Eve & Adam - Katherine Applegate e Michael Grant.

Título: Eve & Adam.
Original: Eve & Adam.
Autores: Katherine Applegate e Michael Grant.
Editora: Novo Conceito.
Nota: 3/5.

Filha única da poderosa e fria geneticista Terra Spiker, Eve fica entre a vida e a morte depois de sofrer um acidente de carro. O processo de cura no misterioso laboratório Spiker transcorre com uma rapidez impressionante, o que desperta a curiosidade da menina. Antes que Eve estreite os laços com Solo, um rapaz que compartilha segredos com a corporação, a Dra. Spiker lhe propõe um desafio: Eve terá a chance de testar, em primeira mão, um software desenvolvido para manipular gens humanos. Ela poderá criar um namorado sob medida! Mas brincar de Deus tem consequências, e agora Eve vai descobrir até que ponto existe perfeição. (SKOOB)

Ah, eu adoro esse lances de ciências e pessoas robôs (?), coisas desse tipo. Então, sim, eu estava um pouco curiosa para saber como seria esse livro no qual a menina criaria o cara perfeito, pra ela pelo menos. Foi bom, pelo menos.

Eve sofreu um acidente, foi atropelada, quase perdeu a sua perna, porém ela tem algo que nós meros mortais não temos: sua mãe é Terra Spiker, um grande geneticista. Enfim, ela é transferida do hospital para o poderoso complexo Spiker, onde inicia sua recuperação, que ocorre com uma rapidez impressionante. Solo é um garoto que trabalha nesse complexo e tem uma estranha aversão a Terra Spiker, o que o faz se aproximar da filha dela, com intenções que não são claras no começo, óbvio senão não precisava ter o resto do livro (?). Antes que os dois possam trocar informações, Terra dá a filha um projeto para ocupar o seu tempo: testar um software que consegue manipular os genes humanos, criando um ser do jeito que a pessoa quiser, sob medida. Porém, será que é certo brincar de Deus desse jeito? É isso.

O livro é narrado em primeira pessoa, sendo os capítulos intercalados entre as partes do Solo e as da Eve, principalmente. Eu gostei muito do tema, adoro essas coisas científicas e afins, acho que deveria ler mais livros desse tipo, realmente não sei por que não leio e não sei por que estou falando disso agora. A trama se desenvolveu muito rápido, o livro tem 267 páginas (a letra é grande), e eu achei que isso foi o que não me fez gostar do livro por completo. Tem partes muito boas, claro que tem, porém estava esperando algo diferente, apesar de ter mantido as expectativas na média. Acho que diversas partes poderiam ter sido desenvolvidas com mais cuidado e talvez eu gostasse mais. Nunca estamos satisfeitos com o que temos, fazer o que (?).

Esse lance do software é bem interessante. Acho que tem muitas coisas na ciência que são para o bem de todas as pessoas, porém podem ser utilizadas para coisas erradas nas mãos de pessoas erradas. É sempre assim, sempre tem um lado ruim e outro bom, nada consegue ser inteiramente perfeito. Nossa, que lindo pensamento (?). Enfim, esse software do livro permite que a pessoa vá construindo um ser humano, peça por peça. A Eve sempre fazia cada parte de uma vez, com todo cuidado, nunca imaginando que aquilo poderia se tornar de fato uma pessoa real algum dia. Além disso, ainda tem um pouco de mistério, principalmente em relação ao Solo e nas intenções dele, porque quer se vingar. A explicação é meio de clichê, porém foi algo bom e que refletiu em todo o andar da trama, principalmente no final. Tem romance também, claro, afinal é isso que move praticamente todos os livros. Porém, foi algo delicado e acrescentado no livro com o passar dos capítulos. Eu gostei disso, quando as coisas acontecem muito rápido, você fica com a sensação de que pareceu forçado. Enfim, eu gostei, então ta bom, é difícil eu gostar dessa parte específica dos livros. Estou tentando melhorar, vamos ver se ano que vem as coisas estarão diferentes, veremos (?).

As personagens são bem legais, sério, eu gostei delas. A Eve é uma boa protagonista. Ela acredita que a mãe faz muito bem ao mundo, porém sabe que alguma coisa de errado tem nesse complexo gigantesco. Ela cria, a pedido da mãe, o garoto perfeito como forma de testar esse novo projeto dela. Aos poucos ela se vê gostando desse Adam, que é como ela o chama, porém perfeição não é tudo no mundo. Ela fica a maior parte do tempo no complexo médico/científico da mãe, se recuperando maravilhosamente bem do seu acidente, no qual quase perdeu a sua perna, e, apesar do projeto Adam, ela fica bem entediada na parte do tempo. Por isso tem a parte divertida, que é a Aislin. Ela é a melhor amiga da Eve, talvez a única, e tem as melhores falas. Ela é meio ousada, o que faz Solo ficar um pouco desconfortável quando está perto dela, porém no fundo é um pouco triste demais. Seus pais vivem a viajar e seu namorado é um traficante/bandido/cara mal. Eu gostei dela, de verdade, acho que foi esta personagem que deu um ar mais legal para o livro. O Solo é mais fechado, mora no complexo da Spiker, onde também trabalha. Ele não vai com a cara da Terra, mas é difícil mesmo alguém gostar dessa mulher, ela é bem fria e distante. Eu gostei dele e das suas artimanhas para conseguir o que queria, achei bem legal. Os personagens foram bem criados, eu gostei deles, de verdade, não é uma coisa maravilhosa? Eu lembro quando eu detestava todos, isso me faz refletir o quanto eu desenvolvi bem esse lado literário (?), que orgulho.


Resumindo: o livro é bacana, tem uma trama interessante e personagens bons. Eu gostei, porém esperava mais de alguns detalhes. Tudo bem, pelo menos foi uma leitura agradável, isso que conta. Recomendo, é claro, é fininho, você lê rapidinho, pode apostar. Enfim, é isso por hoje, fim.

Mentirosos - E. Lockhart.

Título: Mentirosos.
Original: We Were Liars.
Autora: E. Lockhart.
Editora: Seguinte.
Nota: 5/5 .

Cadence vem de uma família rica, chefiada por um patriarca que possui uma ilha particular no Cabo Cod, onde a família toda passa o verão. Cadence, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat (os quatro "Mentirosos") são inseparáveis desde os oito anos. Durante o verão de seus quinze anos, porém, Cadence sofre um misterioso acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos, tentando juntar as lembranças sobre o que aconteceu. (SKOOB)

Eu vi muitos comentários positivos sobre esse livro, então fiquei extremamente curiosa para ler e ver se tudo isso era de fato verdade. E é verdade, o livro é simplesmente incrível e acho que todo mundo deveria comprar agora, ler, reler e indicar para todo mundo. Já vou avisando que essa resenha não vai conseguir ficar a altura desse maravilhoso livro, mas vou tentar.

O livro conta sobre os Sinclair, uma família rica cujos membros nunca irão admitir que estão em total decadência e continuarão a fazer suas tradições de sempre. Uma delas é passar o verão em uma ilha particular, coisa chique, onde cada uma das filhas do patriarca tem uma casa para si e seus maravilhosos filhos. As filhas estão sempre a brigar, cada uma querendo mais parte da herança para si do que para as outras, porém os filhos só querem se divertir enquanto podem. Cadence é a neta mais velha, portanto a principal herdeira de tudo, e vive a se divertir com seus primos, Johnny e Mirren, e o amigo deles, Gat. Os quatro são inseparáveis e juntos formam um grupo chamado Mentirosos. As coisas vão bem até que em no verão de seus quinze anos, Cadence sofre um acidente bem estranho. Ela passa os dois anos seguintes com fortes dores de cabeça, sobrevivendo aos pesados remédios, e sem conseguir se lembrar do que realmente aconteceu. Ninguém fornece a ela detalhes para que as memórias comecem a voltar, até que Cadence finalmente retorna a ilha e ai as coisas começam a fazer sentido aos poucos. Daí é isso, já está enorme essa sinopse.

No começo da leitura tudo se passa relativamente bem, até que vai chegando a alguns pontos que você sente uma pontada no coração e essa sensação vai aumentando, até que chega um pouco que você percebe que uma faca inteira está afundada no seu coração e quando o fim finalmente chega, a faca é arrancada com tudo e sangue espirra para todos os lados numa velocidade inacreditável, daí você morre. Não sei se vocês conseguiram entender, mas foi basicamente isso que eu senti durante a leitura desse maravilhoso livro. É narrado em primeira pessoa pela Cadence e a autora consegue fazer com que a gente percorra todo o caminho junto com a personagem, sofrendo por ninguém ajudá-la com as memórias. A narrativa é fantástica e belíssima, eu adorei. O livro é incrível, eu não tenho outra forma de dizer o quanto eu amei essa leitura. No começo você pode até não dar nada pelo livro, achar que é alguma coisa boba de adolescentes, talvez até clichê, porém é algo mais profundo e brutal do que isso. Eu fiquei espantada com tudo o que aconteceu. Tinha as minhas teorias do que talvez pudesse ser, porém não consegui chegar muito perto da realidade.

A trama é incrível, você se vê presa aquele mundo e não consegue mais largar o livro. Não consegui achar uma única parte ruim, de verdade. Tive vários sentimentos ao longo do livro e sim, admito que fiquei totalmente chocada com o final, não estava esperando por isso e olha que eu pensei em todos os tipos de teorias loucas. Foi totalmente o lance da faca que citei acima e talvez quem leu e gostou pode entender um pouco dessa sensação. Quando cheguei ao final percebi que tinha várias pistas durante todo o livro sobre o que de fato tinha acontecido, mas você acaba nem percebendo, pelo menos eu não percebi. Enfim, eu nem sei o que falar direito desse livro de tanto que eu gostei dele. Leiam, só isso que me resta dizer agora, nada mais.

Mentira, ainda tenho que falar dos personagens, obviamente. No começo, você pode até ficar um pouco com inveja do mundo onde os Sinclair vivem, todos lindos e maravilhosos, ricos, com uma ilha particular, mas com o passar dos tempos eu vi que era mais feliz do que todos eles juntos. Triste. Fiquei com pena da Cadence, ela sofre demais. Sua mãe vive lhe dizendo para esconder o que está sentindo e se mostrar uma pessoa ‘normal’, como se nada lhe afetasse. Seus pais são separados e quase nunca fala com o pai, que a deixou. O único lugar que ela se sente feliz é quando está junto com seus amigos, os Mentirosos. Johnny e Mirren são seus primos, os dois têm um pensamento mais egoísta e rico do mundo, digamos assim, como se a única coisa que importasse fosse eles e os problemas dos outros eram dos outros. Só que Gat, o único do grupo que não pertence a família Sinclair, já tem uma visão mais diferenciada e algumas vezes fala desse jeito meio ‘rico’ de ser deles. Eu adorei os quatro, acho que cada um com seus defeitos e qualidades (talvez) contribuíram para esse grupo de amigos parecer tão real. Eu não sei explicar, odeio não conseguir me expressar sobre um livro que gostei tanto, mas esse é o mistério da vida literária (?). Ainda tem diversos outros personagens, como as mães e irmãos deles, o avô e afins, porém não vou citá-los, acho que isso pode gerar alguns spoilers, então é isso por hoje.


Resumindo: LEIAM AGORA! Sério, super recomendo esse ótimo livro e espero que vocês possam gostar tanto quanto eu gostei, de verdade. É isso, nada mais a comentar, fim.

Os Homens que Não Amavam as Mulheres - Stieg Larsson.

Título: Os Homens que não Amavam as Mulheres.
Original (sueco): Män som hatar kvinnor.
Autor: Stieg Larsson.
Editora: Companhia das Letras.
Nota: 4/5.

Primeiro volume de trilogia cult de mistério que se tornou fenômeno mundial de vendas, Os homens que não amavam as mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca. Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o veelho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou. Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger. E que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois.... até um momento presente, desconfortavelmente presente. (SKOOB)

Emprestei esse livro da minha amiga há tanto tempo e só agora consegui ler. Coitada, ela sofre quando me empresta livros, mas eles sempre voltam inteiros, então isso compensa. Enfim, já comecei sabendo que seria uma leitura bem complicada, extensa e forte, porém mesmo assim o livro conseguiu me surpreender, sendo melhor do que eu esperava. Vamos à resenha.

O livro fala sobre Mikael Blomkvist, um jornalista da revista Millennium que foi acusado e declarado culpado de fazer falsas acusações contra um grande poderoso empresário. No começo do livro vemos já ele sendo acusado, depois nos esclarecendo como isso aconteceu e de onde vieram essas acusações que ele fez. Em paralelo, tem a trama da Lisbeth Salander, uma hacker que ‘trabalha’ em uma empresa de segurança. Ela é contratada para investigar Mikael por um poderoso homem, que depois o acaba contratando para investigar um caso de família. Uma família bem sinistra por sinal. É ai que no meio de tanta confusão, a história deles vão se entrelaçar para poderem descobrir um mistério ainda sem solução. Não quero revelar muita coisa, então é isso.

Gostei muito do livro. Já estava prevendo que iria gostar, mas não tanto assim. O livro é muito bem escrito, tem uma trama complexa e muito rica em detalhes, muitos nomes de pessoas e lugares pra você fixar na memória, confesso que no começo me perdia com tudo isso, principalmente em relação ao parentesco – mas tem um quadro no começo do livro pra ajudar, que bom. A narração é feita em terceira pessoa, permitindo que possa pular da parte do Mikael para as partes da Lisbeth, que são as melhores, sem muito drama. A escrita do autor é muito boa e ele não fica mascarando as cenas fortes, de violência, é tudo jogado na cara do leitor. Eu tive que fechar o livro e respirar fundo para tentar controlar o sentimento de raiva que eu tinha por aquilo ter acontecido. No começo de cada uma das partes do livro fala a porcentagem de mulheres que já foram agredidas, abusadas e ameaçadas na Suécia. Isso é uma coisa que vemos sempre no noticiário, as mulheres estão sendo vítimas de muitos casos assim. É difícil e ridículo tudo isso, eu nem vou começar a falar desse assunto senão a minha resenha ficará enorme, mas que fique aqui a minha indignação com tudo isso, principalmente em relação a impunidade em casos assim. Voltando ao livro, isso é abordado e tem duas cenas que mostram abusos e agressão. Não é um livro pra pessoas com estômago fraco, já vou avisando pra não dizerem que eu não avisei.

O livro é extenso, muitas coisas acontecem e em uma determinada parte começa a ficar mais lento, o que me deixou um pouco irritada. Não conseguiu perder toda a qualidade, porém desanimou um pouco a minha leitura. O desfecho do mistério todo é uma coisa de louco, não estava conseguindo assimilar tudo quando foi chegando ao final, é tudo muito cruel e horrível. Tem duas tramas o livro: a primeira é sobre um suposto assassinato que Mikael é chamado para investigar. O grande poderoso Henrik Vanger, um dos donos das empresas Vanger que são a toda poderosa do livro, o contrata para investigar o sumiço, e suposto assassinato, de sua sobrinha Harriet Vanger há quase quarenta anos e que ainda não foi solucionado. Assim, Mikael vai para a ilha onde ocorrer esse desaparecimento e começa a sua investigação sobre o caso, não sabendo no que poderia levar. Eu achava que ele nunca ia conseguir concluir esse caso, tava bem complicado no começo e já tinham se passado tantos anos que provavelmente os vestígios já tinham sido encobertos. Quando chegou ao final e revelou tudo o que tinha se passado, eu fiquei chocada com o tamanho da proporção de tudo isso, não achava que fosse qualquer coisa do tipo. Me surpreendeu.

A segunda parte é sobre o caso das acusações contra o empresário, que também vai ser resolvida em algum momento, senão não teria necessidade de aparecer no livro, obviamente. A Lisbeth tem participação fundamental em tudo isso, acho que provavelmente nada chegaria a uma conclusão completa se ela não tivesse se envolvido. Ela é, de longe, uma das melhores personagens que já tive a oportunidade de conhecer – em um livro, obviamente. Sempre tem alguma coisa se passando pela cabeça dela, não deixa nada barato pra ninguém que a menospreza, tem um comportamento difícil de lidar e tudo isso deixa ela ainda mais girl power. Adorei a personagem, simplesmente incrível. Livros precisam de mais protagonistas como ela, de verdade, ta difícil hoje em dia.

Resumindo: o livro é bem construído e desenvolvido, sendo bem extenso e com partes com apenas narrações, que pode deixar a leitura um pouco cansativa em algum momento, mas no final a leitura vale completamente à pena. Recomendo, claro, vá ler agora. Claro que tem bastante cenas explícitas, o autor não esconde ou mascara as coisas que vão acontecendo, e eu sempre acho isso fantástico – quando o autor consegue fazer de uma maneira boa, como foi o caso desse. É isso então, ainda tem mais dois livros dessa trilogia obviamente, já que esse é o primeiro Millennium e já estou ansiosa por eles, esperando que seja tão bom quanto esse primeiro. Fim.

As Bruxas de Oxford - Larissa Siriani.

Título: As Bruxas de Oxford.
Autora: Larissa Siriani.
Editora: Literata.
Nota: 4/5.

A antiga Casa Azul nunca foi cenário de boas histórias. Há mais de cem anos, dizem, era lar de sete bruxas que foram queimadas na fogueira e que juraram vingança. Mas é quando Malena, seus pais e seus seis irmãos mais velhos se mudam para lá que a lenda se prova verdade. Coisas estranhas começam a acontecer sempre que ela se exalta, e, de repente, ela se descobre cercada por um passado que ela até então desconhecia, e condenada a consertar os erros de uma vida passada. E, quando os velhos inimigos começam a aparecer, Malena vai perceber que certos sentimentos se carregam para além da vida. (SKOOB)

Eu sempre quis ler esse livro gente, vocês não têm noção. Entretanto, só consegui de fato tê-lo em mãos na Bienal do Livro desse ano, quando passei no estande da Literata no qual a Larissa estava autografando. Resolvi que essa seria minha leitura horripilante para o mês de Outubro, que teve o Halloween, então consegui finalmente lê-lo. Foi a melhor coisa que eu fiz, esse livro é muito bom.

O livro conta sobre Malena, uma garota albina que tem uma família enorme, ela tem seis irmãos mais velhos, sendo a única menina. Que difícil. Eles se mudam para Oxford, a cidade onde seus pais cresceram, e é lá que as coisas começam a ficar complicadas. A nova casa deles tem uma fama não muito boa, na verdade é bem aterrorizante. Teria sido lar de bruxas que foram queimadas na fogueira e juraram vingança. Malena então começa a ter ‘acidentes’ estranhos, principalmente quando está nervosa. Porém ela logo vai descobrir que isso é muito mais do que ela sequer imagina, e que está cercada por um passado desconhecido e agora precisa consertar os erros cometidos há muito tempo. Essa sinopse não ficou a altura do livro, mas eu tentei.

Estava com altas expectativas para esse livro e ele conseguiu atendê-las, ainda bem. A narração é feita em primeira pessoa, pela Malena, e fiquei feliz por ela ser uma mocinha bacana. A trama é incrível, me surpreendi bastante e achei tudo muito bom. Eu adoro o tema bruxas em um livro, mas ultimamente não tinha lido alguns bons o suficiente, só que esse conseguiu me agradar. Eu estou feliz, de verdade. O livro é todo lindo por dentro e por fora, tem umas imagens em cada começo de capítulo, tem detalhes cinza em todas as páginas, muito lindo.

Bom, nem sei por onde começo a falar dos pontos positivos, então vou começar falando de um único detalhe que eu acabei não gostando. O final. Não foi completamente ruim, eu só estava esperando alguma coisa diferente, porém deixou uma ponta solta para o próximo livro da trilogia, que eu já estou mega ansiosa pra ler (ainda bem que já o tenho aqui em casa também). Foi só isso também, de resto eu achei tudo muito bem desenvolvido. Estava preocupada sobre como a história das bruxas que antes ali moravam ia se entrelaçar com a de Malena. Isso é praticamente o centro de todo o livro, então claro que eu estava torcendo pra ser algo muito incrível e foi. Não me lembro de ter lido nada parecido com o que aconteceu nesse livro e foi muito interessante. Teve flashbacks, que eu adoro, então já ganhou meu coração. Eu não quero falar muito sobre essa ligação entre as famílias, porque acho que é muito spoiler, então só vou falar pouca coisa pra não adiantar muito o livro para quem ainda não o leu. Enfim, elas têm essa ligação, sendo a Malena em especial com a Dorothi, uma das irmãs bruxas que ali morava. Essa ligação foi muito bem explorada e eu gostei bastante. Eu gostei de tudo, fica difícil de falar alguma coisa diferente disso.

O encerramento de toda a trama desse primeiro livro foi inesperado. Eu achava que poderia acontecer algo do tipo, mas não estava esperando por isso. Então me surpreendeu e quero ver como isso será abordado no próximo livro, estou curiosa. Adorei o livro, não consegui expressar o quando eu gostei do livro e fiquei envolvida por sua trama de bruxas, heranças e famílias. Foi uma surpresa incrível. Sinto que estou me repetindo aqui, só que foi isso que eu achei do livro, pronto.

As personagens foram bem aproveitadas. Tinha muita gente já que a família da Malena é enorme. Sério, eu me perdia no meio de tantas pessoas, só depois fui me adaptando e sabendo melhor o parentesco entre elas. Adoro livros que tem todo esse lance de problemas em família, são os melhores, devem ser mais aproveitados, o tema é incrível. Eu sei que fico tagarelando coisas sem sentido no meio da resenha, estou consciente desse fato (?). A Malena é uma garota que se vê de repente com poderes estranhos que não consegue compreender de onde vieram e o motivo de só aparecerem agora quando se mudaram para Oxford. Ansiava por respostas assim como ela e com o passar dos capítulos, quando ela vai começando a entender melhor a situação das coisas, ficava apreensiva e achava que ela não iria conseguir sair dessa enrascada. Ainda tem um gato misterioso que ela encontra, o Toy, que parece compreender o que ela fala e vai lhe indicando o caminho várias vezes. Esses felinos! Na escola nova ela logo faz novos amigos, como a Yara e o Patrick, que são os primeiros a conhecê-la. Tem a Kathi, uma garota meio gótica de quem ninguém queria ficar perto, mas logo Malena faz amizade com a garota e tenta incluí-la no seu novo círculo de amizade. E, claro, tem o mocinho da história, o Sam, que é uma graça, mas aparece pouco no livro.

Falando um pouco das bruxas, tem a Dorothi, com quem a Malena tem uma ligação maior e que é simplesmente uma chata. Teve uma cena que eu fiquei com tanta raiva dela que precisei dar uma pausa na leitura para me acalmar. Fortes emoções esse livro. As irmãs delas são tantas, mas a que mais era inimiga da Dorothi era a Jane e eu senti falta de mais aparições dela no livro. Teve algumas, claro, só que senti falta, foi isso. Gosto de barraco em família nos livros, então é isso (?).


Resumindo: LEIAM, AGORA! Eu adorei o livro, achei simplesmente incrível e bem desenvolvido. Estou ansiosa para o segundo livro e torcendo para ser tão bom quanto esse primeiro. As Bruxas de Oxford é o primeiro livro de uma trilogia, que chama O Coração da Magia, cujo segundo livro tem o mesmo nome. É isso, nada mais a falar, fim.

O Desafio de Ferro - Holly Black e Cassandra Clare.

Título: Magisterium: O Desafio de Ferro.
Original: Magisterium – The Iron Trial.
Autoras: Holly Black e Cassandra Clare.
Editora: Selo #irado (Novo Conceito).
Nota: 4/5.

AMIGOS E INIMIGOS. PERIGO E MAGIA. MORTE E VIDA. A maioria dos garotos faria qualquer coisa para passar no Desafio de Ferro. Callum Hunt não é um deles. Ele quer falhar. Se for aprovado no Desafio de Ferro e admitido no Magisterium, ele tem certeza de que isso só irá lhe trazer coisas ruins. Assim, ele se esforça ao máximo para fazer o seu pior... mas falha em seu plano de falhar. Agora, o Magisterium espera por ele, um lugar ao mesmo tempo incrível e sinistro, com laços sombrios que unem o passado de Call e um caminho tortuoso até o seu futuro. Magisterium - O Desafio de Ferro nasceu da extraordinária imaginação das autoras best-seller Holly Black e Cassandra Clare. Um mergulho alucinante em um universo mágico e inexplorado. (SKOOB)

Todo mundo estava tão ansioso pra esse livro que eu não estava levando muita fé nele. Geralmente quando todo mundo ama determinado livro, eu fico meio cansada dele e não gosto. Sou do contra, é assim que é (?). Enfim, larguei essa ideia de lado e resolvi dar uma chance ao livro, já que uma das escritoras é a Cassandra Clare e eu simplesmente amei Cidade dos Ossos, então era um ponto a favor. Enfim, vamos à resenha.

O livro conta sobre Callum Hunt, um dos meninos que quer a todo custo falhar e não conseguir passar no Desafio de Ferro. Ele não quer ir para o Magisterium, já que durante toda sua vida seu pai o avisou para ficar longe da magia, que isso só traria problemas para ele. Só que a vida não é sempre gentil pra todo mundo, então obviamente Call acaba falhando com seu plano de falhar no teste e consegue entrar para o Magisterium, esse lugar onde ensinam as crianças a controlar sua magia para que não façam nada de perigoso e é localizado no subsolo, medo. Mas isso é só o começo, ainda tem muito mais forninho pra cair na cabeça dele. É isso, minha melhor sinopse.

Fui surpreendida, de um jeito bom. O livro não foi do jeito que eu imaginei que seria, o que foi bom. A narração é feita em terceira pessoa, mas não permite muitos pontos de vista, então ficamos basicamente com o Call, que é o protagonista. A trama é bem montada, tem todo o lance do Magisterium e dos mistérios por trás dele e também do Inimigo da Morte, que é o vilão do livro. Gostei bastante, apesar de não ter conseguido montar todo o Magisterium debaixo da terra na minha cabeça, e acho que ainda tem muito mais coisas legais para vir dessa série, assim espero.

A trama caminha bem, têm momentos de tensão, mistérios e uma diversão vez ou outra, afinal os personagens tem uns 12 anos se não me engano. O que eu mais gostei foi de uma revelação próxima ao final do livro e que me deixou sem rumo. Estou curiosa para saber o que vai se desenrolar e como vai ser resolvida essa questão. Me surpreendeu, não estava esperando por isso e agora já acho que vai tudo dar completamente errado pra eles em todos os livros (nem sei quanto são) que possam vir por ai. Livros bons são aqueles que seguem a Lei de Murphy, tem que ser assim (?). Enfim, gostei muito de como tudo caminhou e o final foi melhor do que o esperado, então não tinha como não gostar do livro. Têm 381 páginas, o que é bem grande pro meu gosto (?), porém acabei lendo rapidinho, tem ilustrações pequenas no começo de cada capítulo e é isso. Gostei bastante, de verdade, ainda bem que resolvi dar uma chance para ele. É um livro infantojuvenil, mas creio que muitas pessoas mais velhas irão gostar dele.

O único problema que permaneceu comigo durante toda a leitura foi a sensação de ‘já vi isso antes’. Talvez o problema seja comigo, já que não consigo não ficar comparando alguns pontos com outros livros que li, mas infelizmente essa sensação tomou conta de mim durante a leitura e fez com que eu sentisse que já tinha lido aquilo em algum lugar. Mas foi o de menos, de resto o livro é muito interessante e tudo mais o que já falei nos parágrafos anteriores.

O Call é um garoto que se vê num mundo de magia que seu pai tanto falava que não era bom. Um dos motivos é que a mãe do menino morreu durante uma guerra mágica por ai, então o pai ficou com receio pelo filho. Então ele passa no Desafio de Ferro e vai para o Magisterium, onde começa a fazer amigos e realizar magias que nunca antes pensava que fosse capaz. Admito que no começo ele me irritava um pouco, mas depois foi melhorando e abrindo seus olhos para aquele mundo novo, mesmo que ficasse com receio de o pai nem se importar mais com ele depois que foi aceito. Tem outros dois personagens que são seus companheiros de estudos: Aaron e Tamara. Aaron é a personificação do bom estudante e ele parece sempre ser ótimo em tudo que faz. Tamara já é um pouco mais rebelde e foi isso o que eu mais gostei nela. Os três não se dão muito bem logo no início, só que com o passar do tempo as coisas vão tomando um rumo melhor. Ainda tem o Jasper, um garoto insuportável que vive irritando o Call, que também o irrita por sua vez, e a Célia, que pode ou não ter uma paixonite pelo nosso protagonista.


Resumindo: eu super adorei o livro, acho que tem bastante potencial e muitos mistérios para serem resolvidos. Recomendo, é claro, leiam. É isso por hoje, nada mais a comentar, fim.

Onde Deixarei meu Coração - Sarra Manning.

Título: Onde deixarei meu coração.
Original: Nobody’s Girl.
Autora: Sarra Manning.
Editora: Galera Record.
Nota: 2/5.
Resenha por: Ju.

Simples, careta e sem graça. É assim que Bea se vê. Então quando a super descolada Ruby e seu bando de populares passam a se interessar por sua opinião, isso só pode ser uma pegadinha. Certo? Pelo menos é assim que sempre acontece nos filmes... Mas o convite para passarem as férias em Málaga parece pra valer. E com um bônus: Bea pode se afastar da mãe irritante e controladora. No entanto, depois de apenas 48 horas na Espanha, Bea se flagra mudando o itinerário. A menina decide visitar Paris para encontrar o pai que nunca conheceu. Afinal, a cidade luz pode emprestar um pouco de clareza a um período nebuloso de sua vida familiar. No caminho, ela conhece Toph, um estudante americano mochilando pela Europa. Enquanto procuram pelo pai dela nos cafés e boulevards de Paris, ela perde a cabeça em vez disso. Será que Bea é a garota de Toph ou a boa menina que sua mãe espera que ela seja? Ou será esse o verão mágico em que Bea finalmente torna-se dona do próprio nariz? (SKOOB)

A história de Bea é considerada, por ela mesma, a mais entediante de todas. Ela não é a popular da escola, mora com sua mãe, tem que tomar conta de seus irmãos gêmeos, e a coisa que a mais incomoda: Não conhecer seu pai. O mundo novo em que Bea se vê, começa a acontecer quando ela conhece Ruby, a menina mais popular do colégio. Baladas, bebidas e garotos nunca foi o seu forte. As esperanças de encontrar seu pai foram lançadas quando ela faz uma viagem com as ‘amigas’ para á Espanha. O país é maravilhoso, e quando acha uma oportunidade para ir a Paris encontrar seu pai, ela toma a decisão de ser responsável por seus atos.

O livro conta a história de Bea, como ela consegue superar as complicações familiares, achar o amor e, principalmente a si mesma. Infelizmente acabou não sendo uma leitura que eu gostasse tanto. A história é bacana, mas não me envolveu. O romance não me encantou tanto quanto eu estava esperando. Talvez seja porque eu não tenha gostado da personagem principal, pode ser. Ela tem alguns pensamentos bem infantis e imaturos para a idade que Bea diz ter, então isso acabou me incomodando durante a leitura.

Os personagens me irritaram muito. Não gostei de nenhum deles. Bea, a protagonista tem 17 anos e é um pouco mimimi demais. Quando a mãe dela disse que ela era muito irresponsável eu concordei, porque os pensamentos imaturos e atos não elaborados com clareza faziam a protagonista ficar um pouco incompleta. Não sei explicar. O Toph, ok, ele era mais ou menos, mas não me agradou do jeito que eu gostaria para ser o par perfeito da Bea. Não consigo descrever os amigos figurantes, eles não apareciam muito na história. Isso vale também para a família (que se resumia apenas na mãe). A Ruby em particular é uma daquelas meninas malvadas que você sabe como irá acabar no final. E ela meio que merecia sim, mas a parte dela na história não foi bem trabalhada, assim como a parte das outras meninas do grupinho.


Então, isso é o que eu achei do livro. Infelizmente não conseguiu atingir minhas expectativas, estava esperando mais e foi nisso que deu. Apesar de ser um livro grande, é fácil de ler, mas em determinados pontos pode ficar um pouco cansativo devido aos vários detalhes presentes na trama. É isso, até a próxima resenha.  


Ser Feliz é Assim - Jennifer E. Smith.

Título: Ser Feliz é Assim.
Original: This is what happy looks like.
Autora: Jennifer E. Smith.
Editora: Galera Record.
Nota: 3/5.

A vida — assim como o amor — é cheia de conexões inesperadas e enganos oportunos. Uma ligeira mudança no curso pode gerar consequências surpreendentes. Afinal, às vezes, o desvio, o atalho é o verdadeiro caminho. A estrada que deveríamos ter escolhido desde sempre... Se pelo menos tivéssemos a coragem de fazer do coração nossa bússola. Graham Larkin e Ellie O'Neill não poderiam ser mais diferentes. O rapaz é um ídolo adolescente, um astro das telas de cinema; uma vida calcada na imagem. O cotidiano constantemente sob o escrutínio dos refletores. Agentes, produtores, RPs, assessores... Já Ellie passou a vida escondida nas sombras, fugindo de um escândalo do passado enterrado em sua árvore genealógica. Mas, mesmo sem aparentemente nada em comum, os dois acabam se conhecendo — ainda que virtualmente — quando Graham envia a Ellie, por engano, um e-mail falando sobre o porco de estimação Wilbur. Esse primeiro contato leva a uma correspondência virtual entre os dois, embora não saibam nem o nome um do outro. Os dois trocam detalhes sobre suas vidas, esperanças e medos. Então Graham agarra a chance de passar tempo filmando na pequena cidade onde Ellie mora, e o relacionamento virtual ganha contornos reais. Mas será que duas pessoas de mundos tão diferentes conseguirão ficar juntas? Será que o amor é capaz de vencer — mesmo — qualquer obstáculo? E mais importante... é possível separar ilusão de realidade quando o coração está em jogo? (SKOOB)

Já tinha lido o outro livro da autora publicado pela Galera Record, que foi As Probabilidades Estatísticas do Amor a Primeira Vista, então fiquei curiosa para esse outro com a capa tão colorida e alegre. No começo estava achando tudo muito parado, porém a autora conseguiu fazer com que eu apreciasse o livro, mesmo que não com a mesma intensidade que eu estava esperando.

O livro conta sobre Ellie O’Neill e Graham Larkin, duas pessoas que não podiam ter vidas mais diferentes e acabam se apaixonando um pelo outro. Graham é um ator super famoso de filmes adolescentes e tem sempre um fotógrafo atrás dele. Ellie mora numa cidade pacata no Maine e já passou a vida fugindo de escândalos do seu passado, então fotógrafos nem pensar. Mas um e-mail chega por acaso para Ellie falando sobre levar um porco para passear e os dois começam a conversar, sem nem saber seus nomes. Eis então que o filme de Graham vai ser gravado nessa cidadezinha do Maine e agora ele tem a oportunidade de conhecer essa garota especial, mas será que duas pessoas de mundos tão diferentes vão conseguir ficar juntas?

Estava esperando mais do livro, entretanto isso não quer dizer que a leitura foi de toda ruim. A narração é feita em terceira pessoa e os capítulos são intercalados para mostrar o a vida de cada um. A trama é bacana e acho que isso fez com que uma história já fosse montada na minha cabeça, o que acabou não acontecendo no livro e daí fiquei triste. Preciso parar de imaginar as coisas antes de lê-las. Enfim, o começo é interessante, vamos sabendo mais da vida deles e de como vão se conhecendo, só que têm muitos detalhes. Têm muitas partes narradas e conta várias coisas que às vezes não são tão importantes naquele momento, então isso fez com que minha leitura ficasse bem arrastada. Esse ponto foi o que mais me incomodou no livro, então não pude apreciá-lo por completo, infelizmente.

O romance é bonitinho, gostei dos personagens juntos e de como foi se desenvolvendo a trama para eles. Ellie é uma menina que foge dos holofotes, mas que de repente se vê envolvida com esse astro teen. Achei engraçadas as partes que a mãe dela acaba vendo os dois juntos, apesar de não ser tão engraçado assim para a personagem no livro, mas eu dei um pouco de risada. Ela tem todo um drama de família que não quer revelar e se aproximar do Graham faria com que isso voltasse. Só que ele é tão querido, sério, Graham é definitivamente o mocinho do tipo mocinho (?) mesmo. Afinal, ele que deu a dica da cidade onde ela mora para ser o local das gravações do filme. Ah, o amor. Então, gostei dos personagens e de como as coisas foram se desenvolvendo para os dois. Que milagre eu gostar de um casal, nossa. Ainda tem a Quinn, que é a amiga da Ellie e que é uma das únicas personagens secundárias que tem uma importância maior no livro. Gostei dela, deveria ter aparecido mais.

Então eu gostei de todo o conjunto do livro, do romance e dos personagens, porém a narrativa mais arrastada e com muitos detalhes acabou fazendo com que minha leitura não fosse tão boa quanto eu estava esperando. Foi boa, mas poderia ter sido melhor, é isso. Outra coisa que não me agradou muito foi o final, achei que ficou estranho, sei lá. Não sei explicar e não quero falar muita coisa para não dar mais spoilers do que toda a sinopse do livro já acaba dando.


Resumindo: é isso, gostei moderadamente do livro, porém isso não quer dizer que eu não vou recomendá-lo. Recomendo, claro, vá ser feliz. É isso por hoje, fim.

 
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