Fênix: A Ilha - John Dixon.

Título: Fênix – A Ilha.
Original: Phoenix Island.
Autor: John Dixon.
Editora: Novo Conceito.
Nota: 4,5/5

Sem telefone. Sem sms. Sem e-mail. Sem TV. Sem internet. Sem saída. Bem-vindo a Fênix: A Ilha. Na teoria, ela é um campo de treinamento para adolescentes problemáticos. Porém, os segredos da ilha e sua floresta são tão vastos quanto mortais. Carl Freeman sempre defendeu os excluídos e sempre enfrentou, com boa vontade, os valentões. Mas o que acontece quando você é o excluído e o poder está com aqueles que são perversos? (SKOOB)


Eu leio muitos livros por impulso, alguma coisa me lembra tal livro que tenho e PUF, começo a ler. Até faço minha lista de próximas leituras mentalmente, só que nunca dá certo, não sei por que ainda gasto meus neurônios pensando nisso. Enfim, eu estava assistindo a um episódio aleatório da série de TV Intelligence e no final do episódio, nos créditos (que eu assisti, olha que incrível), aparece que foi inspirado nesse livro. Eu já sabia disso, mas daí naquele momento eu fiquei curiosa e pronto, achei o livro e comecei a ler. Simples assim, eu acho.

O livro conta sobre Carl Freeman, um garoto problemático que sempre arruma confusão por onde passa, vulgos lares adotivos e afins. Eis então que um dia o juiz dá um basta nisso e o envia para uma ilha que, teoricamente, é um campo de treinamento para adolescentes um tanto problemáticos. Só que na realidade, ela é bem mais perigosa e esconde alguns segredos, como eu já imaginaria, nem precisava estar na sinopse. Carl então vai para esse lugar e precisa controlar a sua raiva, porém isso é meio difícil quando já faz inimigos no primeiro dia e recebe o apelido de Hollywood. Tenso, coitado, vai sofrer muito.

Incrível. Sério, eu não esperava gostar tanto desse livro quanto eu realmente gostei. Fazia tempo que não lia algo assim cheio de ação e controvérsias, e não poderia ter escolhido um melhor. A trama é bem escrita e montada, cada ação vai ter a sua consequência e você fica apreensiva, torcendo pra que tudo dê certo para os personagens, mas nem sempre acaba tendo esse final feliz. Gostei muito dessa imprevisibilidade do livro, nunca sabia o que poderia resultar aquilo ou como o autor iria conduzir a trama. Isso foi fantástico, eu adorei, foi uma surpresa boa esse livro. Adoro essa sensação de livro bom (?), quem não gosta.

A série não se parece em nada com o livro, só um pequeno detalhe, que foi o que provavelmente inspirou os diretores. . Não que eu me importe, só assisti dois episódios da série mesmo e ela até já foi cancelada, por falar nisso. O livro tem um ritmo bom, sendo narrado em terceira pessoa e isso possibilitando que um capítulo ou outro se passe mostrando mais os amigos do Carl, quando eles estão longe. Toda a ilha é uma coisa medonha, as pessoas tratam esses adolescentes como se eles fossem soldados, ou algo do tipo. Tinha punições pra qualquer coisa que você fizesse errado e horários certos para se fazer o que precisava ser feito. A pior punição deles era a cabine do suor, que era realmente bem assustadora e algumas pessoas que iam para lá, nunca voltavam. Outro lugar que era misterioso é a Oficina, onde geralmente as pessoas que se machucavam iam, mas pareciam também não voltar. Muitas coisas estranhas e os mistérios envolvendo esse último lugar, principalmente, foram as coisas que eu mais gostei. Fiquei tão curiosa para ver o que era essa Oficina, apesar de já ter algo em mente, e quando soube o que era, fiquei feliz por não ter me decepcionado. Sou exigente às vezes, vocês sabem.

A única parte que eu não gostei muito foi quando o livro estava quase no meio, algumas partes pareciam entediantes e estavam se arrastando no livro. Mas não foi uma parte tão importante a ponto de comprometer a minha leitura, ainda bem, pois estou realmente precisando de leituras boas na minha vida. Estou apelando pra qualquer coisa, vou fazer promessa, sei lá (?). O final me surpreendeu e muito, não esperava algo desse tipo e fiquei chocada, mas ao mesmo tempo feliz por não ter pensado que isso poderia acontecer. Eu adorei, de verdade, foi um jeito digno de terminar o livro.

Carl é um personagem muito inteligente, que não gosta de ver as pessoas inocentes sofrendo, está sempre pronta pra dar uma surra em qualquer um e ainda é um cavalheiro. Eu o adorei. Era sempre fiel a seus amigos, sempre tentava proteger as pessoas e tentava a todo custo saber o que acontecia de verdade naquela ilha afastada de tudo. Creio que nunca vi um personagem como ele, suas ações no final foram tão... nem sei o que falar, foram dignas, pronto. Tem o Ross, que é um dos únicos amigos de Carl na ilha. Ele sempre tinha alguma piada para contar, estava sempre de bom humor, o que era bom já que o Carl não era muito engraçado e afins, era mais sério. Então a amizade deles foi uma boa combinação. A Octavia é uma das meninas delinquentes que também está na ilha e logo vê em Carl um amigo com quem pode contar. Talvez mais do que amigo, se eles tivessem tempo pra romance, mas não têm, as pessoas precisam sobreviver, sem chances de romance. Tem outros personagens, mas eu não vou citá-los já que suas importâncias na trama vão aparecendo aos poucos, então é isso.


Resumindo: recomendo, leiam, principalmente se gostar de bastante ação e uma pitada de mistério. Eu adorei, de verdade, foi uma boa surpresa. Acho que essa resenha não ficou boa o suficiente pra falar o quanto eu gostei do livro, porém espero ter passado pelo menos alguma coisa, sei lá. É isso por hoje, me contem se já leram o livro ou viram a série, fim.

The Walking Dead: A Ascensão do Governador - Robert Kirkman e Jay Bonansinga.

Título: TWD – A Ascensão do Governador.
Original: TWD – Rise of the Governor.
Autores: Robert Kirkman e Jay Bonansinga.
Editora: Galera Record.
Nota: 2/5.

No universo de The Walking Dead não existe vilão maior do que o Governador, o déspota que comanda a cidade de Woodbury. Eleito pela revista americana Wizard como "Vilão do ano", ele é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. Neste romance os fãs irão descobrir como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Para isso, é preciso conhecer a história de Phillip Blake, sua filha Penny e seu irmão Brian que, com outros dois amigos, irão cruzar cidades desoladas pelo apocalipse zumbi em busca da salvação. Originalmente, The Walking Dead é uma série de quadrinhos publicada desde 2003 e vencedora do Eisner Award. Em 2010, os quadrinhos foram adaptados para o seriado homônimo The Walking Dead já bateu diversos recordes de audiência nos Estados Unidos e foi finalista em várias categorias no 68º Golden Globe Awards, incluindo Melhor Série Dramática de TV. (SKOOB)

Sabe, eu quase comprei o box com os três primeiros livros de TWD. Depois de terminar a leitura desse livro, estou realmente feliz por ter comprado apenas o primeiro livro. Maldade? Não é, juro. Não consegui aproveitar totalmente leitura, talvez TWD não seja mesmo pra mim, já que até a série de TV eu larguei. É a vida, vamos à resenha.

O livro conta sobre o tão temido Governador, que é o vilão do mundo apocalíptico de The Walking Dead. Nesse primeiro volume, vamos descobrindo como ele se tornou esse homem maquiavélico que ele é hoje. Para que isso aconteça, é preciso conhecer Phillip Blake, sua filha Penny e seu irmão Brian. Os três estão junto com mais dois amigos tentando escapar desse novo mundo infestado com uma nova praga que deixa as pessoas como mortos-vivos, ou como todo mundo conhece, zumbis. O objetivo deles é chegar até Atlanta, onde dizem que há um centro para refugiados, mas até chegar lá precisam passar por diversas situações perigosas. É basicamente isso.

Adoro zumbis, mas acho que já estou ficando saturada deles. Creio que já assisti muitas coisas sobre o tema, daí quando eu leio parece que não agüento mais esse tema. Não sei por que, eu realmente gosto desses mortos vivos se arrastando e botando medo nas pessoas. Tenho medo ao mesmo tempo, já que é a minha teoria apocalíptica que mais tem chances de acontecer (?). Enfim, vamos ao livro que é o que importa e não minhas teorias malucas. A narração é feita em terceira pessoa, possibilitando então ver a trama de vários ângulos, principalmente dos de Phillip e Brian, os irmãos Blake. A trama é um pouco lenta, creio que até os zumbis andam mais rápido que isso. Entendo essa lentidão, eles vão caminhando devagar, tentando encontra maneiras de driblar os zumbis e os contratempos que eles encontram pelo caminho. Porque em livros apocalípticos, você tem que entender que tudo que pode dar errado, vai dar errado. É a lei da vida pós-apocalíptica (?), ou da vida em geral mesmo, principalmente no mundo literário. De qualquer maneira, esse ritmo lento, no qual as coisas demoravam a acontecer, parecia que estava sempre na mesma, me incomodou demais. Parecia que a leitura não andava e isso estragou a leitura pra mim. Nem os pontos positivos salvaram.

O livro não é de todo ruim, eu gostei de diversas partes. O começo é bacana, ver como eles estão lidando com esse novo mundo que tem pela frente e na busca pela sobrevivência. Ver como os personagens vão mudando conforme vão enfrentando as diversas situações colocadas no caminho deles é bem interessante também. Phillip foi um dos que mais mudaram. Dá pra ver no começo como ele era diferente do que ele se tornou no final do livro. Eu entendo isso, o coitado sofreu muitas coisas, teve perdas horríveis, isso transforma qualquer pessoa, principalmente de um modo negativo. O Brian, seu irmão, já é mais cauteloso e tem medo de muitas coisas. Não consegue atirar nos zumbis, sempre pensa que eles já foram humanos um dia e isso faz com que ele acabe passando uma fama de ‘mole’ pro irmão. Eu gostei mais dele, assumo. As ações dele foram mais meticulosas e ver como se desenvolveu até chegar ao final, que foi seu ápice, foi muito bom. Eles são o centro da trama, tudo acontece em torno deles, são os principais. Não vou falar de mais ninguém.

O final é bem intrigante. Fiquei até um pouco curiosa para o segundo livro e saber mais sobre o Governador, mas acho que já tive o suficiente por enquanto. Apesar de ter elogiado os personagens, o começo e o final, o desenvolvimento não conseguiu me prender de um modo positivo. Não consegui aproveitar a leitura tanto quanto eu gostaria. Tentei, mas infelizmente não foi dessa vez. Vou pensar se dou uma segunda chance pra série de livros, já que a série de TV não tem mais vez na minha vida.


Resumindo: foi regular. Teve partes boas, mas os pontos negativos que encontrei (principalmente a lentidão e a falta de explicação em algumas partes) foram o suficiente para que não me afeiçoasse muito e foi isso. Mas se você gosta do mundo de TWD, dê uma chance aos livros, talvez você acabe gostando mais do que. É isso por hoje, fim.

Comprei e (ainda) não li: O Pássaro - Samanta Holtz.


Nossa, tenho a sensação de que faz tempo que não posto essa coluna aqui no blog, deve fazer mesmo. Enfim, hoje eu trouxe aqui um livro que eu tenho medo de ler. Leiam e entendam.


Título: O Pássaro. (SKOOB)
Autora: Samanta Holtz.
Editora: Novo Século.
Comprado em: Muito tempo atrás (?), em uma das sessões de autógrafos do lançamento do livro.
Motivo da compra: Era o lançamento do livro, a querida da Samanta estava lá para autografar, eu tinha que comprar.
Motivo pelo qual ainda não o li: Porque eu estou com medo. Sim queridos, medo. Todo mundo que eu conheço que leu disse que é muito bom o livro, que chorou, que sofreu e tudo mais o que tinha direito (?), então sim, estou com receio dessa leitura. Mas vai passar (?).
Um motivo para largar minha leitura atual e correi para ler este: Até largaria, mas ultimamente tenho tido fé nos livros e evitando largá-los senão não volto nunca mais a ler. Triste, mas acontece nas melhores famílias (?).
Tentarei ler até: Sei lá, to quase tirando essa parte desse post, nunca cumpro minhas promessas. Vou tentar ler o mais rápido possível, pronto.


E aí, já leram esse? Me contem, fim.

Se Eu Ficar - Gayle Forman.

Título: Se eu Ficar.
Original: If I Stay.
Autora: Gayle Forman.
Editora: Novo Conceito.
Nota: 3/5.

Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas. (SKOOB)

Sou um tanto complicada para dar notas aos livros. Quando eu terminei de ler este livro, eu achei que ele merecia quatro estrelinhas, mas depois quando comecei a pensar na resenha, vi que o que eu tinha sentido com o livro não valia tanto assim. E assim eu mudei a minha nota, porque eu posso (?) e nem sei por que estou falando isso aqui, só porque não tenho outra coisa pra falar no começo. Vamos à resenha.

O livro conta sobre Mia, uma simpática garota que tem sua vida completamente mudada em uma manhã simples de fevereiro. Ela, seus pais e seu irmão mais novo, saem para um passeio de carro e ocorre um trágico acidente, que acaba com a felicidade da família. Mia vê seu corpo sendo levado para o hospital, só que não sente nada, ela está vendo a si mesma de fora, como se sua alma estivesse vagando e vendo os esforços de seu corpo para sobreviver. Então ela precisa tomar uma decisão, se quer continuar a seguir com a vida, por mais difícil que ela possa ser dali pra frente, ou então desistir de tudo.

Comecei essa leitura crente que iria chorar e me emocionar. De fato, eu me emocionei, teve algumas partes que foram bem tocantes, mas não precisei de lenços para enxugar minhas lágrimas. A trama é bem difícil, tem uma parte que se passa a maior parte do tempo no hospital, onde a alma-da-Mia conta o que está acontecendo ao seu redor e como as pessoas estão lidando, além de ficar pensando em como isso tudo mudou sua vida. E, na outra parte, estão os flashbacks, que são incríveis e tem sempre algo relacionado com aquele momento que a protagonista está vivendo ou algo que falaram. O livro é fininho, você praticamente nem vê as páginas virando, eu terminei em um dia, milagre, estava determinada.

Eu não consegui me identificar muito com a Mia. Ela está passando por um momento difícil e tem uma escolha pra fazer, o que basicamente o enredo do livro todo, essa indecisão dela sobre se deve ficar no mundo dos vivos ou não. Isso fez com que eu não me identificasse muito com ela, já que a minha escolha estaria tomada desde o primeiro momento, por mais egoísta, covarde e insensível da minha parte, mas estaria tomada e o Senhor me livre (e livre todos vocês) de ter que passar por isso. Só que esse livro me fez pensar nisso e... é isso. Então essa indecisão dela é um pouco chato, porque o livro fica basicamente nisso. Claro que é emocionante ver as pessoas ‘falando’ com ela (ou com o corpo dela que está ali na cama do hospital) e dando conselhos, falando o que acham que ela deve fazer e que está tudo bem, qualquer decisão que ela tomar. Quando o avô e a avó dela aparecem são as melhores partes.

Teve uma parte que me emocionou bastante, a que mais me tocou de verdade, foi um flashback dela e do irmão. Quando ela fala sobre ele, eu me arrepiava. Não sei se vocês puderam reparar, claramente as pessoas que convivem comigo já, mas eu sou muito apegada a minha irmã (que por sinal é resenhista aqui do blog, olha só), então por isso essa parte foi mais tocante. Essa parte me emocionou de verdade, as outras apenas me fizeram mudar a expressão do rosto (para uma careta triste).

Eu odeio falar isso, principalmente de um livro tão sofrido, mas tem muitas partes entediantes. Alguns flashbacks eu queria que passassem rapidamente. Talvez eu seja insensível, sei lá, mas foi o que eu senti depois que parei para pensar no que esse livro tinha me transmitido. Talvez eu tenha elevado as minhas expectativas e isso dificultou a leitura. Talvez não fosse o momento ideal pra essa leitura. Talvez eu tenha lido muito rápido... tem várias possibilidade, mas o lance é que eu gostei, moderadamente. É um livro com uma trama incrível sobre amor, família e decisões que só nós podemos tomar, mas infelizmente não é extremamente maravilhoso. Pelo menos não foi pra mim. Isso não deixa o livro com uma história menos emocionante, fazendo você pensar no quanto deve aproveitar a vida todos os dias porque pode ser que não tenha um amanhã. O que estou querendo falar é que eu achei o livro bom, apenas, foi essa conclusão que cheguei.


Resumindo essa resenha que não fala nada com nada e nem cita os personagens porque não consegui escrever sobre eles: bom, é isso. É uma história emocionante, com grandes reflexões, só que eu não consegui aproveitar ao máximo. Ou talvez eu devesse ter escrito a resenha assim que terminei de ler o livro, quem sabe seria diferente, mas daí eu fui lá e tive que repensar sobre tudo. Pensar demais não faz bem pras minhas leituras, esse é meu problema. ENFIM, eu recomendo, sim, apesar dos pesares. Tem uma lição muito bonita. Tem continuação, Para Onde ela Foi, que vai ser lançado pela NC também. É isso por hoje, espero que entendam essa minha resenha estranha, fim.

Nosferatu - Joe Hill.

Título: Nosferatu.
Original: NOS4A2.
Autor: Joe Hill.
Editora: Arqueiro.
Nota: 2/5.

Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem. Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor. E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca... e acaba encontrando Charlie. Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic. Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror. (SKOOB)

Eu nunca tinha lido nada do Joe Hill, apesar de já ter visto bons comentários sobre os livros dele e por ser, bem, o filho do King (sou influenciada por coisas boas, eu sei). Tentei então dar uma chance para esse novo lançamento dele aqui e ver se iria gostar ou não. E, bom, vamos à resenha.

O livro conta sobre Victoria McQueen, uma garota que tem um dom estranho: com sua bicicleta ela consegue atravessar uma ponte ‘imaginária’ e encontrar coisas perdidas em qualquer lugar do mundo. Isso é um segredo que ela guarda as sete chaves, já que qualquer pessoa acharia que ela era louca. Nem a pobre garota entende tudo isso direito. Charles Manx também tem um dom, só que ele não usa isso para o bem. Ele tem um carro que permite levar crianças para passear em um estranho parque de diversões: a Terra do Natal. Nesse caminho que eles fazem para chegar até o parque, seus passageiros vão ficando tão estranhos quanto ele. Então, Vic encontra Charles em um belo dia, só que ela consegue escapar das suas garras cruéis. Mas isso foi há muito tempo e Vic agora é uma mulher feita, que tenta esquecer o que passou. Porém Charles não esqueceu e está planejando uma vingança épica contra ela. É isso, nada mais.

É, não foi um bom livro pra estrear esse autor na minha vida literária. Não consegui aproveitar a leitura, infelizmente. O livro é narrado em terceira pessoa, possibilitando ver a trama de vários ângulos, incluindo às vezes até algumas pessoas que só apareciam uma vez na trama. O livro tem mais de 600 páginas e se arrastou em boa parte delas. O começo é legal, quando a Vic é criança e ainda estamos descobrindo mais sobre esse dom estranho que ela tem. Mas depois que ela cresce as coisas ficam tão estranhas (não de um jeito bom) e a trama parece se arrastar, tendo até alguns capítulos que praticamente nada de interessante acontecem. Isso me deixou desanimada, demorei muito pra ler o livro, acho que ainda intercalei outras duas leituras enquanto estava lendo ele. Não consegui me afeiçoar ao livro, infelizmente. Têm muitas palavras de baixo calão, algumas coisas que me faziam ter nojo só de ler, então isso também não contribuiu muito a favor do livro. Claro, eu já esperava encontrar uma coisa ou outra dessa no livro, só que não foi exatamente como eu achava que seria.

A explicação pro dom deles é bem, sei lá, não foi exatamente como eu pensava. Nada nesse livro foi como eu pensava que seria. O foco também não era nesse dom, sei lá o foco desse livro, eu estou um pouco traumatizada com essa leitura e desapontada, pra falar a verdade. Os personagens são todos bem estranhos. Estranho é a palavra chave pra essa leitura. A Vic era uma criança bela, porém seus pais viviam sempre entre brigas e quando eles se separaram, acho que foi um estouro na vida dela e tudo começou a desandar. Na fase dela adulta, as coisas são chatas. Ela vira uma chata. Entendo que ela tenha passado por muita coisa tensa na vida dela, mas mesmo assim não consegui me afeiçoar o bastante para gostar um pouquinho dela. O Charles é a personificação do mal, eu realmente tinha medo dele. Ele tinha um ajudante para fazer com que as crianças e as mães fossem raptadas. Enquanto Charles cuidava das crianças, Bing ficava com as mães. Eu não preciso falar o que ele fazia com as mães, acho que vocês já têm alguma ideia em mente. Tem ainda a Maggie, uma bibliotecária que ajuda a Vic a saber um pouco mais das coisas quando ela acaba por encontrá-la. Ela foi de quem eu gostei pelo menos um pouco nesse livro, a única, milagre.

O final não foi nada como eu esperava, nada foi. Eu gostaria mesmo de que essa leitura tivesse sido proveitosa, tentei fazer com que eu gostasse um pouco, mas só o começo foi realmente bom e merecedor das minhas poucas estrelinhas. Talvez não seja muito meu estilo de livro ou só comecei com o livro errado, quem sabe o autor não merece uma segunda chance. Vou pensar no assunto (?).


Resumindo: eu não curti o livro e fica até estranho dizer que eu recomendo, então não direi. Mas se você curte o tema, se já leu outros título do autor e gostou, vai em frente e talvez acabe gostando mais do que eu. Pode acontecer (?). É isso por hoje, fim.

[ALEATÓRIO] Falando sobre séries - Penny Dreadful.


Eu largo muitas séries, sério. Se eu não estou curtindo, não fico perdendo meu tempo assistindo, prefiro assistir um seriado que eu gosto no ao invés disso. Isso aconteceu com Penny Dreadful. Eu assisti aos dois primeiros episódios e não curti, nem entendi nada, então resolvi deixar pra lá. Até que a HBO resolveu fazer uma maratona da série num sábado e eu assisti. Vamos começar ao post que depois falo o que eu achei de tudo isso, no final das contas.

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É uma série de TV exibida nos EUA pelo canal Showtime e aqui pela HBO. Aposto que você, assim como eu, sempre que vê uma série sendo transmitida pela HBO já acha que é indicada para, no mínimo, maiores de 16 anos – como é o caso dessa série. Tem apenas uma temporada por enquanto, contando com 8 episódios de uma hora cada, o básico. Tem no elenco a maravilhosa Eva Green (Vanessa Ives) cuja personagem tem um nome espetacular, que vocês podem ver entre parênteses; Josh Hartnett (Ethan Chandler), Timothy Dalton (Sir Malcolm Murray), Billie Piper (Brona Croft), Harry Treadaway (Dr. Frankenstein) e Reeve Carney (Dorian Gray).

É uma mistura um tanto estranha e que deu certo. Se passa em Londres na época vitoriana e que explora o terror e a fantasia. Vários personagens já conhecidos se misturam nesse mundo, como Drácula, Dorian Gray, Dr. Frankenstein e tem até um que de um possível Jack O Estripador. Sério, quando eu vi essa série pensei que iria me apaixonar de primeira. Adoro terror e fantasia, quem não gosta? Enfim, os personagens vão se juntando, suas tramas sendo individualmente construídas e alguns episódios acabam se focando, às vezes, em um determinado personagem, nos mostrando a história dele. No primeiro episódio, vemos Sir Malcolm e a Srta Ives tentando achar pistas para encontrar a filha dele que foi raptada por seres do submundo. Daí os outros personagens vão sendo incluídos na trama e se ajuntando a eles nessa causa. Tem até um pouco de mitologia egípcia, vai vendo. É difícil você descrever essa série, só assistindo pra saber.

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Esqueça todos os personagens, vamos se focar no meu favorito: Dr. Frankenstein. Ele é tão misterioso e ao mesmo tempo um tanto indefeso, que fiquei curiosa em relação a ele. Achei o desenvolvimento da trama dele muito bacana, dos monstros fabricados, no laboratório secreto e até da amizade linda com o Van Helsing (sim, o próprio). A Vanessa Ives é uma mulher enigmática e uma médium. Vemos mais sobre esses ‘poderes’ dela ao longo da trama até chegar ao penúltimo episódio e o forninho cair chegar ao auge. Nem todos os elogios são o suficiente pra falar o quando a atriz estava espetacular em todos os episódios. O Dorian Gray é simplesmente uma figura. Ele é o personagem mais estranho de todos. Está sempre elegante, jogando seu charme pra todos os cantos e curtindo a vida adoidado. A casa dele é espetacular e o misterioso quadro dele me intrigou. O Ethan é o macho alfa, ele está sempre a postos para atirar e bater nos bandidos. Ele se envolve com a Brona, uma prostituta que está com tuberculose, pobre coitada. Sir Malcolm é um explorador fascinado pelo Egito e todas suas coisas, tem o objetivo de achar sua filha que foi raptada e espera não ser tarde demais para isso. Bom, acho que é isso sobre personagens. Frankenstein e a Vanessa são meus personagens favoritos. O Dorian fica em terceiro, eu ainda acho que ele precisa crescer e aparecer mais, mas ta indo no caminho certo (?).

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Então, como citei antes de iniciar o post, assisti aos dois primeiros episódios e decidi que não seguiria em diante com a série. Tem cenas estranhas, explícitas e algumas bem nojentas, fora que eu não estava entendendo nada. Então resolvi que ia deixar pra lá e, quem sabe, esperar por outra oportunidade de assistir – ou não. Daí estava zapeando pela grade da TV a cabo, em busca de algo para assistir e vi que iria ter uma maratona dessa série na HBO. Não estava muito confiante de que iria assistir, mas mesmo assim reservei. E ainda bem que dei uma segunda chance pra série e assisti tudo. Fui entendendo mais sobre a série com o passar dos episódios e não ficando mais tão perdida, ainda bem. Tem cenas muito chocantes, ainda não me recuperei do penúltimo episódio (este que realmente me de medo, de verdade, até acendi a luz pra assistir), e algumas bem explícitas, sendo o motivo pela indicação ser pra maiores de 16. Eu não me incomodei com nada, achei tudo muito brilhante e com um ótimo desenvolvimento. Oito episódios é pouco, gente! O quinto episódio foi o meu favorito, no qual podemos ver mais sobre a história da Vanessa e de porque ela estar ali na busca pela amiga. Adorei, de verdade. Mordi a minha língua em relação à série e fico feliz por ter gostado tanto. É difícil encontrar séries boas hoje em dia, às vezes sinto que é tudo mais do mesmo. Enfim, essa série é diferente de qualquer coisa que eu já vi, começa meio estranha e você se sente perdida, mas as coisas vão se encaixando aos poucos e tudo dá certo. Agora só esperar pela próxima temporada, que vai estrear só no ano que vem.

Resumindo: recomendo, obviamente. Claro, se você gostar desse gênero e se aguentar a carga pesada que essa série tem. É isso. Acho que já escrevi tudo que tinha pra escrever, me contem se vocês já assistiram e o que acharam. Fim.

Bienal do Livro 2014 - Eu Fui!


Oi gente o/
Então, eu demorei a escrever esse post por dois pequenos motivos: primeiro, eu tive uma semana muito cansativa, pois minha cachorrinha precisou fazer uma cirurgia de urgência (mas ela já está bem, graças) e, segundo, não sabia como tinha sido de verdade a minha experiência com a Bienal desse ano.

Não moro muito próximo de São Paulo, então só pude ir a um dia esse ano, que foi no fatídico 23 de agosto, o primeiro sábado do evento. Era também o dia em que iam ter escritos internacionalmente famosos, sem contar os nacionais. Foi complicado, estava bem tumultuado para entrar, a fila pra comprar ingressos estava longe e não me envergonho de dizer que posso, talvez, hipoteticamente, ter cortado a fila e para entrar foi quase um Jogos Vorazes mesmo, sem brincadeiras. Tirando isso e toda a imensa raiva que eu passei dentro do evento por diversos motivos, foi divertido. Eu entendo as filas gigantes, os cartões de crédito demorando minutos e mais minutos para passarem, até a fila para entrar nos estandes, mas isso não significa que no momento eu tenha ficado com menos raiva. Estou trabalhando na minha raiva, não se preocupem (?).

Vamos às partes boas. Eu consegui comprar sete livros que estavam na minha lista. Acho que foi a única vez que consegui seguir a lista de livros que tinha finalizado um dia antes do evento. Dois livros eu acabei comprando por impulso, tava barato poxa, então vamos relevar esse fato. Foi mais nos estandes que eu consegui entrar, sem me estressar muito, então eu estou realmente grata a eles. A V&R foi a primeira que eu entrei e já peguei meu Maze Runner e pronto, ninguém mais tira ele de mim. O estande da Farol também estava tranquilo na hora que eu fui, consegui comprar dois livros que eu queria, mas infelizmente Reiniciados (o que eu mais querida) já estava esgotado. 



Vi poucos autores, uma pena. O Harlan eu vi de longe, a careca dela, então estou praticamente realizada, pronto. Também não vi muitos blogueiros, já que a única coisa que eu tinha em mente era não esbarrar nas pessoas e não me perder da minha trupe familiar, ou senão nunca acharíamos uns aos outros novamente apesar de que a gente se perdeu e depois nos encontramos de novo, milagres acontecem. Pelo menos eu consegui achar as meninas que faziam o clube do livro comigo. Mas foi por graça divina, não tenho duvidas, não as encontrei depois desse momento também. Eu consegui ver a querida da Luiza Trigo no estande a Rocco. Ela é super querida, tem um cabelo com muito estilo e autografou o meu marcador, já que eu não tinha o livro porque tinha me dito que a máquina de cartão estava complicada naquela hora. Não tem problema, o lance é que eu a vi e peguei um autógrafo lindo.



Outra autora querida que eu vi depois de passar espremida por uma fila de pessoas que estavam ali tumultuando e achar que nunca mais iria conseguir sair daquele local ou respirar novamente foi a Larissa Siriani no estande da Literata. Era a hora dos autógrafos dela e eu consegui chegar lá. Ela foi super fofa, autografou meus dois livros e até disse que se lembrava do meu blog. Eu fiquei tão feliz nesse momento, de verdade. Comprei os dois livros e ainda ganhei a bolsinha linda da trilogia. Legal, né? 


Minha irmã ainda conseguiu ver o Maurício de Souza de longe e tirou fotinhos. Na verdade todas as fotos foi ela que tirou, eu não tinha forças pra isso, estou velha, preciso trabalhar nisso (?). Passamos na Comix, que é de quadrinhos e tinha uns bonecos adoráveis, que minha irmã se apaixonou. Reforçando que eu não sou a maior fã de quadrinhos, mas que achei esse estande super bem organizado, tudo tinha preço e foi tudo bacana. Gostei, de verdade.

  
Pra finalizar, eu ainda vi o Padre Fábio de Melo, de longe, mas vi, isso que importa. Minha mãe tirou muitas fotos, ela se diverte. Acho que esse momento glorioso é que nos salvou de ser pisoteada várias vezes (?). E também tinha uns bonecos muito bacanas de Star Wars que fiquei morrendo de vontade de levar pra casa. Adorei.


Resumindo: foi um pouco traumático nesse dia, mas pelo menos consegui comprar alguns livros da minha lista e aproveitar um pouco do evento. Não foi de todo perdido, mas poderia ter sido uma lembrança melhor, sei lá. Enfim, agora só esperar por 2016 ou então um milagre acontecer e eu conseguir ir em 2015 na do Rio, quem sabe, vai que. É isso então galera, fim.

 
Layout de Giovana Joris