgência (mas ela já está bem, graças) e, segundo, não sabia como tinha sido de verdade a minha experiência com a Bienal desse ano.

Não moro muito próximo de São Paulo, então só pude ir a um dia esse ano, que foi no fatídico 23 de agosto, o primeiro sábado do evento. Era também o dia em que iam ter escritos internacionalmente famosos, sem contar os nacionais. Foi complicado, estava bem tumultuado para entrar, a fila pra comprar ingressos estava longe e não me envergonho de dizer que posso, talvez, hipoteticamente, ter cortado a fila e para entrar foi quase um Jogos Vorazes mesmo, sem brincadeiras. Tirando isso e toda a imensa raiva que eu passei dentro do evento por diversos motivos, foi divertido. Eu entendo as filas gigantes, os cartões de crédito demorando minutos e mais minutos para passarem, até a fila para entrar nos estandes, mas isso não significa que no momento eu tenha ficado com menos raiva. Estou trabalhando na minha raiva, não se preocupem (?).

Vamos às partes boas. Eu consegui comprar sete livros que estavam na minha lista. Acho que foi a única vez que consegui seguir a lista de livros que tinha finalizado um dia antes do evento. Dois livros eu acabei comprando por impulso, tava barato poxa, então vamos relevar esse fato. Foi mais nos estandes que eu consegui entrar, sem me estressar muito, então eu estou realmente grata a eles. A V&R foi a primeira que eu entrei e já peguei meu Maze Runner e pronto, ninguém mais tira ele de mim. O estande da Farol também estava tranquilo na hora que eu fui, consegui comprar dois livros que eu queria, mas infelizmente Reiniciados (o que eu mais querida) já estava esgotado. 



Vi poucos autores, uma pena. O Harlan eu vi de longe, a careca dela, então estou praticamente realizada, pronto. Também não vi muitos blogueiros, já que a única coisa que eu tinha em mente era não esbarrar nas pessoas e não me perder da minha trupe familiar, ou senão nunca acharíamos uns aos outros novamente apesar de que a gente se perdeu e depois nos encontramos de novo, milagres acontecem. Pelo menos eu consegui achar as meninas que faziam o clube do livro comigo. Mas foi por graça divina, não tenho duvidas, não as encontrei depois desse momento também. Eu consegui ver a querida da Luiza Trigo no estande a Rocco. Ela é super querida, tem um cabelo com muito estilo e autografou o meu marcador, já que eu não tinha o livro porque tinha me dito que a máquina de cartão estava complicada naquela hora. Não tem problema, o lance é que eu a vi e peguei um autógrafo lindo.



Outra autora querida que eu vi depois de passar espremida por uma fila de pessoas que estavam ali tumultuando e achar que nunca mais iria conseguir sair daquele local ou respirar novamente foi a Larissa Siriani no estande da Literata. Era a hora dos autógrafos dela e eu consegui chegar lá. Ela foi super fofa, autografou meus dois livros e até disse que se lembrava do meu blog. Eu fiquei tão feliz nesse momento, de verdade. Comprei os dois livros e ainda ganhei a bolsinha linda da trilogia. Legal, né? 


Minha irmã ainda conseguiu ver o Maurício de Souza de longe e tirou fotinhos. Na verdade todas as fotos foi ela que tirou, eu não tinha forças pra isso, estou velha, preciso trabalhar nisso (?). Passamos na Comix, que é de quadrinhos e tinha uns bonecos adoráveis, que minha irmã se apaixonou. Reforçando que eu não sou a maior fã de quadrinhos, mas que achei esse estande super bem organizado, tudo tinha preço e foi tudo bacana. Gostei, de verdade.

  
Pra finalizar, eu ainda vi o Padre Fábio de Melo, de longe, mas vi, isso que importa. Minha mãe tirou muitas fotos, ela se diverte. Acho que esse momento glorioso é que nos salvou de ser pisoteada várias vezes (?). E também tinha uns bonecos muito bacanas de Star Wars que fiquei morrendo de vontade de levar pra casa. Adorei.


Resumindo: foi um pouco traumático nesse dia, mas pelo menos consegui comprar alguns livros da minha lista e aproveitar um pouco do evento. Não foi de todo perdido, mas poderia ter sido uma lembrança melhor, sei lá. Enfim, agora só esperar por 2016 ou então um milagre acontecer e eu conseguir ir em 2015 na do Rio, quem sabe, vai que. É isso então galera, fim.

[Bienal 2014 - Eu Vou!] Programação - Parte 3 (Final)


Oi, oi.
Estou aqui com a última parte dos posts de programação da Bienal. Tão pertinho *-* Não consegui colocar tudo aqui, mas pelo menos tentei fazer uma divulgação bacana. Nesse último post, trouxe algumas escritoras queridas que conheço que vão estar por lá. 'Bora conferir?

A Samanta Holtz vai estar no estande da Novo Século para a divulgação do seu mais novo livro, Renascer de um Outono. Não é lindo? Enfim, abaixo você pode conferir as datas e os horários que ela estará no evento.


A autora Leila Rego também estará no evento, no dia 30, no estande do Grupo Autêntica para autografar os seus livros. Não é bacana?


Por fim, mas não menos importante, a autora Larissa Siriani também estará por lá pra autografar seus livros. Eu com certeza vou estar lá, já anotei na minha lista de eventos pra ir, sério.


É isso aí, quase chegando. Pra quem vai na Bienal, que aproveitem bastante e se forem no dia 23, quem sabe a gente não se tromba por lá, provavelmente estarei com a camiseta com o nome do blog. E, se você não vai, não fique triste, terá outras oportunidades, pode ter certeza. Só isso por hoje, nada mais a declarar, fim.

[Bienal 2014 - Eu vou!] Programação - Parte 2.


Olá, olá o/
Bienal ta chegando, é essa semana gente *-* Estou super ansiosa, fazendo mil e um planos, me preparando física e mentalmente pra isso (?). Enfim, aqui no post eu trouxe mais algumas coisinhas que vão rolar lá no evento. Ainda tem mais uma parte sobre as programações que eu escolhi postar aqui e depois, o post sobre como foi meu dia na bienal. Eu acho (?). Vamos lá.

A Novo Conceito liberou os horários dos eventos para todos os dias, você pode conferir na tabela abaixo (só clicar nela que aumenta e assim você pode ler tudo claramente, eu creio, assim espero).


A Rocco também liberou as novidades que vai rolar lá no estande deles, confira. 


Enquanto isso, na Record, não sei vocês sabem, mas uma autora chamada Cassandra Clare, de Instrumentos Mortais e As Peças Infernais, também estará na Bienal nos dias 23 e 24. As senhas serão distribuídas no estande da Record a partir das 10 horas e os autógrafos começaram as 15:30. Mais informações vocês encontram no facebook da Galera.

A autora Patricia Barboza também teve seus horários divulgados.


É isso ai galera, ta chegando, ansiedade a mil. Quem vocês querem encontrar lá na Bienal? Fim.

[Bienal 2014 - Eu vou!] Programação da Arqueiro e Sextante.


Olá lindos leitores o/
Todos estão super ansiosos para a Bienal do Livro? Bom, eu estou. Esse ano vou estar lá no evento no dia 23, assim espero, caso tudo ocorra como eu planejei, oremos pessoal. Então, como está próximo o tão esperado dia, essa semana vou colocar aqui no blog a programação especial que algumas editoras reservaram para nós, leitores. Hoje é a vez da Arqueiro e Sextante, confira.




E ai, estão ansiosos? Que dia vocês estão lá? Me contem. Fim.

O Último Olimpiano (Percy Jackson e Os Olimpianos #5) - Rick Riordan.

Título: O Último Olimpiano.
Original: The Last Olympian.
Autor: Rick Riordan.
Editora: Intrínseca.
Nota: 5/5
Resenha por: Juliana (a irmã)

Os meios-sangues passaram o ano inteiro preparando-se para a batalha contra os Titãs, e sabem que as chances de vitória são pequenas. O exército de Cronos está mais poderoso que nunca, e cada novo deus ou semideus que se une à causa confere mais força ao vingativo titã. Enquanto os Olimpianos se ocupam de conter a fúria do monstro Tifão, Cronos avança em direção à cidade de Nova York, onde o Monte Olimpo está precariamente vigiado. Agora, apenas Percy Jackson e seu exército de heróis podem deter o Senhor do Tempo. Nesse quinto e último livro da série, o combate se acirra e o mundo que conhecemos está prestes a ser destruído. O destino da civilização está nas mãos do semideus anunciado na antiga profecia, e Percy está perto de completar dezesseis anos – a dúvida é: o herói será ou não capaz de tomar a decisão correta? (SKOOB)

NOTA DA VANESSA: Então minha gente, deixa eu me intrometer aqui na resenha da Juliana, aproveitando que ela não gosta muito de fazer essas introduções básicas que eu sempre faço. Já tem uma resenha de O Último Olimpiano aqui no blog, que foi dupla, junto com o quarto livro da série, mas essa é da Ju, claro, mostrando o que ela achou do livro. Óbvio, não sei porque estou escrevendo isso, enfim, que comece a resenha.

ATENÇÃO! Essa resenha pode conter spoilers dos livros anteriores da série Percy Jackson e os Olimpianos.

No último livro da série, Percy Jackson e seus amigos, enfrentam a mais temida profecia de quando ele completar 16 anos. Manhattan está sendo destruída e a batalha contra os titãs acaba de começar.

O último livro de PJ é simplesmente demais, gostei bastante da série inteira. Uma história excelente e que tem jus ao conhecimento literário que tem. O enredo do livro se desenrola todo na luta de Percy para ajudar a sua cidade e lutar com seu grande inimigo Cronos. Muitas divergências acontecem e é exatamente isso que deixa a trama ainda melhor. Teve algumas mortes inesperadas, estou me recuperando aos poucos, mas ninguém precisa saber, então sorrio.

Adorei todas as partes de ação, apesar de quase todas me deixarem confusas, dracaenaes esmagadas e muito fogo grego rolando. Ai amo. Os personagens bem humorados até no fim do mundo. Amo os deuses que estão sempre de bem com uns os outros e principalmente os semideuses haha não. Quanto aos personagens em geral: Percy sempre arrasando e quebrando corações por onde passa e claro sendo o superhero da geração. Annabeth sempre cabeça dura, mas muito esperta. Odeio ela. Grover apareceu super pouco nesse livro, apesar de ser um dos meus queridinhos da série, mesmo sabendo que ele não faz quase nada. Choramos, oh, irmãos. Luke sempre vai ser o meu preferidão, o melhor, o rei do mundo. Amo ele, apesar de saber que ele é um bobão, mas meu amor por ele é imenso.

Queria também, chamar a atenção, de uma personagem super importante que ninguém nunca se lembra dela, Calipso. Tenho uma dó da coitadinha (se você leu o 4° livro irá entender). Até imaginei a musica bem sofrida pra ela. Dionísio também, super amável e errando os nomes a toda hora, amigo verdadeiro e sincero. O melhor de todos eles. E por falar nisso, tenho muitos momentos engraçados do deus para compartilhar com vocês.

“- Você precisa salvar o Olimpo, Pedro!”
“[...] você está estragando o meu jogo, Jorgenson!”
- A verdade, Pierre, é...”

Está óbvio que o romance não é o tema principal, mas em algumas partes o PJ da umas 'dicas' pra Annabeth, pra ela sacar o que está acontecendo, e é bem engraçado. Adorei aqueles dois, apesar de serem uns trapalhões.


A trilha sonora não podia ser melhor. Pensei no disco inteiro do The Killers, Battle Born. Nada melhor, né? Até o nome já diz que foi feito para Percy Jackson. Em algumas partes, foram sofridas, porque enquanto eu lia tocava “Big Girls Don’t Cry” da Fergie, me senti um pouco desconfortável, mas passou. Espero que tenham gostado! Ta, tchau.



Dezenove Luas - Margaret Stohl e Kami Garcia.

Título: Dezenove Luas.
Original: Beautiful Redemption.
Autoras: Margaret Stohl e Kami Garcia.
Editora: Galera Record.
Nota: 3,5/5.

Emocionante final da saga Beautiful Creatures, que vendeu mais de 60 mil exemplares apenas no Brasil. Nesse novo volume, após ter se sacrificado para restabelecer a Ordem das coisas e salvar o mundo de um apocalipse iminente, Ethan precisa encontrar uma forma de retornar do mundo dos mortos e reencontrar Lena, seu único e grande amor. Enfrentando velhos inimigos e fazendo aliados improváveis, ele precisa acreditar que o verdadeiro amor conquista tudo. Será? (SKOOB)



Fico tão orgulhosa quando termino uma série, principalmente porque estou sempre atrasada com todas elas. Eu adoro esta série e sempre acompanhei tudo certinho, li os livros logo que foram lançados, daí teve esse último. Eu comprei já faz algum tempo, porém não o li logo de imediato. Acho que estava com medo de terminar a série. Então, resolvi enfrentar esse medo e ler o livro. Confira o que eu achei.

ATENÇÃO! Apesar de ser o último livro, eu tentei fazer uma resenha livre de spoilers dos livros anteriores, mas se ainda ficar com medo, pode pular pro resumindo que dá tudo certo.

Bom, não vou fazer a minha sinopse estranha para não soltar spoilers, então, quem quiser ler, veja a do skoob que coloquei ali em cima como sempre faço, não sei porque estou falando isso.

Nesse quarto e último livro da série As Crônicas Conjuradoras/Beautiful Creatures, como quiserem chamá-la, todos os nossos queridinhos da cidade de Gatlin ainda estão tentando aceitar a situação que ocorreu no livro anterior, esta que foi gerada a partir de algo que aconteceu ainda no primeiro livro. Gosto quando isso acontece, esse entrelaçamento entre as tramas de todos os livros no último volume da série. Me faz pensar que os detalhes que ocorreram nos volumes anteriores tem sim a sua importância, apesar de que infelizmente não é isso que acontece em todas as séries que eu leio. Felizmente aconteceu em Dezenove Luas, então tudo certo na minha vida. Senti saudades da música das luas que acompanhava a trama dos outros livros, entretanto acabei entendendo o motivo de não ter. A narração desse livro foi intercalada em três partes, sendo todas narradas em primeira pessoa: a parte inicial por parte do Ethan, a do meio pela Lena e no final pelo Ethan de novo. Achei que a parte da Lena ia ser complicada para mim, já que não sou a maior fã da personagem, porém acabei me surpreendendo e passei por isso sem problemas.

O que me incomodou foi a facilidade com que aconteceu tudo. Os três primeiros têm várias páginas e as autoras conseguiram trabalhar bem a trama, mantendo um certo mistério e dificultando as coisas, de um modo que eles tinham que se arriscar mais para as coisas se resolverem. Esse último livro é bem menor e achei que muita coisa foi corrida. Tudo sempre ocorria praticamente sem contratempos, sem muitos mistérios ou aventuras. Claro que o tamanho do livro não significa necessariamente que ele não é bem desenvolvido e criar todo um mistério. Enfim, isso me decepcionou um pouco, estava esperando poder descobrir mais e que eles tivessem mais dificuldades pela frente até chegarem a seus objetivos. O final em si foi banal, mas teve um fato ou outro que me deixou bem triste (pelo fato de ser triste e não por ser ruim).

Eu torcia para tudo dar certo para a Lena e o Ethan, e que eles tivessem um final razoavelmente feliz apesar dos pesares. Não é meu casal preferido, mas mesmo assim. Ethan foi um ótimo protagonista e narrador durante os livros, sendo sempre esperançoso mesmo quando tudo dava errado. Lena mostrou tantos lados diferentes e amadureceu muito desde o primeiro livro, até consegui gostar dela nesse último volume. Senti falta de uma participação maior da Liv e do John, personagens que aparecem a partir do segundo livro. Ridley continua a mesma, nunca consigo prever as ações dela e nem se seus sentimentos são reais. Até mesmo Amma e o querido Link aparecem menos nesse livro, o destaque foi mesmo o casal.


Resumindo: recomendo demais essa série. Fico feliz por ter terminado bem, apesar de poder ter sido melhor. Sei que comentei mais os pontos negativos do que os positivos, mas é que tentei evitar os spoilers, é muito difícil isso. Leiam, leiam, leiam. Só o filme de Dezesseis Luas que eu não recomendo muito não, já que não curti nada no filme. Enfim, essa série termina, mas as autoras estão escrevendo um spin-off da série. Juro, o primeiro volume, Sonhos Perigosos, foi publicado aqui já pela editora Galera Record. É isso ai, mais uma série terminada, aleluia, fim.

O Lado Mais Sombrio - A.G. Howard.

Título: O Lado Mais Sombrio.
Original: Splintered.
Autora: A.G. Howard.
Editora: Novo Conceito.
Nota: 3,5/5.0

Alyssa Gardner ouve os pensamentos das plantas e animais. Por enquanto ela consegue esconder as alucinações, mas já conhece o seu destino: terminará num sanatório como sua mãe. A insanidade faz parte da família desde que a sua tataravó, Alice Liddell, falava a Lewis Carroll sobre os seus estranhos sonhos, inspirando-o a escrever o clássico Alice no País das Maravilhas. Mas talvez ela não seja louca. E talvez as histórias de Carroll não sejam tão fantasiosas quanto possam parecer. Para quebrar a maldição da loucura na família, Alyssa precisa entrar na toca do coelho e consertar alguns erros cometidos no País das Maravilhas, um lugar repleto de seres estranhos com intenções não reveladas. Alyssa leva consigo o seu amigo da vida real – o superprotetor Jeb –, mas, assim que a jornada começa, ela se vê dividida entre a sensatez deste e a magia perigosa e encantadora de Morfeu, o seu guia no País das Maravilhas. Ninguém é o que parece no País das Maravilhas. Nem mesmo Alyssa... (SKOOB)

Eu não gosto muito da trama clássica de Alice no País das Maravilhas, nunca gostei muito, acho que tinha medo até do Doutor Abobrinha do Castelo Rá Tim Bum eu tinha medo, então...se bem que ele era todo medonho tentando roubar a casa daquelas pobres pessoas. De todo jeito, esse livro parecia ser intrigante, trazendo um Wonderland mais sombrio e perturbado do que o original, além da trama ser mais atual. Além da capa linda, é claro. Vamos à resenha.

O livro conta sobre Alyssa Gardner, uma menina que estranhamente escuta os pensamentos de insetos e plantas, olha só. Ela tenta ignorar isso, mas Alyssa já sabe o seu destino: vai acabar num sanatório como a sua mãe. Isso devido a uma maldição que se abateu sobre a sua família desde sua tataravó, Alice Liddell. Sim, a mesma Alice que supostamente inspirou a história que Lewis Carroll escreveu. Claro que Alyssa nunca acreditou nisso, sempre achou uma bobagem, mas depois de estranhos acontecimentos recentes, ela começa a duvidar dessa sua certeza. Para então quebrar a maldição, ela tem que entrar na toca do coelho e resolver seja lá o que ficou para ser resolvido. E, claro, ainda há tempo para um triângulo amoroso, como sempre, é claro, óbvio.

Eu me surpreendi com o livro de uma forma muito positiva. Não estava com muitas expectativas, achava que seria apenas mais um ‘remake’ literário como os outros que eu já tinha lido, porém a autora conseguiu desenvolver e construir um País das Maravilhas totalmente diferente do que eu estava esperando. E isso foi maravilhoso pra aproveitar o trocadilho bobo. A trama foi muito bem trabalhada em cima da suposta maldição que caiu sobre a família de Alyssa e que está agora a levar as mulheres à insanidade, assim como foi com sua mãe. As partes em que ela está de fato no País das Maravilhas me assustaram um pouco, mas nem por isso deixaram de ser bem escritas. Esse outro mundo tem toda uma magia nova, com personagens diferentes do clássico e muito mais sombrios. Eu senti mais medo deles nesse livro do que eu normalmente sentia com o desenho da Alice (sim, versão Disney, pra mim só existe essas versões, não quero estragar a minha infância) e isso foi inesperado, porém bom para a minha leitura. A autora não só usou os elementos já existentes, mas os modificou. Gostei, very Emma Approved aprovado. Teve também várias reviravoltas, não dava pra saber em qual personagem se podia confiar e se os planos dariam certo para quebrar a maldição. Então são esses meus elogios ao livro.

O desenvolvimento da trama foi bom, só tem um pequeno porém, juro. Em alguns momentos senti que ficou um pouco forçado, sabe? Pode ter sido só impressão, só que acabou não me agradando tanto. Então fiquei um pouquinho desanimada, mas já estava quase acabando o livro, então não me deixei abater. O final foi adequado, eu gostei de como tudo se resolveu, sendo diferente de como eu pensei que seria no começo. Fui muito perseverante com esse livro. Eu comecei a lê-lo uma vez, daí parei e li vários livros nesse meio tempo, voltando a ler bem depois. O motivo? O livro é rico em detalhes e a trama é tão complexa que a minha leitura estava ficando cansativa. Talvez eu só estivesse como preguiça, nunca se sabe, estou sempre com preguiça. O importante é que eu finalmente consegui terminar o livro, mais um exemplo de como eu tento de verdade terminar de ler o livro e gostar dele. Eu tento, às vezes não dá certo, graças aos Céus nesse caso deu.

 A Alyssa me irritou um pouco no começo, algumas ações que ela tinha me deixava super estressada. Normal. No desenvolver da trama consegui me afeiçoar mais a ela e a sua causa. Ela convive desde sempre com medo de se tornar igual a sua mãe, presa a um sanatório, e ainda tem mágoas dela por algumas situações no passado, que aconteceram quando ela era pequena. Porém, quando vai descobrindo que as histórias do País das Maravilhas podem ser verdadeiras, ela se empenha na pesquisa para descobrir como pode reverter essa maldição e salvar a sua mãe, que pode não ser tão louca quanto todos pensam. Essa coragem dela de se aventurar em algo tão esquisito e desconhecido me fez gostar dela, toda essa busca para tentar salvar a mãe – e a si mesma também. Continuo não aprovando algumas ações que ela fez, porém estou aos poucos aceitando. Tento ser simpática. Claro que ela não foi sozinha nessa jornada incrível. Jeb é um dos seus melhores amigos, só que ultimamente as coisas não andam muito bem entre eles. O rapaz arranjou uma namorada nova e a Alyssa tem um pouquinho de ciúmes, já que tem aqueles sentimentos malucos por ele, sabe? Claro que ela não diz, porém fica tudo muito claro. Voltando ao Jeb, eu simplesmente o adorei. Ok, em alguns momentos ele era um tanto mandão e podia não fazer muitas coisas úteis, porém eu acabei gostando dele. Gostaria de poder dizer o mesmo para o Morfeu, o guia espiritual de Alyssa pelo País das Maravilhas. Não gostei dele, apesar de admitir que o personagem tem um charme. Mesmo assim, isso não foi o suficiente para que gostasse dele. Portanto, já sabem com quem que eu quero que a Alyssa fique no final. Não sou muito bem sucedida com meus casais literários, mas eu tento torcer pra dupla certa. Tentar não é conseguir, triste verdade.

Claro que os habituais residentes desse local também aparecem no livro. O Chapeleiro Maluco (que dessa vez me pareceu bem maluco mesmo, apesar de não falarem isso), o Gato, o Coelho Branco medonho, todos esses aparecem, só que eu não vou comentar muito sobre eles porque vão sendo introduzido na trama aos poucos e acho que acabaria soltando alguns spoilers. Mas posso falar o seguinte: não vá esperando aquela versão toda colorida e fofinha deles não, já tenha em mente que eles serão sombrios e diferentes.


Resumindo: gostei do livro, porém teve algumas partes que não me agradaram completamente. Mesmo assim, eu recomendo o livro, principalmente para quem gosta dessa história clássica. Vale a pena ler. Se eu não me engano é uma trilogia, então ainda temos ai dois livros pela frente para ver como terminar essa trama. Abaixo estão as capas dos próximos livros, não sei vão ser as mesmas aqui no Brasil, veremos. É isso por hoje, fim.

 

 
Layout de Giovana Joris