A Desconstrução de Mara Dyer - Michelle Hodkin.

Título: A Desconstrução de Mara Dyer.
Original: The Unbecoming of Mara Dyer.
Autora: Michelle Hodkin.
Editora: Galera Record.
Nota: 2/5.

Um grupo de amigos... Uma tábua ouija... Um presságio de morte. Mara Dyer não estava interessada em mensagens do além. Mas para não estragar a diversão da melhor amiga justo em seu aniversário ela decide embarcar na brincadeira. Apenas para receber um recado de sangue. Parecia uma simples piada de mau gosto... até que todos os presentes com exceção de Mara morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado. O que o grupo estaria fazendo em um prédio condenado? A resposta parece estar perdida na mente pertubada de Mara. Mas depois de sobreviver à traumática experiência é natural que a menina se proteja com uma amnésia seletiva. Afinal, ela perdeu a melhor amiga, o namorado e a irmã do rapaz. Para ajudá-la a superar o trauma a família decide mudar para uma nova cidade, um novo começo. Todos estão empenhados em esquecer. E Mara só quer lembrar. Ainda mais com as alucinações - ou seriam premonições? - Os corpois e o véu entre realidade, pesadelo e sanidade se esgarçando dia a dia. Ela precisa entender o que houve para ter uma chance de impedir a loucura de tomá-la.... (SKOOB)

Eu conheci esse livro lá no Goodreads antes dele ser lançado aqui e já estava com vontade de ler. Porém, acho que a bactéria que causa a doença ‘Ressaca Literária’, cujos sintomas são: falta de animo para leitura e quando consegue ler é crítica demais para tudo, me atacou de vez. Ou não. Não consegui aproveitar essa leitura e lamentei, porque realmente queria ter gostado.

O livro conta sobre Mara Dyer, uma menina que levava uma vida normal até uma noite na qual os seus três amigos morreram. Ela estava com eles e sobreviveu, porém não te lembranças do ocorrido e nem sabe o que poderia estar fazendo naquele lugar. Para tentar recomeçar ela muda com os pais para outra cidade, mas visões acabam atormentando a pobre coitada e a fazem achar que está realmente ficando louca. Como se não bastasse isso, (uma mãe controladora e pessoas insuportáveis na nova escola) ainda tem aquele estranho menino que consegue guardar um segredo tão estranho quanto o dela. Alguma dúvida de que ela vai gostar dele? Façam suas apostas (?). Minha sinopse está estranha, mas tudo bem, sempre está.

Eu não curti #chorandorios. A narrativa é boa e a trama prometia bastante, só que ficou tudo um tanto confuso e as explicações foram tão bobas. O começo me agradou, apesar de já estar confuso, e consegui progredir sem muito pesar até o meio do livro, onde os problemas surgiram. Gostei do lance das visões e de todo o mistério acerca da noite em que os amigos dela morreram. A parte em que ela começa a descobrir o ‘poder’ estranho que ela tem também é boa e prometia bastante, porém acho que não foi bem utilizado na trama. Fiquei na esperança de que quando tudo fosse explicado ia ser demais, só que não. Achei tudo bem normal e desinteressante. Faltou mais ação e cenas impactantes. As visões deveriam ter sido melhores exploradas também, assim como os sonhos que ela começa a ter sobre a noite em que as pessoas morreram.

A explicação para o caso do menino misterioso foi totalmente sem graça, por falta de uma palavra mais adequada. Não foi o que eu esperava, nem chegou perto, o que é uma pena. Talvez eu esteja ficando cada vez mais chata para expectativas (?). Ou não.

O final é intrigante, assumo, sendo uma das coisas que me fez classificar o livro com duas estrelas. Deixou uma questão em aberto e me deixou curiosa para saber o que vai acontecer depois disso. Porém, não sei se leria a continuação, teria que ter muita força de vontade mesmo e não pegar para ler em uma época de ressaca literária. Talvez, quem sabe, toda série de livros merece uma segunda chance ou não. Também curti o lance dela fazer as coisas morrerem ao seu redor. O que também não foi bem explorado, mas tudo bem you can’t always get what you want.

As personagens foram um tanto assustadoras. Eu tinha medo da Mara com todo esse lance de morte e visões. Fora isso eu a achei meio bobona. Ela não é uma personagem muito carismática e forte. Gostei do sarcasmo dela e do quanto foi marrenta com Noah no começo, coitado. Espero que ela entenda mais de si mesma no próximo livro e corra atrás de respostas para o que aconteceu no final. O Noah era um personagem interessante no começo. Menino bad boy que dizem as más línguas que vive a quebrar o coração de meninas indefesas e depois continua com a sua vida como se nada tivesse acontecido. Gostei das cenas dele e da Mara juntos, principalmente quando estavam brigando/provocando um com o outro. Não gostei desse mistério dele, mas até que faz sentido (?). Também tem o Jamie, o amigo da Mara na nova escola e que é totalmente engraçado. Ainda vale citar os dois irmãos de Mara, Daniel e Joseph, eles são dois queridos. A mãe da Mara que está super protetora depois do acidente e o pai dela... que é pai dela, pronto (?).

Tirei os olhos de Claire e concordei, conseguindo abrir um sorriso. Claire fez o mesmo. Rachel relaxou, mas eu não. Por ela, no entanto, tentei engolir a raiva e o descontentamento conforme nos ajeitávamos para assistir o filme. Rachel colocou o DVD e apagou as velas. Seis meses depois, as duas estavam mortas” – Página 12.


Resumindo: infelizmente não consegui aproveitar a leitura e acabei não gostando muito do livro. Mas se estiver com vontade, leia, quem sabe você acaba gostando mais do que eu. É isso galera, nada mais a comentar, fim.

Cidades de Papel - John Green.

Título: Cidades de Papel.
Original: Paper Towns.
Autor: John Green.
Editora: Intrínseca.
Nota: 3/5.

Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma. Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte. Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia. (SKOOB)

Sobre este livro que fala sobre pessoas e metáforas, só tenho poucas palavras a dizer antes de começar a resenha: até quando o livro do Green é ruim, ele consegue ser bom (?). Na verdade, não foi ruim, foi bom... ok, vamos a resenha.

O livro fala sobre Quentin Jacobsen, ou apenas Q. Ele é um adolescente que tem uma paixonite pela sua vizinha e colega de escola, Margo Roth Spiegelman. Seu dia estava sendo perfeitamente normal até que ela entra pela sua janela e o chama para um plano vingativo. Ele aceita e os dois vão pela noite a se aventurar. No dia seguinte, Q. vai para a escola e descobre que a enigmática garota sumiu do mapa. Ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Porém, o quanto mais ele chega perto de encontrá-la, mais percebe o quanto ela é diferente do que ele pensava.

Falei acima que este livro fala sobre pessoas e metáforas, e alguns podem concordar; outros não. Talvez você tenha achado que fale sobre buscas e seu amigo ache que fale sobre rachaduras. Mesmo que tenhamos opiniões parecidas sobre o que se trata o livro, o verdadeiro significado dele não será o mesmo para ambos. Porque eu não consigo ser você e você não consegue ser eu, por mais que sua imaginação possa tentar. Entendeu? Não? Leia o livro. Espera, eu li e nem sei se entendi o que escrevi (?).

Eu achei o livro bom. A narrativa do autor é maravilhosa e cativante, envolve o leitor (pelo menos a mim). É em primeira pessoa, feita pelo Quentin. A trama é interessante, gostei do mistério em volta da garota e das pistas que eles iam descobrindo. O que eu mais gostei foi sobre o lance de cidades de papel e todo o contexto por trás das várias metáforas que estão no livro. Fiquei pensando nisso por muito tempo depois de ter terminado o livro. Não posso contar muito sem dar spoilers, mas posso dizer que é tudo bem genial.

Por que três estrelinhas então? Bom, o livro é interessante, tem uma trama legal, um ‘moral da história’ bacana, mas não é espetacular, é só bom. O final foi o que eu menos gostei, acho que o Green tem problemas com finais de livro. Estava esperando algo mais ‘bum!’, só que não foi bem isso, infelizmente. Algumas partes são mais cansativas de ler, principalmente as partes finais, e eu não entendia o porquê de tanta procura por uma garota que o Q. mal conhece. Sério, a vida é muito curta para desperdiçá-la desse jeito (?).

As personagens não me cativaram por completo. Margo me lembrou muito a Alasca, personagem do livro ‘Quem é você, Alasca?’. Ela é enigmática e faz e fala o que bem entender. Adorei ela no começo do livro com seus planos diabólicos de vingança. Quando ela desaparece, ninguém dá a mínima, pois ela já fez isso antes e acabou voltando, mas Quentin segue as possíveis pistas que ela lhe deixou e começa a busca. Ele é bem mosca morta, sabe? Mas ele ficou muito comprometido a achar sua vizinha e saber o que tinha acontecido. Eles eram amigos na infância, mas depois se distanciaram. Ela é popular e ele é meio loser, então já viu a situação. Ele fica obcecado com isso e seus amigos, nem tanto. Ben só queria ir ao baile com uma garota bonita, não se comprometendo muito a causa. Não gostei dele, muito sem noção e bobão. Ainda tem o Radar, que ajuda muito o Q. com os lances da internet. Ele é mediador de uma enciclopédia on-line, a Omnictionary, e vive acrescentando páginas e corrigindo informações erradas. Dele eu gostei. Os pais dele têm a maior coleção de papais noéis negros. Fiquei com vontade de ir até a casa deles para ver isso.

Poderia ter me casado com a rainha da Inglaterra ou sobrevivido meses à deriva no mar. Mas meu milagre foi o seguinte: de todas as casas em todos os condados da Flórida, eu era vizinho de Margo Roth Spiegelman”.


Resumindo: é bom e divertido de se ler. Recomendo, é claro. Bom, é isso, nada mais a declarar por hoje, beijo, fim.

Inferno - Dan Brown.

Título: Inferno.
Original: Inferno.
Autor: Dan Brown.
Editora: Arqueiro.
Nota: 4/5.

Neste fascinante thriller, Dan Brown retoma a mistura magistral de história, arte, códigos e símbolos que o consagrou em "O Código Da Vinci", "Anjos e Demônios" e "O Símbolo Perdido" e faz de Inferno sua aposta mais alta até o momento. No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado numa das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri. Numa corrida contra o tempo, ele luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o leva para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo poema de Dante, e mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído. (SKOOB)

Eu não sei se vocês sabem, mas eu adoro os livros do Dan Brown. Também não sei se sabem, mas tenho a mania de começar as resenhas com a palavra “eu” (?). Enfim, claro que eu tinha que ler Inferno e ver se era mais um livro top de linha dele. Adivinha? Claro que é, mas não conseguiu entrar pros meus livros favoritos dele. Sou muito exigente (???).

O livro conta sobre mais uma das aventuras de Robert Langdon. Ela acorda em um hospital com um ferimento à bala na cabeça, porém não tem ideia de como foi parar lá. Ele que é super estudado do mundo logo percebe que está em Florença e leva um choque ainda maior. Ele não se lembra de ter saído dos Estados Unidos. Na verdade ele não se lembra de nada das últimas 36 horas. No hospital tentam novamente matá-lo, mas ele consegue fugir com a ajuda da Dra. Sienna Brooks. E daí tudo começa a pegar fogo quando eles começam a seguir pistas de um cara louco pelo livro ‘A Divina Comédia’ de Dante Alighieri. Ele podia ser obcecado por qualquer uma das partes desse livro clássico, mas é claro que ele prefere o ‘Inferno’. Essa humanidade não tem mais salvação mesmo, oh céus (?).

É loucura total esse livro. Adorei essa nova aventura do Robert. A narração é em terceira pessoa, nos mostrando então as duas faces da mesma moeda (?). Os capítulos são geralmente curtos e tem sempre alguma ação acontecendo, então é impossível ler apenas um e largar o livro para outro dia. Eu adoro capítulos curtos! A trama é genial, me senti uma bobona perto de todo o conhecimento de Robert sobre o mundo das artes e todo o resto. Ele é muito fera. Gostei de saber um pouco mais sobre o livro A Divina Comédia. Na verdade, a única coisa que eu sabia era o nome das partes, sério, que vergonha de mim. O mistério é de roer as unhas, eu nunca consigo adivinhar e no final me sinto enganada. Eu me senti enganada com esse livro. Tudo o que eu acreditava desmoronou (??). O que eu mais gostei foi do tema. Não sei se isso é spoiler, mas direi mesmo assim; fala muito sobre a superpopulação do mundo. No livro, a personagem diz umas possibilidades insanas para acabar com isso, porém não tira o fato desse... fato (?). Estamos nos multiplicando igual coelho. Não tinha lido nenhum livro que tivesse esse tema e acabei gostando bastante. Eu fiquei com medo do final! Gosto de finais tensos, mas esse me assustou. Na verdade, o que mais me assustou foi perceber o quanto somos vulneráveis. Ok, não vou falar mais nada, estou soltando muitos spoilers indiretamente (?).

A única coisa que me desagradou foi o fato de algumas partes serem bem lentas e tediosas. Geralmente o meio do livro é assim. O autor fica só no aquecimento para o final. Também tem muita coisa improvável de acontecer na vida real nesse livro, mas é ficção, então tudo é possível (?).

Robert Langdon continua como sempre. Super inteligente e craque nos símbolos escondidos. Pensando bem, ele é meio mole em algumas partes, geralmente as de ação. Mas a inteligência compensa esse pequeno descuido. Nesse livro, ele precisa lidar com a perda da memória e vai correr atrás das coisas para saber o que aconteceu e porque estão querendo matá-lo. Essa trama tem muitas reviravoltas e me deixou de queixo caído. A moça da vez é a Dra. Sienna Brooks, a jovem que ajuda o Robert a fugir do hospital quando ameaçam a vida dele. Eu me surpreendi com ela, acho que foi a melhor personagem do livro. Sienna ajudou muito o Robert e tem um importante papel na trama. Gostei dela, nada mal. O vilão é um cara que acredita fazer o bem para toda a humanidade com seu projeto doentio. Ele é um gênio meio lunático, sabe? Quase todos são assim, eu acho.


Resumindo: gostei muito do livro. A trama é boa e toma proporções globais. Bem interessante, uma ótima leitura, assim como todos os livros dele. É isso, nada mais tenho a declarar, fim.

Tipo Destino - Susane Colasanti.

Título: Tipo Destino.
Original: Something like fate.
Autora: Susane Colasanti.
Editora: Novo Conceito.
Nota: 4/5.
Resenha por: Juliana (a irmã).

Lani e Erin são melhores amigas, embora não tenham muito a ver uma com a outra. Lani é uma taurina tranquila e Erin é a impetuosa leonina. Uma adora Astrologia (e outras artes adivinhatórias também) e ficar em casa; a outra gosta de pessoas e baladas. Suas preferências — incluindo pizzas e meninos — são bastante diferentes, ou eram, até que Erin começou a namorar Jason… Assim que Lani conheceu o namorado de Erin, sentiu uma enorme conexão com ele. Uma sensação de que já se conheciam a vida toda. E, apesar de acreditar que ele sentia o mesmo, ela sempre soube que Jason estava fora de cogitação, afinal, ele era quem ele era! Ela decidiu ignorar seus sentimentos. Não importava o quanto quisesse ficar perto de Jason, nada a demoveria da ideia de se manter distante dele. Então, Erin viajou durante todo o verão… “Este livro me deu vontade de mudar minha vida.” THE TRUTH ABOUT BOOKS “Uma narrativa inteligente e rápida…” KIRKUS REVIEWS (SKOOB).

Olá minha cara gente o/ Como vocês estão? Então, essa resenha aqui é super especial porque foi feita por minha mais nova ajudante de blog, a Juliana (minha irmã). Ela tem um blog (aqui) e vai me ajudar com algumas resenhas, principalmente com as de livro infanto juvenil. Espero que vocês gostem dela, tenho certeza de que a Ju é bem mais legal do que eu. Vamos então ver a resenha de estreia dela? Não me responsabilizo por qualquer spoiler, prontofalei (?).

Tudo começa quando a melhor amiga da Lani, Erin, começa a namorar um tal de Jason. Lani, que é apaixonada por astrologia, acredita que tudo acontece por um acaso e que todos tem sua alma gêmea solta pelo mundo. Já Erin (que nem quase aparece no livro) é totalmente diferente. Lani começa a descobrir sentimentos ocultos por Jason. Mas como ela poderia gostar do namorado de sua melhor amiga? Que tipo de amiga seria ela? Ela, então, logo descobre que Jason, é na verdade sua alma gêmea. Lani, esta determinada a esquecer de Jason para o bem deles e de sua amizade. Até que Erin, viaja o verão inteiro, deixando os dois sozinhos.

Eu achei o enredo da história diferente, pois nunca li um livro do tipo. Porém, superei as expectativas que eu tinha sobre o livro. Eu li o outro livro da autora ‘Esperando por você’ e acabei não gostando. Então imaginei que esse seria do mesmo tipo e não é. Não diria que o livro é ótimo, mas dá para se divertir lendo ele (principalmente quando elas começam a brigar). Ele tem pouco detalhe e bastante diálogo, então deixa o livro mais rápido e fácil de ler.

A história não me encantou, mas algo nela me fez perceber as coisas um pouco diferente. Ainda não dizer o que me fez ter essa perspectiva no livro, não sei dizer o que é. Mas algo nele diz que você pode ultrapassar qualquer barreira para alcançar aquilo que você, mesmo que custe uma amizade, e não ligar para o que os outros vão dizer no final. Porque isso é o que o amor é (blablablabla).

O romance do livro não é tão bom, não me conquistou. Os personagens tinham química, mas eu não achei que eles combinavam (a.k.a eu shippava Conor e Lani). Falando em personagens, essa tal de Lani é muito molenga e medrosa. O Jason, não vou nem comentar. O Blake, que apareça mais que a menina que deveria ser principal, é gay e é super amorzinho, ocorre uma super história dele no meio do livro, muito emocionante. A Erin, aparece no começo do livro e no meio do livro ela some completamente porque ela foi viajar e no final ela dá um sinal de vida, dizendo que esses miseráveis que mentiram na cara dela vão pagar (adoro). O Conor é engraçado e eu adorei ele, foi o meu personagem preferido, apesar de ele não aparecer todo o tempo no livro.

Em si o livro é bom pra matar um tempo e para quem procura uma história mais água com açúcar, eu recomendo.


P.s: A trilha sonora deste livro (escolhida por mim) foi ‘Same Love’ do Macklemore.


Lançamentos e Novidades - Setembro/Outubro (Novo Conceito e Arqueiro).


Hey o/
Bem, espero começar a fazer esses posts de lançamento todo o mês. Sou preguiçosa, mas vou tentar. Enfim, querem ver alguns dos lançamentos para Setembro/Outubro das editoras Novo Conceito e da Arqueiro? Ou até de meses anteriores, pode ocorrer (?). Para variar estou atrasada com esse post, então vou tentar colocar as novidades dos dois meses juntos. Se quiser saber mais sobre o livro é só clicar em cima da capa e acabará no link dele lá no skoob, ok? 'Bora lá.


  • Novo Conceito



  • Arqueiro




E ai, gostaram? Qual deles vocês querem mais? Ou já compraram e leram? Me contem tudo, por favor. 

E só uma observação, hoje (10/10) é o aniversário de três anos do blog, aaaaae o/ Eu queria agradecer a todo mundo que sempre vem aqui no blog e comenta nas postagens, que acompanha tudo desde o começo. Sério, muito obrigada <3 Então é isso apenas, nada mais tenho a comentar. Beijos, fim.

Comprei e (ainda) não li: A Canção do Súcubo.



Olá, olá o/
Faz tempo que não faço essa coluna, então resolvi fazer hoje. Eu compro muitas coisas e depois acabo demorando para ler, isso é um defeito e eu assumo que estou tentando me livrar disso, porém é muito difícil. Vocês me entendem, né? Enfim, vamos ao livro de hoje.

Título: A Canção do Súcubo. 
Autora: Richelle Mead. 
Editora: Essência.
Comprado em: 04/06/2012 (segundo o Skoob).
Motivo para a compra: minha irmã ia comprar um cd e este livro estava por 9,90, dai resolvi inclui-lo na compra. Faço bastante isso também.
Porque ainda não li: porque sou preguiçosa. Eu já comecei a lê-lo, mas não senti que estava no clima para esse livro (?), então larguei e comecei outro. Então é isso, pura preguiça maldita.
Um motivo para largar minha leitura atual e correr para este: minha melhor amiga vive falando do quanto essa autora é maravilhosa e ela sempre me xinga quando percebe que eu ainda não li. Eu até tentaria ler agora, mas meu ritmo de leitura está horrível, sério.
Prometo ler até: Não farei promessas que (provavelmente) não cumprirei, então é isso. Que vergonha!

E vocês, qual livro compraram porque queriam MUITO ler, só que ainda não leram? Me contem, quero saber. Beijinhos, fim.

Impecáveis - Sara Shepard.

Título: Impecáveis.
Original: Flawless.
Autora: Sara Shepard.
Editora: Rocco.
Nota: 3/5.

Spencer roubou o namorado de sua irmã. Aria ficou com o coração partido em relação ao seu professor de Inglês. Emily começou a gostar de sua nova amiga Maya. . . tanto quanto de seu amigo. A obsessão de Hanna pela aparência impecável está lhe fazendo mal. E seu segredos mais terríveis ainda é tão escandaloso que a verdade iria arruina-las para sempre. (SKOOB)




Oi gente o/ Sim, estou viva e não, não desisti do blog. É que as provas estão chegando, dai já sabem, né? Mas enfim, vamos a mais uma resenha. Eu já li esse livro faz tanto tempo, mas só agora resolvi postar a resenha. Sou totalmente sem noção. Enfim, essa série tem tantos livros, acho que não vou terminar de comprar e ler nunca. Complicado, realmente. Mas vamos ter perseverança. E só para avisar, essa resenha pode conter spoilers do livro anterior, Maldosas. Ou não, eu acho que não coloquei nenhum spoiler, mas sempre coloco esse aviso, vai que.

O livro começa da onde o primeiro parou – é claro. Elas descobrem que a A não é a Alison como elas esperavam, já que o corpo da garota é finalmente encontrado no final de Maldosas. Elas continuam cheias de segredos e tentando entender quem sabe tudo sobre a vida delas e ficam mandando mensagens as ameaçando. E, assim como na série de TV, não vai ser nada fácil. Nunca é.

Nem sei o que falar desse livro. Foi uma leitura agradável e tranquila. A narrativa da autora é boa, sem confusões. Cada capítulo é focado em uma das garotas principais e eles não são tão grandes. Capítulos pequenos são as melhores coisas do mundo, pelo menos para mim. Também gosto de que cada capítulo tem um nome. Ok, às vezes é um nome muito tosco, mas mesmo assim eu acho interessante esse fato. Tem livros que ficam bem sem nome nos capítulos (?), outros ficam melhor (??).

Acho que o meu grande problema com essa série de livros é que eu assisto ao seriado, Pretty Little Liars, e algumas coisas ficam bem previsíveis. Não é tudo igualzinho, tem sim certas surpresas e nos livros os fatos acontecem mais devagar. É mais enrolado do que na série de TV, juro.

As personagens ainda não estão tão ligadas umas as outras novamente e eu detesto isso. Gosto delas quando estão juntas, como amigas, como um time. Isso ainda não aconteceu por completo até esse volume e, tudo bem, eu até entendo. Só não me agrada muito. Minha favorita é a Spencer. Ela é tão centrada e sempre quer ir a fundo das histórias. A Emily é uma mosca morta, Aria é estranha e a Hanna não é tão divertida (quanto na série). Não são personagens cativantes, nada nelas me faz achá-las interessante. São apenas quatro garotas cheias de problemas, como uma amiga morta e segredos para dar e vender.

A “A” é a pessoa mais legal dos livros (e da série também, sei que não deveria misturar, mas é inevitável. Eu sempre tenho que comparar). Eu tenho medo dela e ainda não sei quem está por trás de tudo isso. O livro também não nos fornece tantas pistas sobre a identidade, nem sobre quem poderia ter matado a Alison. Eu disse para vocês, acho bem mais enrolado do que o seriado.


Resumindo essa resenha incrivelmente pequena e chata: não sei se devo continuar acompanhando a série de livros. Foi uma boa leitura e me surpreendi em alguns momentos, mas não é como se eu amasse e coisas assim. Vou pensar sobre o assunto ou não. Tem vários outros livros dessa série já lançados aqui no Brasil pela editora Rocco, não sei quanto são no total, e o terceiro volume é Perfeitas. É isso, fim.

Todo dia - David Levithan.

Título: Todo Dia.
Original: Everyday.
Autor: David Levithan.
Editora: Galera Record.
Nota: 3/5.

Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor. (SKOOB).

Eu nem sabia o que esperar desse livro. Li o livro desse autor em parceria com o John Green e não gostei muito, mas acabei dando uma chance porque eu sou uma pessoa muito legal – apesar de achar que as pessoas não acham isso que eu acho (?). Enfim, não foi uma leitura perdida, porém foi bem diferente. É, diferente é a palavra (?).

O livro conta sobre A não, não estou falando sobre PLL, juro, que não tem corpo só para ele e todo dia se encontra em um corpo/hospedeiro diferente. Esses hospedeiros podem ser gordos, magros, normais, doentes, feios, mas sempre são na faixa etária na qual A está. A já está acostumado com isso, portanto nunca se envolve demais com a vida da pessoa e nem se importa se é homem ou mulher. Eis então que ele se encontra no corpo de Justin e conhece a querida da namorada dele. E adivinha? A se apaixona loucamente por ela. Porém, como ficar com ela se a cada dia se encontra em um corpo diferente? Leia o livro e descubra, há (?).

Vi algumas pessoas classificando esse livro super bem, mas não criei expectativas. Mesmo assim o livro deixou a desejar, infelizmente. A leitura é rápida e fácil, li praticamente tudo em um dia. Eu adorei a capa, não é super linda, mas eu realmente gostei dela. A trama é diferente dos outros livros que eu já li, portanto tudo era muito novo pra mim. Na verdade eu nem sabia muito sobre esse livro antes de chegar aqui em casa, então expectativas não foi o meu problema mesmo. A narrativa é em primeira pessoa e é feita por A, que é o protagonista da história. Eu senti falta de explicações sobre as condições do protagonista, mesmo sabendo que nem ele entendia o que era. Eu preciso de explicações, sabe? Senão fico tendo umas teorias muito loucas na minha cabeça. Sério, uma pior que a outra. Os autores não deviam fazer isso conosco.

Mas isso não foi o que comprometeu a minha leitura, mas sim todo o ‘mimimi’ que tem. Eu não suporto isso. Tolero em alguns livros quando a trama consegue me envolver e talz, mas nesse eu não consegui me envolver. Tem muito disso por todo o livro e não gostei. Parecia que eu estava lendo a mesma coisa em todo o capítulo. ‘Mimimi’ não posso ficar com ela, ‘mimimi’ ela não respondeu meu e-mail, ‘mimimimimimimimi’ (??). Vocês provavelmente acham que eu sou a pessoa mais sem coração nesse momento, né? Sinto muito, mas isso foi o que eu senti com a leitura e acabei não gostando muito.

O final foi bonitinho e tudo mais, porém poderia ter sido melhor. Senti falta de mais partes interessantes. Ficava até chato em todo capítulo A falando da vida da pessoa em que ele estava e blábláblá. No começo era bem divertido, só que depois do meio do livro eu já estava cansada. Isso acabou deixando o livro um pouco cansativo, apesar desse lance do protagonista de parasitar (?) os outros ser até que interessante. Também achei bacana a trama de A, sem todo o romance e mimimi, mostrando o quanto é difícil se adaptar quando se tem tantas versões de sei mesmo, e como ele tenta não se intrometer e modificar a vida da pessoa em que se encontra.  Acabei dando três estrelinhas porque a leitura até que foi agradável e também por conta do livro ter uma das histórias mais sem-pé-nem-cabeça que eu já li, então valeu a criatividade.

Personagens foi um negócio complicado nesse livro. Tive dó de A, sempre lutando para ser uma pessoa nova a cada dia e ainda tentando não se perder no meio disso. Eu já teria ficado entediada de mudar assim tantas vezes. Eu até que gostei dele/dela. Fiquei um pouco irritada quando ele interferia na vida das pessoas e ia igual um louco atrás da pobre Rhiannon. Achei super digno o que A fez no final e até fiquei orgulhosa por esse ato. Pois é, sinto orgulho dos personagens, é tão bom (?). A não sabe por que troca de corpo todo o dia, como um sem terra (no caso um sem corpo), só sabe que isso acontece desde que ele era pequeno. É uma pessoa que passou a vida inteira sendo assim e nem sabe quem, ou o que, é. Eu não agüentaria, sou fraca demais (?). 

Rhiannon é uma garota forte. No começo não botava muita fé nela, mas depois acabou se mostrando uma ótima mocinha – tirando os mimimi’s ocasionais. Ela tem um namorado super mala, o Justin, e é uma garota super fofa. Isso acontece muito, não é? Enfim, a achei super digna e não posso fazer mais comentários sem que dê muito spoilers. O romance deles é complicado devido a essa condição de A, então eles acabam dando um jeito de se conversar mesmo com as dificuldades pelo caminho. Não gostei muito deles como um casal, mas enfim.


Resumindo: é uma leitura agradável e rápida, tem umas boas reflexões e frases bem interessantes. Porém acabei não conseguindo gostar taaanto assim, o que é uma pena. Mesmo assim recomendo já que gosto é gosto (?). É isso ai galera. E só queria avisar que não vou postar nada da Bienal mesmo porque eu não vou e isso dói meu coração, espero que entendam (????). Ano que vem eu posto (?). Acabou, tchau, fim.

Métrica - Colleen Hoover.

Título: Métrica.
Original: Slammed.
Autora: Colleen Hoover.
Editora: Galera Record.
Nota: 3/5.

O romance de estreia de Colleen Hoover, autora que viria a figurar na lista de best sellers do New York Times, apresenta uma família devastada por uma morte repentina. Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor. (SKOOB)

Eu preciso começar essa resenha admitindo que eu estava errada sobre este livro. Pensei que fosse ser parecido com outro livro que eu li e me traumatizou. Apesar de não ter morrido de amores por esse livro, não foi tão ruim quanto eu achava que era. Então é isso, vamos a resenha.

O livro conta a história de Lake, uma garota que acabou de ser mudar (junto com sua mãe e irmão mais novo) para o Michigan após a morte de seu pai. Ela acha que tudo será uma chatice, mas isso muda quando ela conhece o seu charmoso vizinho Will. Eles logo sentem que há uma atração inegável entre os dois, mas será que o destino vai ser bonzinho com eles? Será? Claro que não, senão a autora não teria escrito esse livro (?).

Foi na média essa leitura. A narrativa é feita em primeira pessoa pela Lake e ela é chata, mas vou fazer sobre isso depois. O livro é curtinho e rápido de ler. Gostei do começo e de todo o trama da protagonista com a mudança e a perda do pai, porém depois que começa todo o trama dos dois não poderem ficar juntos e talz, as coisas vão ficando um pouco maçantes. Eles sempre sofriam, sofriam e sofriam. Às vezes parecia que nunca acontecia uma coisa nova nos capítulos que eu estava lendo, era sempre a mesma coisa. Então faltou um pouco mais de ‘ação’. Teve um ‘bam’ na segunda parte do livro, mas acho que isso só conseguiu estragar a minha leitura. Tantos caminhos para essa trama surgiram na minha cabeça enquanto eu estava lendo, só que nenhum realmente aconteceu no livro, então isso também pode ter sido o motivo pelo qual eu não gostei tanto do livro.

Tem muitas partes sobre poesia no livro, ou melhor dizendo, slam. Eu sou uma chata, vocês já sabem disso, então não ficaram surpresos quando eu dizer que não gostei desse lance. Era um tipo de poesia (eu acho, não sei descrever essas coisas) em que a pessoa expressa uma emoção que está sentindo e todo mundo chora. A Lake sempre descreve o quanto é lindo e o quanto ela ficou emocionada. Mas eu não achava nada disso, enfim. Outro problema que eu encontrei foi o final. Terminou de um jeito corrido, sabe? Poderia ter sido bem mais elaborado para poder fechar a trama de um jeito bacana.

Sei que estão pensando que eu odiei tudo e não sabem como eu ainda consegui classificar como três estrelinhas. Teve dois personagens que fizeram a minha leitura digna dessa nota: Kel e Caulder. Eles são os fofinhos irmãos mais novos (acho que eles têm nove anos se eu não me engano) de Lake e Will, respectivamente. Os dois estão sempre juntos brincando e fazendo arte, é claro. Para mim, eles foram os personagens mais importantes do livro. É por conta de Caulder, indiretamente, que Lake e Will não podem ficar juntos e Kel... bom, ele é engraçado e às vezes começa a falar de trás pra frente do nada. Outra pessoa bacana foi a Eddie, ela é a nova amiga de Lake na escola e sempre fala o que dá na telha. A achei super sincera e com um astral ótimo. Ela é tipo Sherlock Holmes também, sempre percebe as coisas ao seu redor e desaparece do nada, como a Lake fala nas partes em que está com ela. A mãe da Lake também tem uma participação fundamental na trama e dá os melhores conselhos para a filha.

Já o casal principal é complicado. O Will é um cara maneiro que cuida do seu irmão mais novo e é vizinho de Lake. Ele é responsável, inteligente, porém é um pouco estressado demais em alguns momentos e isso não me agradou. Não é o tipo de mocinho do qual eu gosto, uma pena. Mas pelo menos ele consegue ser mais legal do que a Lake, a menina do choro. Sim, ela chorou e sofreu bastante nesse livro. Eu entendo o sofrimento dela, só foi meio entediante ficar lendo sobre isso. Gostei das partes em que ela se lembrava do pai e nas quais ela ficava com sua família. Ela foi responsável e aceitou bem algumas coisas, mas mesmo assim acabei não indo com a cara dela (infelizmente).

“- Layken! – ele grita, quando estou prestes a entrar em casa. Eu me viro de frente para ele, que está parado perto do carro – Que a força esteja com você! – Ele ri e entra no carro enquanto eu fico parada, olhando para as pantufas do Darth Vader que ainda estão nos meus pés. Maravilha.” (página 24).


Resumindo: apesar de todos os defeitos que eu encontrei, não foi uma leitura tão ruim quanto eu esperava. Recomendo para quem gosta de leituras um pouco mais dramáticas (?) e quer um livro rápido de ler. Eu não sei se é uma série, porque sou desinformada, mas vocês podem me informar ai nos comentários o que é uma maneira bem cara de pau para pedir que vocês comentem. É isso, creio que nada mais tenho a dizer, fim.

[RESENHA DUPLA] O Azarão e Bom de Briga - Markus Zusak.

Título: O Azarão.
Original: The Underdog.
Autor: Markus Zusak.
Editora: Bertrand Brasil.
Nota: 3/5.

Antes de tornar-se mundialmente conhecido, Markus Zusak escreveu uma trilogia de sucesso que somente agora está sendo publicada no Brasil. O primeiro título chama-se O Azarão. Fãs de A menina que roubava livros não podem deixar de ler os romances que inciaram a carreira estelar desse autor. Narrado em primeira pessoa, o livro apresenta a história de Cameron Wolfe, um garoto de 15 anos, perdido na vida e que vive às turras com a família. Trabalha com o pai encanador e sua mãe está sempre brigando com os filhos, na pequena casa onde todos moram juntos. Steve é o mais velho e mais bem-sucedido. Sarah é a segunda, e está sempre dando uns amassos com o namorado. Rube é o terceiro e o mais próximo de Cameron. Os dois, além de boxeadores amadores, vivem armando esquemas para roubar lojas e outros locais do tipo. Contudo, os planos nunca saem do papel. Uma história sobre a vida e sobre as lições que dela podem ser tiradas. Um romance de formação que exibe um jovem incorrigível, infeliz consigo mesmo e com sua vida. - "Tento ser humano em minha escrita. Comecei a escrever porque era o caminho natural. Durante o ensino médio eu era muito introvertido. Sempre tinha histórias na cabeça. Então comecei a escrevê-las." - Markus Zusak (SKOOB)

Oi galera o/ Desculpa a demora para postar, mas vocês sabem que eu sou uma péssima blogueira mesmo. Enfim, para me redimir, eu trouxe aqui duas resenhas dos dois primeiros livros da Trilogia dos Irmãos Wolfe. Vamos lá então porque tem muito o que falar.

O livro conta sobre os irmãos Wolfe, Cameron e Rube. Eles são dois adolescentes que ainda não sabem o que querem da vida, além de brincar de socos e chutes, é claro. Os dois são inseparáveis e vivem planejando roubos que nunca dão certo. Então, em um dia lindo de sol (?), Cameron fica apaixonado por uma garota e sabe que para ficar com ela precisa mudar. Será que isso é possível? Será?

Foi uma leitura bem interessante e diferente. Não é muito o tipo de livro que eu gosto de ler, mas acabei dando uma chance por conta do autor e não me arrependi. A narrativa é feita pelo Cameron e no final de cada capítulo tem um sonho que ele teve ou algo do tipo. É meio estranha, a narrativa, já que o narrador mesmo acaba dando alguns 'spoilers/dicas' do que vai acontecer. Não sei como explicar, só sei que é diferente, porém nada que estrague a leitura. Não achei que teve muita trama, no geral, não aconteceu nada de mais. É um livro com uma leitura rápida e bacana, porém não espere muita coisa senão vai acabar se decepcionando, infelizmente. Eu não criei expectativas, então não tive esse problema. O que é um milagre já que as minhas expectativas sempre interferem nas minhas leituras lindas (?).

Apesar disso tudo ai no parágrafo acima, é interessante toda a histórias dos irmãos e de toda a família deles no geral. Eles são de uma família que não tem muito dinheiro e normalmente comem a mesma coisa todos os dias (sopa de ervilha, por exemplo). A mãe deles é trabalhadora e o Cam sempre fica com raiva de si mesmo quando a deixa desapontada por conta de suas brincadeiras bobas, como a que eles chamam de 'Um Soco' (que consiste em uma luta na qual ambos só podem usar uma luva de boxe e tentar acertar o adversário. Não façam isso em casa!). A irmã deles, Sarah, está sempre aos beijos no sofá com o namorado. O pai deles também trabalha e Cameron conhece Rebecca em uma das vezes que vai trabalhar com ele. A Rebecca nem aparece muito, então nada tenho a dizer sobre ela.

O Cameron é um garoto decente, mas vive seguindo os conselhos nada sábios de seu irmão Rube, este que não tem medo de nada e, geralmente se dá melhor do que Cam quando eles vão fazer alguma coisa (tipo brincar de 'Um Soco'). Gostei dos dois, me lembrou Chris e Drew de 'Todo Mundo Odeia o Chris'.

Dei três estrelinhas porque achei engraçado e diferente toda a trama dos Wolfe, mas poderia ter sido melhor. O livro é fininho e a letra é razoavelmente grande, então a leitura flui bem. Apesar dos pontos negativos que encontrei, recomendo o livro para quem busca uma leitura diferente e dinâmica, sem muito comprometimento (?). É isso, vamos para a outra resenha então.

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Título: Bom de Briga.
Original: Fighting Ruben Wolfe.
Autor: Markus Zusak.
Editora: Bertrand Brasil.
Nota: 4/5.

Na continuação do sucesso O azarão, Markus Zusak apresenta o emocionante Bom de briga. Se no primeiro título o autor traz um romance de formação de um jovem incorrigível, infeliz consigo mesmo e com sua vida, agora ele exibe dois irmãos em busca de um propósito na vida. Bom de briga retrata a evolução dos irmãos Cameron e Ruben Wolfe como seres humanos. No primeiro livro, a dupla estava sempre atrás de algo errado para fazer. Dessa vez eles entram no mundo das lutas amadoras de boxe, buscando independência para suas vidas. Enquanto Ruben mostra um talento nato para a coisa, o outro tenta apenas sobreviver. Tudo que é ruim é normal no dia a dia da família Wolfe - como os silêncios, as brigas, a pobreza, a mediocridade. Eles já se acostumaram com isso e sempre têm uma justificativa para tanto. Cameron, o mais novo, é o exemplo do jovem batalhador. Desde cedo apanha e se levanta, mostrando que o que importa não é a força da pancada, mas se você tem a força necessária para se reerguer. (SKOOB)

Nesse livro os irmãos Wolfe estão procurando algo em que eles sejam bons para fazer. Eis então que surge a oportunidade deles fazerem algo que gostam (dar socos) e ainda ganhar dinheiro: lutadores de boxes, amadores é claro. Então eles aceitam e isso tudo acaba resultando em um livro muito bom e com algumas lições de vida básicas.

Só um aviso, eu vou tentar fazer essa resenha livre de spoilers enormes, então leia por sua própria conta e risco, é isso. Enfim, eu adorei esse livro. Tudo o que eu senti faltando em O Azarão (mais ação, digamos assim) tem de monte nesse livro. Cameron ainda é o narrador, porém Rube acaba ganhando bem mais destaque nesse segundo volume. Tem muito mais trama e momentos legais entre os dois. Ouso dizer que eles amadureceram um pouco mais nesse segundo volume. Em alguns momentos dos dois juntos meus olhos se encheram de lágrimas, muito lindo. Irmãos e irmãs são tudo de bom, né? Sinto muito os filhos únicos que gostam de ser... únicos (???), mas é verdade.

Voltando ao livro, eu gostei bastante. Não tenho mais o que falar desse livro, apesar de ter falado muito pouco (acho que estou perdendo o jeito para resenhas), de tão simples e bacana que ele é. Em poucas páginas o autor conseguiu fazer tudo dar certo e ainda trazer algumas reflexões sobre a vida, as quais eu não vou citar já que quero essa resenha livre de grandes spoilers como já citei acima.

Personagens são os mesmos. Rube e Cam se envolveram ai nessas lutas e estão fazendo isso escondido dos pais, só para variar um pouco. Cam se dá muito mal na maioria das lutas. O bom de briga mesmo é o Rube. Eles estão menos engraçados, já que este segundo volume é um pouco mais sério do que o primeiro, porém não deixam de ser legais. A irmã deles ainda está sofrendo por conta do término do namoro e só Zeus sabe o que ela anda fazendo por ai. Os pais deles ainda são super queridos e continuam não dando mole para os filhos não. Gosto deles.

Resumindo (já): adorei os dois livros, porém esse segundo foi o meu favorito. Teve mais coisas para contar. Só não levou cinco estrelinhas por conta do final ser um pouco estranho, mas tudo bem. Recomendo, é claro. Espero que acabem gostando, talvez até mais do que eu, quem sabe. Bom, é isso galera, desculpa ficar tanto tempo sem postar culpem a faculdade, nos vemos por ai, fim.

O Substituto - David Nicholls.

Título: O Substituto.
Original: The Understudy.
Autor: David Nicholls.
Editora: Intrínseca.
Nota: 3/5.

Para Josh Harper, ser ator significa ter dinheiro, fama, mulheres aos seus pés e o papel principal nos palcos de Londres. Para Stephen C. McQueen, trata-se de uma longa e desastrosa carreira como figurante. Stephen tem um nome que não ajuda (não, ele não é parente do famoso Steve McQueen), um agente pouco interessado, um relacionamento complicado com a ex-mulher e a filha e um trabalho como substituto de Josh Harper, o 12º Homem mais Sexy do Mundo. E, quando percebe que está apaixonado por Nora, a linda e inteligente esposa de Josh, sabe que as coisas podem ficar ainda mais difíceis para ele. Ou, quem sabe, essa não é justamente sua Grande Chance? Com personagens engraçados e diálogos irresistíveis, O substituto é uma comédia arrebatadora. (SKOOB)

Minha ressaca literária está muito forte esses dias, por isso não tenho postado muito aqui no blog, mas pelo menos consegui ler este livro. Palmas para mim, por favor (?). Ainda não sei o que pensar desse autor, infelizmente. Eu amei Um Dia, não gostei tanto assim de Resposta Certa e esse foi bem bacana. O Substituto foi uma leitura interessante, porque o final não colaborou. Tem autores que não são muito bons com finais, isso é normal, eu acho.

O livro fala sobre Stephen C. McQueen, um cara que adora sua profissão de ator, só que não teve papéis de sucesso, apenas como figurante, cara morto, esquilo e, agora, é substituto de Josh Harper, um ator super famoso que também é o 12º Homem mais Sexy do Mundo. E Josh nunca fica doente, então Stephen nunca tem sua chance de ser o ator principal da peça. Para piorar as coisas, além de ter um relacionamento complicado com sua ex-mulher e a filha, ele se vê apaixonado por Nora, que é simplesmente a esposa de Josh. Olha que vida feliz, né? Será que agora vai ser a chance dele? Será? Será?

Eu gostei do livro. Admito que meus olhos se encheram de lágrimas em algumas partes e isso é um bom sinal, não é? Geralmente. É narrado em primeira pessoa, pelo Stephen, e tem uma trama bacana. Stephen me lembrou um pouco o Joey de Friends e todo o seu drama com sua carreira de ator, só que menos simpático, engraçado e não se dá bem com as mulheres. Me incomodei muito com o fato dele sempre aceitar ficar em segundo plano, em ser muito babaca, não saber fazer nada certo e ficar se achando todo infeliz. Personagens infelizes me incomodam e me fazem lembrar de um filme que eu odeio. Algumas pessoas acham eu acho que elas acham, estou supondo segundo minhas fontes não confiáveis que personagens assim são mais reais, mas para mim eles são apenas chatos, chatos e chatos. Enfim, isso acabou estragando um pouco a minha leitura e me fez ficar com um pouco de raiva. E com um pouco de pena também, admito.

A trama é boa, gostei do lance dele com a mulher do Josh e do relacionamento dele com a filha, que era toda mimadinha e difícil de agradar. O livro fica mais nisso, em toda a luta dele nessa vida, com poucos altos e muitos baixos (?), e só, sem muita coisa acontecendo a não ser isso. Não é nada demais, porém é uma boa leitura para dar uma descansada e ler sem compromisso, sem muitas expectativas. O final é bem estranho e fica 'em aberto', sabe? Então esse foi um ponto negativo que eu encontrei. Não gosto de finais 'em aberto' porque me parece que não tem um desfecho justo com o livro. É como se as últimas páginas fossem arrancadas e parou naquela parte comum, que mais parece o meio do livro. Então isso não me agradou muito, infelizmente. Mas pelo menos dei algumas risadas da infelicidade e da falta de inteligência (em alguns momentos) do Stephen, então não foi uma leitura em vão, ainda bem, e parece ter curado minha ressaca literária.

Personagens são complicados, né? Josh, o ator famoso e estrela da peça em que Stephen é substituto, é um mala sem alça. A fama sobre na cabeça das pessoas e faz com que elas fiquem bobas, essa é a única explicação para o quanto esse personagem é chato. Ele se acha a última bolacha do pacote, mas definitivamente não é. Espero que nem todas as estrelas desse mundo artístico sejam assim. Ele é metido, sempre preocupado com a beleza e joga charme para todos. A única coisa boa nele é que é casado com a querida da Nora. Ela tem um papos interessantes, é inteligente, adorei as piadas sarcástica dela sobre o marido e fiquei com pena dela por ser casada com esse cara. E então ela conhece o Stephen e ele se apaixona por ela. Ela é muita areia pro caminhão dele, mas acho que ele não se importa com isso. Stephen é meio infeliz e solitário, ficou assim depois do divórcio ou antes, vai saber e de tantos trabalhos fracassados como ator. Senti pena dele em alguns momentos, apesar de me irritar com sua infelicidade. O coitado era muito sozinho no mundo, sem amigos e até sem geladeira (?). Isso é triste. Eu torcia para ele se dar bem, mas as coisas não são tão fáceis assim, nem mesmo para os personagens.

Resumindo: é legal, uma leitura agradável, mas não vá com tanta sede ao pote. Bom, é isso, nada mais tenho a declarar nesse finalzinho de resenha. Beijos, fim.

A Princesa Leal - Philippa Gregory.

Título: A Princesa Leal.
Original: The Constant Princess.
Autora: Philippa Gregory.
Editora: Record.
Nota: 4/5.

No imaginário popular, Catarina de Aragão é vista como a rainha desprezada por Henrique VIII, a nobre trocada por Ana Bolena, plebéia da corte dos Tudor. Philippa Gregory, autora de A irmã de Ana Bolena, recria a infância e a juventude da infanta de Espanha. Criada no palácio de Alhambra, em Granada, Catarina fora prometida aos três anos de idade a Artur, príncipe de Gales. No entanto, a morte prematura do jovem após o casamento, fez com que Catarina se unisse a Henrique VIII, irmão mais novo de Artur. A partir de um dos episódios mais singulares da história inglesa, Phillipa Gregory nos oferece uma romance delicioso. (SKOOB)

Não sei se já perceberam que eu raramente leio romances históricos e é por isso que há poucas resenhas desse gênero aqui no blog. O motivo? Sei lá, tem algo neles que me irrita profundamente e me deixa maluca. Talvez seja apenas mais uma das minhas paranoias literárias. Enfim, eu queria ler os livros da Philippa já fazia um tempinho e resolvi tentar a sorte. Foi uma boa leitura, porém me irritei assim mesmo – e muito!

O livro conta sobre Catarina de Aragão, a filha do casal poderoso da Espanha que foi prometida em casamento ao príncipe Artur que é filho do rei da Inglaterra, Henrique (o pai). Bom, resumindo, ela se casou com o querido Artur e estava tudo bem até que ele morre em virtude de uma doença. Tadinho! Mas ela não aceita que seu destino não seja cumprido e fará de tudo para ser a Rainha da Inglaterra, até mesmo se casar com o irmão de seu falecido marido - assim como ela tinha prometido a ele -, Henrique (esse sim o das seis mulheres, argh).

Eu gostei, achei toda a trama interessante, misturando a história dos Tudors com um pouco de ficção. A narrativa é em primeira pessoa em alguns pontos, sendo narrado pela Catarina, e em outros (na maioria das vezes) em terceira pessoa. Gostei por ter dado ênfase na Catarina, já que todo mundo sempre lembra mais da Ana Bolena do que dela. Têm partes mostrando o quanto ela era religiosa e admirava sua mãe mais que tudo. Esses momentos me estressavam um pouco, mas depois acabei me acostumando a eles. Não tinha outra saída mesmo. Não eram ruins, só um pouco... estressantes.

Um ponto negativo que encontrei foi que no meio do livro as coisas ficaram bem monótonas e parecia que por mais que eu virasse as páginas, eu ainda estava na mesma parte. Ou talvez eu é que sou impaciente e quero que tudo aconteça logo (?). De resto ocorreu tudo bem, a escrita da autora é boa e tudo mais. Confesso que me perdi com os sobrenomes das pessoas e o que elas faziam lá na corte. Era uma baderna aquele lugar, sério. A parte mais política e de guerras também foi entediante para mim. Justo a minha pessoa que gosta tanto de guerras (?). Enfim, não foi nada que estragasse taaanto a minha leitura.

Gostei mesmo foi da Catarina. Sei que detesto falar de personagens que foram reais (?), mas vou fingir que não foram e falarei apenas dos ‘imaginários’ (???). Catarina era uma mulher fiel a sua causa e ao seu marido, Artur. Ele a fez prometer em seu leito de morte que se casaria com seu irmão e seria rainha. Assim ela fez. Senti pena dela, as coisas não foram fáceis e Henrique (o filho/seis mulheres) não merecia esta mulher como sua primeira esposa, ela era muita areia pro caminhão dele. Determinada, crente e tinha sangue frio, estava sempre vendo que as coisas não iam bem só que nada abalava sua expressão neutra e tranquila. Ela e Artur eram um casal perfeito. Passaram por maus momentos no começo, brigaram e talz, mas tudo ficou bem. Uma pena ele ter morrido, o destino foi muito cruel com ela. Henrique VIII (o filho) até que tinha um afeto por ela no começo, entretanto era jovem e ela estava envelhecendo, então ele tinha suas amantes. Eu o odiei. No começo eu odiei a Ana Bolena também, apesar de ela nem aparecer direito, só que depois a minha raiva foi totalmente canalizada para ele. Chega, sem mais palavras sobre ele.

Resumindo: recomendo, claro. Espero que possam gostar tanto da querida Catarina como eu gostei e odiar profundamente o Henrique (o filho e o pai também). Isso é tudo, vou tentar ler mais romances históricos e ver como posso controlar minha raiva (?). Fim.

 
Layout de Giovana Joris