A Filha do Louco - Megan Shepherd.

Título: A Filha do Louco.
Original: The Madman’s Daughter.
Autora: Megan Shepherd.
Editora: Novo Conceito.
Nota: 3/5.

Juliet Moreau construiu sua vida em Londres trabalhando como arrumadeira - e tentando se esquecer do escândalo que arruinou sua reputação e a de sua mãe, afinal ninguém conseguira provar que seu pai, o Dr. Moreau, fora realmente o autor daquelas sinistras experiências envolvendo seres humanos e animais. De qualquer forma, seu pai e sua mãe estavam mortos agora, portanto, os boatos e as intrigas da sociedade londrina não poderiam mais afetá- la... Mas, então, ela descobre que o Dr. Moreau continua vivo, exilado em uma remota ilha tropical e, provavelmente, fazendo suas trágicas experiências. Acompanhada por Montgomery, o belo e jovem assistente do cirurgião, e Edward, um enigmático náufrago, Juliet viaja até a ilha para descobrir até onde são verdadeiras as acusações que apontam para sua família. (SKOOB)

Esse livro já estava aqui em casa fazia algum tempo, porém não conhecia me animar o suficiente para lê-lo. Eis então que eu estava procurando alguns vídeos sobre livros e afins no Youtube e encontrei uma menina que estava falando super bem do livro. Pronto, encontrei minha deixa para lê-lo. Agora vamos à resenha.

O livro conta sobre Juliet Moreau, que construiu sua vida em Londres trabalhando na parte de limpeza de uma Universidade de Medicina e tentando esquecer todo o escândalo que arruinou a sua reputação e a de sua mãe. Seu pai foi acusado de fazer experiências cruéis envolvendo humanos e animais, porém nunca chegou de fato a ser provado que ele fez aquilo. De todo jeito, seu pai e sua mãe estão mortos agora, portanto nada mais pode afetá-la a respeito disso... até que ela descobre que sei pai não está vivo, na verdade ele está muito bem vivendo numa ilha tropical distante e provavelmente fazendo suas terríveis experiências. Ela então vai acompanhada por um jovem conhecido, Montgomery até essa ilha, que consegue ser ainda pior do que ela pensava e agora vai ter que descobrir a fundo se as acusações são verdadeiras e se forem, o quão longe seu pai pode chegar nas suas pesquisas.

Uh, medinho. Eu adoro livros que tenham esse lance de genética, ciências e experiências, apesar de ser detestável na vida real, claro, eu acho que isso dá uma diferencial aos livros e nos faz questionar várias coisas. A trama é muito bacana, devo admitir. Gostei de ser centrado nesse ponto das experiências e da Juliet tentando descobrir se esses boatos são verdadeiros ou não. Ela tem uma luta interna na qual ao mesmo tempo repudia isso, consegue ver alguma coisa geniosa em tudo isso caso seja verdade. Super estranho, mas depois começa a fazer sentido tudo isso. Começou muito bem, vemos a Juliet e como está a vida dela depois de muito depois após o escândalo. Ela pensava estar sozinha no mundo até que encontra Montgomery, um jovem que morava com ela e seus pais e ajudava o Doutor Moreau no laboratório, e ele lhe diz que seu pai está vivo. BUM, daí começa o livro de verdade. Muitas reviravoltas, mistérios e segredos muito bem guardados. Tudo isso foi muito bacana e eu gostei, consegui me envolver na trama e o livro não saia da minha cabeça. Quando o largava estava sempre pensando em mil e uma teorias, o que poderia estar acontecendo, o que era verdade, o que era mentira e com quem ela deveria ficar. Muitas coisas, minha mente trabalhou bastante durante essa leitura e isso foi muito bom.

Só que teve algumas partes que me incomodaram bastante. Primeiro, eu não consegui visualizar e entender direito essas experiências que eles acusavam o pai dela, ela fala muito pouco sobre isso, queria saber mais, queria flashback, sei lá. Quando ela está na ilha, as coisas começam a ser descobertas e eu a achei tão tranquila em relação a tudo, eu estava completamente surtando e xingando todo mundo. Teve também algumas partes que deixaram o livro mais lento, parecia que não ia acabar nunca e isso me deixou triste. É um livro bom, porém algumas partes poderiam ter sido melhores. Eu gostei do final, apesar dos pesares, consegui entender as várias partes e fiquei curiosa para saber o que vai acontecer no segundo livro da trilogia. Espero que seja algo bom.

O que me deixou com muita raiva também foi o triângulo amoroso, sim, tem todo um drama amoroso nesse livro. Geralmente eu tento ficar tranquila em relação a isso, já que sempre gosto mais do casal que não vai ficar junto, mas nesse eu fiquei com muita raiva. A Juliet era tão indecisa, quando tava com um, pensava no outro e daí eu falava ‘se decida mulher, para de babaquice’. Daí, apesar de tudo que aconteceu e de ter eliminado um concorrente da jogada, pelo menos eu eliminaria ele, ela ainda tava confusa. Que isso gente, para com essas coisas, se decida e seja feliz na vida (?). Então essa indecisão dela me deixou com raiva. Ela também tinha uma indecisão sobre as tais experiências, ela tinha curiosidade, porém ao mesmo tempo repudiava. Chegava até ser contraditório tinha horas, bem complicado isso. Eu adorei o Montgomery, então ele era meu favorito a concorrer ao coração da Juliet, mas ele também tem seus defeitos e segredos, e isso me fez questionar um pouco meu amor por ele. Ainda assim continuo gostando dele, ainda mais depois do final. Tem o Edward, que é um náufrago que eles encontraram a beira da morte quando estavam navegando até a ilha, ele foi com eles e também participa do triângulo das bermudas amoroso. No começo eu gostava de todo o ar misterioso em volta dele, porém comecei a me irritar com o passar na trama e no final já não aguentava mais ler o nome dele nas páginas. Sério, a que ponto cheguei (?). O pai da Juliet é muito esquisito. Ele tem aquela personalidade de gênio, que acha que sabe tudo e pode fazer tudo o que quiser, as pessoas da ilha o tratam como um ser superior e divino, e isso me irritou. Espero que ele tenha uma morte lenta e dolorosa, é isso ai.


Resumindo: apesar de alguns pontos terem feito a minha leitura não ser tão boa quanto eu estava esperando, eu gostei do livro e achei que a trama ainda tem muito a revelar, então estou curiosa para o segundo volume, cujo título em inglês é ‘Her Dark Curiosity’, que eu não sei se será lançado aqui, não ouvi rumores sobre isso, se souberem me contem. Esqueci de comentar, mas o livro é baseado em outro livro, que é A Ilha do Dr. Moreau, de H.G. Wells. E gente, as capas dos três livros são lindas, só isso já da vontade de tê-los na estante. É isso, só por hoje, fim.

[Falando sobre Séries] Marvel's Agent Carter.

Divulgação/ Marvel

Série: Marvel’s Agent Carter.
Criado por: Christopher Markus, Stephen McFeely.
Emissora: ABC (no Brasil passa na Sony).
Temporadas: 1.
Episódios: 8.
Duração dos episódios: 40 minutos, aproximadamente.
Elenco: Hayley Atwell (Peggy Carter), James D’Arcy (Edwin Jarvis), Chad Michael Murray (Jack Thompson), Enver Gjokaj (Daniel Sousa), Shea Whigham (Roger Dooley), Dominic Cooper (Howard Stark).

Eu gosto desse lance de super heróis e todo esse mundo complexo que os uni, porém eu não consigo acompanhar tudo. Sério, nem os filmes eu consegui assistir todos ainda, olha que vergonha. De todo modo, eu assisto as séries de TV baseadas nesse mundo. A primeira inspirada no mundo da Marvel que eu assisti foi Marvel’s Agents of SHIELD, só que não consegui nem terminar a primeira temporada, não conseguiu me agradar. Então eis que surge essa mulher porreta que é Peggy Carter e fizeram o grande favor de transformar suas aventuras em uma série de TV. Eu assisti e sim, é muito melhor (MUITO) do que a outra citada mais acima.

Bom, começando do começo, pra quem não sabe Peggy Carter é aquela agente que tem um casinho rápido com o Capitão América. Ela aparece no filme Capitão América: O Primeira Vingador, que eu só assisti metade por sinal, olha só. Na série de TV, já acabou a guerra e ela precisa se adaptar a esse novo tempo de paz que se segue, principalmente porque antes ela tinha uma função, fazia coisas importantes para seu país, mas agora ela parece apenas atender telefone e pedir o almoço para os homens que trabalham com ela, além de claro estar sem o lindíssimo Capitão América. Triste, mas não para a Carter, porque a vida dela está prestes a mudar quando um velho amigo aparece novamente. Sim, estou falando de Howard Stark (sim, o Stark pai), cujas invenções foram roubadas e estão causando prejuízo as pessoas, fazendo com que as autoridades pensem que ele está por trás de tudo isso, sendo um traidor. Howard pede que Peggy o ajude a sair dessa situação, trabalhando secretamente a serviço dele e ache quem roubou suas coisas. O que era para ser simples acaba se tornando algo muito maior e daí, já viu, né? Muitas coisas acontecem, não posso contar tudo.

Divulgação/ Marvel

Estou completamente apaixonada por essa maravilhosa série. Eu sempre acho que as séries deviam ter menos episódios e pudessem condensar tudo neles, fazendo com que cada um fosse maravilhoso. Foi o que acontecem nessa série. A primeira temporada tem apenas oito episódios e mesmo assim consegue ter uma trama rica e maravilhosa, com tudo se fechando bem no final e ainda me surpreendendo. Como eu disse, eu não assisti aos filmes, isso inclui os do Capitão América, então uma coisa ou outra que aparecia na série eu ficava meio por fora, mas nada que não pudesse pesquisar e pronto. Nada que me atrapalhasse. O que eu mais gostei na série foi todo o centro ser a maravilhosa Peggy Carter, já que geralmente só os super heróis homens tem seus filmes (ou então já teríamos tido um da Viúva Negra, mas ela só faz ponta no filme dos outros, olha que engraçado, resolve isso ai Marvel) e as incríveis mulheres ficam como coadjuvantes. Mas não nessa série! Peggy é tão incrível e as cenas de ação e luta dela são maravilhosas. Ela é muito melhor do que todos os homens da série juntos, sério, ela consegue nocautear todos eles em poucos minutos. Absurdamente girl power. Ela ainda tem um maravilhoso sotaque britânico. Totalmente incrível, eu simplesmente a adoro.

Bom, por ela ser toda incrível e confiável, Howard Stark pediu sua ajuda para tentar limpar seu nome. Eu tenho uma relação de amor e ódio com ele. Acho que mais pra ódio, juro. O personagem é muito bacana e gosto de todo o sarcasmo que ele usa, só que odeio as ações dele e isso me faz não gostar dele. O lado bom é que ele não aparece em todos os episódios, então dá pra ter um descanso do Stark. Agora, se tem um personagem que consegue ser tão incrível, bondoso, extremamente tudo de bom é o Jarvis. Ele é um tipo faz tudo do Howard Stark e seu patrão o deixa a disposição de Peggy para ajudá-la com o caso. O Jarvis é muito engraçado e tem horas que faz tudo errado, ingênuo e ainda super preocupado com sua mulher (que por sinal não apareceu na série). Eu o adorei, meu personagem favorito – depois da Peggy, óbvio. Ele e Peggy formam uma boa dupla, no começo as coisas não são tão perfeitas, mas depois eles vão se acostumando um com o outro e eu ainda não superei a cena linda dos dois no último episódio. Sofrendo apenas.

Divulgação/ Marvel

Tem muitas cenas de ação, luta, tiros, carros em fuja, invenções geniosas e destruidoras do Howard, e também tem um pouquinho de amizade. Não tem romance, já que o coração da Peggy ainda pertence ao lindo Capitão América, mas isso não traz problema nenhum a essa maravilhosa série. Adorei a trama, todos os contratempos que acontecem no caminho e os três últimos episódios são incrivelmente incríveis, já quero a segunda temporada, quero mais Peggy Carter batendo em todos os homens possíveis, mais Jarvis e mais tudo. É muito amor por essa série, eu acho que nem estou conseguindo transmitir o quanto ela é incrível, mas acreditem em mim: é muito incrível, corra para assisti-la, não perde tempo, VAI!

Ainda tem mais personagens, claro, mas se eu for falar de cada um o post vai ficar imenso. Mas eu gosto de todos eles, de uma maneira diferente e menos potente do que eu gosto do Jarvis e da Peggy, mas eu gosto deles.


Resumindo: acho que não consegui falar o quanto essa série é incrível e cheia de coisas incríveis, mas acreditem em mim: é incrível. Sério, corre pra assistir. Altamente recomendado. É isso galera, agora só esperar por mais episódios, espero que venham logo. É isso, acabou por hoje, até mais, fim.

Terceiro Doctor: A Lança do Destino - Marcus Sedwick.

Título: 3º Doctor – A Lança do Destino.
Original:  The Spear of Destiny.
Autor: Marcus Sedgwick.
Editora: Rocco.
Nota: 4 5/5.
Conto presente no livro Doctor Who 12 Histórias, 12 Doutores.

Terceiro Doutor: O terceiro Doutor e Jo Grant estão tentando rastrear a lança mágica de Odin quando se veem em uma terrível batalha entre duas tribos vikings. Porém um desses vikings é ainda mais perigoso do que aparenta. Será que o Doutor vai conseguir impedir que a lança caia em mãos erradas? (SKOOB)



Esse terceiro conto eu pude imaginar como sendo um verdadeiro episódio da série. E eu nem sei mais o que colocar na introdução de cada uma das resenhas e olha que ainda faltam mais nove. Vou pensar em diversas coisas até lá.

Nesse conto, além do terceiro Doctor obviamente, aparece a companheira dele, a Jo. Bom, como eu disse na outra resenha, o Doctor é fantástico por si só, mas ele gosta de ter companhia para viajar e aprontar todas pelo universo afora. Ele diz que vai ser legal na maioria dos lugares que eles visitarem, mas sempre acaba acontecendo alguma coisa que eles precisam resolver. E nem vamos falar que o pessoal deve morrer de medo do Natal, já que sempre acontece alguma coisa maligna nesse feriado tão alegre.

Terceiro Doctor/ Divulgação

Como eu disse, eu acho que eles poderiam transformar esse conto em um episódio facilmente. Tem vários elementos que você encontra na série, principalmente o maior deles: é divertido. Acho que era isso que eu senti que faltava nos dois primeiros contos, a diversão, partes que eram engraçadas de ler, apesar de não ser tão legal assim para os personagens. Gostei do Doctor e da companheira dele, a Jo, eles ficaram bons juntos e isso é essencial. A trama foi bacana, eles precisavam dessa lança que estava em um museu, só que eles não iriam conseguir pegar ela de lá e daí voltaram no tempo para quando ela estava entre as pessoas: na era Viking.

Foi demais. A aventura deles foi interessante, as pessoas que eles encontraram foram icônicas (como geralmente é na série) e ainda apareceu um personagem que foi... POW (?), incrível e me deu aquele lance de fangirling total. Não vou falar quem é o personagem, porque isso meio que estragaria o conto, mas eu amei a parte que ele aparece e daí tudo parece ficar conectado e... ah, eu adorei, nem sei mais o que falar, é isso. Então sim, esse foi um dos meus contos preferidos e me deu mais coragem para continuar a ler os outros. Não é como se eu fosse largar o livro ou apesar ler o do meu Doctor favorito, mas eu estava precisando desse ânimo e o terceiro conto me deu. Adorei, sério, leiam, leiam, leiam.


Resumindo: eu achei o terceiro conto incrível, a trama é muito boa e tudo se desenrola perfeitamente, é divertido e eu gostei bastante. Não sei por que não dei cinco estrelinhas, só senti que deveria ser quatro e não cinco. Eu avalio os livros assim mesmo, dessa maneira estranha, vai saber (?). É isso, leiam esse conto, nem que você não compre o livro, mas compre o conto! Sério, leiam, vou mudar a nota ali em cima, vou colocar cinco, já resolvi. Fim.

Psicose - Robert Bloch.

Título: Psicose.
Original: Psycho.
Autor: Robert Bloch.
Editora: Darkside.
Nota: 5/5.

Psicose, o clássico de Robert Bloch, foi publicado originalmente em 1959, livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas. O livro teve dois lançamentos no Brasil, em 1959 e 1964. São, portanto, quase 50 anos sem uma edição no país, sem que a maioria das novas gerações pudesse ler a obra original que Hitchcock adaptou para o cinema em 1960. A DarkSide orgulhosamente tem o prazer de reparar este lapso, em julho de 2013, com o lançamento de Psicose em versões brochura (classic edition) e capa dura, limited edition que incluirá um caderno especial com imagens do clássico de Hitchcock. Uma história curiosa envolvendo o livro é que Alfred Hitchcock adquiriu anonimamente os direitos de Psycho e depois comprou todas as cópias do livro disponíveis no mercado para que ninguém o lesse e, consequentemente, ele conseguisse manter a surpresa do final da obra. Em Psicose, Bloch antecipou e prenunciou a explosão do fenômeno serial killer do final dos anos 1980 e começo dos 1990. O livro, junto com o filme de Hitchcock, tornou-se um ícone do horror, inspirando um número sem fim de imitações inferiores, assim como a criação de Bloch, o esquizofrênico violento e travestido Bates, tornou-se um arquétipo do horror incorporado a cultura pop. (SKOOB)

Vou contar uma coisa e aposto que todos que estão lendo vão rir – ou não, sei lá, hipoteticamente falando. Eu não sabia absolutamente nada sobre Psicose antes de ler esse livro. Juro. Sabia que falava de um homem, tinha a mãe dele e um motel. Mas isso só porque eu assisti alguns episódios da série Bates Motel, que mostra a adolescência do Norman. Então, eu fiquei feliz com isso, porque a leitura foi tão esplêndida e fantástica. Preciso assistir ao filme agora.

O livro conta sobre Norman Bates, um homem que construiu junto com sua mãe, Norma, um motel. Antes ele até podia ser bastante frequentado, porém com a construção de uma nova rodovia, pouca gente passa por ali. Eis então que uma moça, em fuga, acaba parando por ali e ficando em um dos quartos. Hipoteticamente pode ser que ela tenha roubado algum dinheiro, fugido, parado ali e foi assassinada durante o banho. Hipoteticamente um detetive particular e a irmã da moça vão até a cidade, onde o namorado da moça em fuga mora, para ver se ela foi até lá, onde ela está e o que está acontecendo. Hipoteticamente eu deveria saber como escrever essa sinopse, mas pode ser que isso não seja inteiramente verdade, então é melhor vocês lerem o livro mesmo (?).

Amei o livro. Acho que já perceberam isso caso tenham visto a minha nota ali em cima. Achei tão eletrizante, mesmo a trama sendo tão simples, não conseguia largar o livro e me via cada vez mais intrigada com tudo o que estava acontecendo. Bom, mesmo não sabendo nada sobre o livro, eu meio que acabei criando uma teoria e estava certa sobre ela, então sim, eu fico me gabando para mim mesma sobre isso (?). A narrativa é em terceira pessoa, onde acompanhamos o Norman no motel e Lila e Sam, a irmã e o namorada da mulher em fuga (Mary, esse é o nome dela, não sei por que não falei antes), em suas respectivas partes na trama. Fiquei com um pouco de medo de toda essa psicose, assumo, mas gostei demais do livro, nem consigo descrevê-lo direito.

Preciso citar o quanto o livro é maravilhoso, não só pela trama, mas por dentro, em todas as páginas, a diagramação, os começos dos capítulos, os números deles dentro de uma chave... eu amei, é muito lindo, a editora está realmente de parabéns. Eu não tinha visto esse livro em nenhuma livraria que eu já tenha ido, então fiquei de fato espantada com todos esses detalhes especiais. Muito bonito, de verdade, gostei.

Norman Bates, nem sei o que falar desse cara. Ele que gerencia o motel que construiu junto com sua mãe, Norma, só que nem toda essa responsabilidade fez com que ele amadurecesse. Ele ainda é meio filhinho de mamãe, mesmo estando tão velho, nunca se casou, sempre ficou ali no motel e cuidou de sua mãe. Ele é realmente estranho. Também não deve ter sido muito legal crescer com a mãe dele, mas enfim, não vou comentar sobre isso. A Mary acabou no lugar errado na hora errada, coitada. Essas coisas acontecem nesses livros mesmo (?). A Lila é a irmã dela e as duas são tão parecidas que até Sam, o namorado/noivo da Mary, a confundiu com sua amada quando Lila bateu na sua porta. Eles dois foram um bom casal de detetives, apesar deles não serem detetives. Enfim, eles estão na busca de possíveis paradeiros para a Mary e vão acabar, de um jeito ou de outro, no Bates Motel. Medo. Por esse e outros livros do gênero que eu sou um pouco paranoica, acontece.


Resumindo: não falei muita coisa porque achei que tudo iria ser algum spoiler e não quero falar nada caso você ainda não sabia sobre a trama de Psicose. Recomendo, é claro, é uma ótima leitura, a trama é simples e tudo se desenvolve fantasticamente. Fiquei com muito medo do final, que é ótimo, então só acho melhor vocês não lerem a noite, como eu li e me espantava com todo barulho. Eu disse que era paranoica. Enfim, é isso por hoje, fim.

O Doador de Memórias - Lois Lowry.

Título: O Doador de Memórias.
Original: The Giver.
Autora: Lois Lowry.
Editora: Arqueiro.
Nota: 3/5.

Em O doador de memórias, a premiada autora Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal onde não existem dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não há amor, desejo ou alegria genuína. Os habitantes de uma pequena comunidade, satisfeitos com a vida ordenada, pacata e estável que levam, conhecem apenas o presente o passado e todas as lembranças do antigo mundo lhes foram apagados da mente. Um único indivíduo é encarregado de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundo nunca mais será o mesmo. Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar. (SKOOB)

Esse livro estava na minha mini maratona do final do ano passado para que minha meta de 70 livros lidos fosse alcançada, porém a isso não deu certo, mas pelo menos esse foi um dos livros lidos. Eu não sabia o que esperar dele, nem sei se eu sabia muita coisa da trama quando comecei a ler e acho que isso foi bom para a leitura. Sempre falo isso, nossa, como sou previsível (?).

O livro se passa num futuro distópico, onde as pessoas não sentem dor, não há desigualdades e nem guerras, porém também não há amor ou felicidade genuína. Será que seria um preço justo a pagar para ter paz afinal? É o que o jovem Jonas começa a se perguntar depois que lhe foi designada a profissão de guardião de memórias. Ele tem que proteger o povo do sofrimento dessas memórias e ter sabedoria para amparar os dirigentes desse novo governo em tempos difíceis. Porém, ele começa a descobrir as memórias, com a ajuda do velho guardião, e percebe que eles estão bem sem as coisas ruins, só que junto com isso foram privados de muitas coisas boas. Pouco a pouco, ele começa a ver o quanto essa nova realidade pode ser terrível.

Eu creio que tenho problemas com distopias, não vejo outra explicação possível. Vi bons comentários a respeito desse livro, mas não estava com expectativas elevadas e apenas me deixei levar pela leitura. A trama é interessante apesar de começar a achar que no fundo todas as distopias são a mesma coisa e estava curiosa para saber mais sobre esse mundo novo e o posto de guardião de memórias. O começo foi bem bacana, porém depois que as memórias lhe são apresentadas, acho que a leitura perdeu um pouco o ritmo. Ficou só nisso e eu acabei me cansando um pouco. Também creio que não entendi direito o final, sério, to confusa até agora, não sei se aconteceu o que eu acho que aconteceu ou se interpretei tudo errado. Acontece às vezes, principalmente quando termino o livro à noite (?). Então, isso fez com que a minha leitura não fosse tão boa, o que é uma pena. No geral foi até que legal, então eu também resolvi ser legal e dar três estrelinhas para o livro.

Gostei do mundo criado e fiquei me perguntando se a renúncia dessas coisas boas valeria à pena se o mundo fosse um lugar mais tranquilo, sem violências, somente paz. Ou então se seria apenas uma ilusão, uma falsa paz. Reflitam (?).

Jonas é um bom personagem, mas às vezes achava que ele não seria forte o bastante para aguentar o peso dessa nova responsabilidade. No fim das contas ele até que se saiu bem, eu creio. O velho guardião, que agora é Doador, tenha ir com calma, mandando as memórias aos poucos para não deixar o menino paranoico, principalmente quando se trata de memórias ruins, como guerras. A última pessoa designada para ser o novo guardião não conseguiu cumprir direito com seu dever, então ele tenta fazer as coisas diferentes com Jonas para ver se dá certo dessa vez. A trama se foca mais nele mesmo, eu nem sei o que falaria dos outros personagens.


Resumindo: tem vários pontos que me desagradaram, porém no geral foi uma leitura até que boa, então vou recomendar, mas sem expectativas. Vou tentar assistir ao filmes para ver se consigo gostar um pouco mais. Tem o segundo livro, A Escolhida, que já foi lançado aqui, também pela editora Arqueiro. É isso galera, até, fim.

Segundo Doctor: A Cidade sem Nome - Michael Scott.

Título: 2º Doctor – A Cidade sem Nome.
Original: The Nameless City.
Autor: Michael Scott.
Editora: Rocco.
Nota: 3/5.

Segundo Doutor: Quando Jamie McCrimmon traz para o segundo Doutor um misterioso livro, pouco sabe sobre o perigo contido naquelas páginas. O livro transporta a TARDIS para uma terrível cidade de vidro em um mundo distante, onde os Archons pretendem se vingar do Senhor do Tempo por causa de um antigo rancor. (SKOOB)




Esse é o segundo conto presente no livro, já que tem o segundo Doctor como o principal e acho que esqueci de falar sobre esse lance dos Doctors na primeira resenha, caso você não conheça a trama da série. O Doctor é um Senhor do Tempo, ele viaja na sua nave, a TARDIS, que é tipo uma máquina do tempo. Tem várias versões dele porque ele se regenera, digamos assim, por isso ele sempre tem uma aparência e personalidade diferente, mas ainda é o mesmo cara. Tenso, né? Bom, já falei tudo, vamos ao conto.

Se passa em Londres, como a maioria, no ano de 1968 e é muito bizarro. Além do Doctor, nesse conto ele tem ajuda de um rapaz, o Jamie, que é meio responsável por tudo que eles vão passar nesse conto. Esse Jamie salva um senhor de um assalto e ganha dele um livro que o senhor diz ser muito importante, ele só não imaginava que seria também muito perigoso e levaria ele e o Doctor há uma aventura que pode ser sem volta. Todas as aventuras do Doctor podem não ter volta, muito perigo (?).

Segundo Doctor / Divugação

Eu gostei desse conto, tem aquele ar de Doctor Who vou falar muito isso, então não se incomodem se virem essa frase em toda resenha e os inimigos são medonhos e estranhos. Nesse conto já me pareceu que nada ia dar certo, que eles iam acabar se dando mal e não iam sair daquela situação. No final as coisas acabam se resolvendo, se bem ou mal para eles, só vocês lendo para saber, claro, não vou contar. Achei bem interessante o desenvolvimento, como as coisas foram acontecendo, algumas boas, outras ruins e no final a resolução de tudo. Assumo, gostei mais desse do que do primeiro, apesar das notas serem iguais, já que às vezes dois livros podem ter notas iguais, só que eu posso ter gostado mais de um do que do outro (?). Acontece.

Esse Doctor me pareceu mais simpático, não sei se ele era assim na série, e toda a resolução do caso me pareceu simples e boa. O rapaz que o acompanha na aventura, Jamie, foi essencial em todo o conto. Então está comprovado de que apesar do Doctor ser fantástico, ele – assim como todas as pessoas – precisa de alguém para o acompanhar e ajudar na jornada. Que lindo (?).


Resumindo: eu gostei do conto sim, achei que foi bem desenvolvido e os inimigos são medonhos, e o nome condiz com o conto. Foram só três estrelinhas porque apesar de eu achar muito bom, foi só isso, bom, ainda faltou alguma coisa que me prendesse e todo aquele lance de fangirling que eu disse na resenha do primeiro conto. Não deixa de ser bom, eu recomendo. Fim.

Primeiro Doctor: Uma Mãozinha para o Doutor - Eion Colfer.

Título: 1º Doctor – Uma Mãozinha para o Doutor.
Original: A Big Hand for the Doctor.
Autor: Eoin Colfer
Editora: Rocco
Nota: 3/5.
Conto presente no livro Doctor Who – 12 Doutores, 12 Histórias.

Primeiro Doutor: Londres, 1900. O primeiro Doutor perdeu sua mão e sua neta, Susan. Ao procurar Susan, o Senhor do Tempo encontra um estranho feixe de luz soporífera, e precisa impedir um bando de Piratas de Alma de despedaçar seres humanos, o que promete uma perigosa jornada até uma terra que ele provavelmente nunca vai esquecer... (SKOOB)



Então, eu ganhei de presente esse lindo livro do Doctor Who que contem 12 contos, cada um com um dos Doutores, e não sabia como resenhar o livro todo, sendo que parecia mais sensato (apesar de ser mais difícil) fazer uma resenha específica para cada um deles. Estou fazendo isso então, esse é o primeiro conto do livro. Você também pode encontrá-lo pra comprar separado, em ebook, daí não precisa comprar o livro todo mas devia, porque é lindo. Vamos então a resenha.

Bom, eu gosto bastante de Doctor Who, mas estou bem atrasada com a série quarta temporada ainda, oh céus e não sou a maior especialista na série clássica. Por sorte, a minha irmã sabe tudo (ou quase) sobre Doctor Who e tem o mini encarte que veio com a mini TARDIS que eu ganhei, então lá tem cada um dos Doctors, então resolveu meu problema. Enfim, estou tagarelando aqui (?). Nesse conto, o primeiro Doctor é o protagonista. Ele está de fato precisando de uma mão, já que cortaram a sua durante uma briga. Isso é o mais perto de uma sinopse que eu cheguei (?).

Primeiro Doctor/ Divulgação

Eu gostei desse primeiro conto. Achei o desenvolvimento bacana, tem aquele ar parecido com o da série e os inimigos são estranhos, o que também me remete a Doctor Who já que tem muitas coisas estranhas – o que não significa que elas não sejam boas. Conhecemos o primeiro Doctor e também a neta dele, Susan, que foi quem deu o nome da TARDIS de... TARDIS (Time and Relative Dimension in Space, acho que é isso). Ela também está envolvida na aventura junto com seu avô e eu fiquei com vontade de assistir essa temporada da série clássica onde eles aparecem. Mas... mas, mas, mas, sempre tem um ‘mas’.

Apesar de ter gostado, eu senti que poderia ter sido melhor. Eu tenho problemas com contos, começando por não saber nem como resenhá-los já que tudo acontece tão rápido, então provavelmente as resenhas ficaram pequenas também. Apesar de ser um conto e as coisas terem que ir num ritmo mais rápido, eu fiquei achando que algumas coisas poderiam sim ter sido melhores. Talvez esteja sendo muito exigente ou talvez esse primeiro Doctor não me pareceu tão divertido e interessante quanto o meu Doctor favorito suspiros. São muitas variáveis, sei lá, pode ser qualquer coisa (?).


Resumindo toda essa enrolação: o conto é bem escrito, a trama é coerente, começa e termina de um jeito bom, mas senti que faltava alguma coisa, uma cena que me deixasse num estado de fangirling total, que geralmente é o que acontece quando eu assisto a Doctor Who. Enfim, é bom, se você quiser comprá-lo separado, acho que vai valer a pena seu dinheiro falei acho porque só você sabe o que vale o seu dinheiro (?). É isso, acho que foi até que um bom conto para ser o primeiro, apesar dos pesares. Nem sei como terminar essa resenha, gente, fim.

 
Layout de Giovana Joris