Se Eu Ficar - Gayle Forman.

Título: Se eu Ficar.
Original: If I Stay.
Autora: Gayle Forman.
Editora: Novo Conceito.
Nota: 3/5.

Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas. (SKOOB)

Sou um tanto complicada para dar notas aos livros. Quando eu terminei de ler este livro, eu achei que ele merecia quatro estrelinhas, mas depois quando comecei a pensar na resenha, vi que o que eu tinha sentido com o livro não valia tanto assim. E assim eu mudei a minha nota, porque eu posso (?) e nem sei por que estou falando isso aqui, só porque não tenho outra coisa pra falar no começo. Vamos à resenha.

O livro conta sobre Mia, uma simpática garota que tem sua vida completamente mudada em uma manhã simples de fevereiro. Ela, seus pais e seu irmão mais novo, saem para um passeio de carro e ocorre um trágico acidente, que acaba com a felicidade da família. Mia vê seu corpo sendo levado para o hospital, só que não sente nada, ela está vendo a si mesma de fora, como se sua alma estivesse vagando e vendo os esforços de seu corpo para sobreviver. Então ela precisa tomar uma decisão, se quer continuar a seguir com a vida, por mais difícil que ela possa ser dali pra frente, ou então desistir de tudo.

Comecei essa leitura crente que iria chorar e me emocionar. De fato, eu me emocionei, teve algumas partes que foram bem tocantes, mas não precisei de lenços para enxugar minhas lágrimas. A trama é bem difícil, tem uma parte que se passa a maior parte do tempo no hospital, onde a alma-da-Mia conta o que está acontecendo ao seu redor e como as pessoas estão lidando, além de ficar pensando em como isso tudo mudou sua vida. E, na outra parte, estão os flashbacks, que são incríveis e tem sempre algo relacionado com aquele momento que a protagonista está vivendo ou algo que falaram. O livro é fininho, você praticamente nem vê as páginas virando, eu terminei em um dia, milagre, estava determinada.

Eu não consegui me identificar muito com a Mia. Ela está passando por um momento difícil e tem uma escolha pra fazer, o que basicamente o enredo do livro todo, essa indecisão dela sobre se deve ficar no mundo dos vivos ou não. Isso fez com que eu não me identificasse muito com ela, já que a minha escolha estaria tomada desde o primeiro momento, por mais egoísta, covarde e insensível da minha parte, mas estaria tomada e o Senhor me livre (e livre todos vocês) de ter que passar por isso. Só que esse livro me fez pensar nisso e... é isso. Então essa indecisão dela é um pouco chato, porque o livro fica basicamente nisso. Claro que é emocionante ver as pessoas ‘falando’ com ela (ou com o corpo dela que está ali na cama do hospital) e dando conselhos, falando o que acham que ela deve fazer e que está tudo bem, qualquer decisão que ela tomar. Quando o avô e a avó dela aparecem são as melhores partes.

Teve uma parte que me emocionou bastante, a que mais me tocou de verdade, foi um flashback dela e do irmão. Quando ela fala sobre ele, eu me arrepiava. Não sei se vocês puderam reparar, claramente as pessoas que convivem comigo já, mas eu sou muito apegada a minha irmã (que por sinal é resenhista aqui do blog, olha só), então por isso essa parte foi mais tocante. Essa parte me emocionou de verdade, as outras apenas me fizeram mudar a expressão do rosto (para uma careta triste).

Eu odeio falar isso, principalmente de um livro tão sofrido, mas tem muitas partes entediantes. Alguns flashbacks eu queria que passassem rapidamente. Talvez eu seja insensível, sei lá, mas foi o que eu senti depois que parei para pensar no que esse livro tinha me transmitido. Talvez eu tenha elevado as minhas expectativas e isso dificultou a leitura. Talvez não fosse o momento ideal pra essa leitura. Talvez eu tenha lido muito rápido... tem várias possibilidade, mas o lance é que eu gostei, moderadamente. É um livro com uma trama incrível sobre amor, família e decisões que só nós podemos tomar, mas infelizmente não é extremamente maravilhoso. Pelo menos não foi pra mim. Isso não deixa o livro com uma história menos emocionante, fazendo você pensar no quanto deve aproveitar a vida todos os dias porque pode ser que não tenha um amanhã. O que estou querendo falar é que eu achei o livro bom, apenas, foi essa conclusão que cheguei.


Resumindo essa resenha que não fala nada com nada e nem cita os personagens porque não consegui escrever sobre eles: bom, é isso. É uma história emocionante, com grandes reflexões, só que eu não consegui aproveitar ao máximo. Ou talvez eu devesse ter escrito a resenha assim que terminei de ler o livro, quem sabe seria diferente, mas daí eu fui lá e tive que repensar sobre tudo. Pensar demais não faz bem pras minhas leituras, esse é meu problema. ENFIM, eu recomendo, sim, apesar dos pesares. Tem uma lição muito bonita. Tem continuação, Para Onde ela Foi, que vai ser lançado pela NC também. É isso por hoje, espero que entendam essa minha resenha estranha, fim.

7 comentários:

Pollyanna Campos disse...

Uma pena você não ter conseguido se ligar ao livro e não se emocionar muito... eu, pelo contrário, chorei horrores rs ><" Eu não posso ler nada que envolva perdas familiares, porque sempre acabo chorando muito. Confesso que só me emocionava nos flashbacks da mia com os pais e com o irmão, fora isso, o livro foi intenso mais não chorável. Adorei a sinceridade na resenha ^^'

Beijos!
@PollyanaCampos
Entre Livros e Personagens

Sofia disse...

Vanessa, você me preparou para a leitura. "Se eu Ficar" é um livro que pretendo ler ainda esse ano, me parece muito bom. Mas estou justamente com esse receio da história ser piegas e triste demais, sabe? Não estou muito na "vibe". Mesmo assim, quero muito ler.

Excelente resenha (mesmo você a achando estranha).
Beijão

Karine Marinho disse...

Ah, eu gostei tanto do livro. Para mim ele fez completo sentido e gostei da leveza com que a escritora tratou o livro. Me surpreendi também por ser um livro emocionante, mas não um livro "de chorar".
Enfim, muita gente que não curtiu tanto o livro está recomendando o filme dizendo que foi mais "tocante".
Beijos,K.
Girl Spoiled
http://girlspoiled.blogspot.com.br/

Gabriela Morgante disse...

Oi Van!
Acho que você não foi a única que se sentiu assim. Fiquei em dúvida sobre esse livro e acabei não comprando ele na Bienal. Depois li algumas resenhas e todas falam que o livro é bom, mas nada demais. Chega até ser dispensável sabe? Nessa temática em adoro o Antes que eu vá, da Lauren Oliver <3
Mas sinceramente essa história só quero conferir o filme!

Beijos,

Gabi - Mundo Platônico

http://gabiiem.blogspot.com.br/

Hangover at 16 (contato) disse...

Esse tipo de livro é muita apelação. A história passa o tempo todo centrada num único assunto, e te força a ter milhões de reflexões sendo que no fundo você sabe qual seria sua decisão (assim como aconteceu com você ao ler).
Eita, tem continuação? Por essa sim eu não esperava Oo hahaha nem vou ler o livro porque sei que não vou me apegar muito, por isso é bom ver o filme primeiro às vezes kkk

xx Carol
http://caverna-literaria.blogspot.com.br/
Tem resenha nova de "O Doador de Memórias" no blog, vem conferir!

Luiza disse...

Com certeza quero ler, já aqui na estante.
Bjs
http://eternamente-princesa.blogspot.com.br/

Caline disse...

Oi Vanessa

Tinha altas expectativas para esse livro, mas ele não chegou perto de alcançá-las, foi um pouco frustrante.
Eu me emocionei bem no início, mas nada de lágrimas, só a tristeza pelo que a Mia estava vivendo.
Meu problema também foi ter pego uma birra com ela e ai já viu.
Estou bem curiosa para saber como será o próximo livro e acho que vou gostar muito mais do filme.

Beijos
Mundo de Papel

 
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