A jovem Jacinda é especial. Além de pertencer a uma espécie descendente de dragões cuja maior habilidade é poder alternar entre a forma humana e a animal - os draki -, ela é uma das únicas de seu clã que consegue cuspir fogo. Quando uma atitude rebelde ameaça a existência dos outros membros de sua comunidade, ela e sua família têm que fugir e viver disfarçadas entre os humanos. Na nova escola, Jacinda precisará esconder seu segredo de todos e aprender a controlar seu espírito draki, que teima em se manifestar logo na presença do belo e charmoso Will, um caçador de dragões. Os dois se apaixonam e irão fazer de tudo para que os muitos segredos e diferenças que os separam não os impeçam de viver esse amor. (SKOOB)
Firelight - Sophie Jordan.
Título:
Firelight.
Original:
Firelight.
Autora:
Sophie Jordan.
Editora:
Agir.
Nota:
3/5.
Paguei
10 reais nesse livro, por isso eu o comprei. Ok, eu tinha vontade de ler e a
capa é toda linda, maravilhosa, então isso combinado com o preço me fez comprá-lo
quando eu vi num estande aleatório lá na Bienal do ano passado. Enfim, foi o
último livro de 2014 e foi até que bom.
O
livro conta sobre Jacinda, uma
menina que é diferente das outras. Ela é uma draki, que é uma espécie
descendente de dragões. Ela tem um dom especial, é cuspidora de fogo pensei
que todos os dragões fizessem isso, mas... e é protegida pelo seu clã.
Porém, depois de um ato rebelde dela, sua mãe vê uma ameaça ao futuro dela e
faz com que elas, e a irmã mais nova e gêmea de Jacinda, Tamra, fujam. Elas vão então viver entre os humanos, tentando se
adaptar a esse novo ambiente, mesmo que isso possa custa a essência draki de
Jacinda. Como se isso não fosse suficiente, ela ainda precisa sobreviver a
escola e tentar controlar sua atração por Will,
principalmente por saber que ele e toda sua família caçam pessoas como ela.
Então, sinta-se feliz por você não estar na pele dela (?).
Eu
sempre quis ler esse livro, principalmente porque falava de dragões e isso não
é algo que se encontra aos montes da literatura. Bom, a narração é feita em
primeira pessoa, pela Jacinda, e ela não é uma narradora/mocinha tão
insuportável quanto eu achei que seria, já vi/li piores. A trama é bem
interessante, tem esse lance de draki, os caçadores, o clã e todos os segredos
por trás disso tudo, mas acho que poderia ter se desenvolvido de outra maneira.
Começou bem o livro, só que com o passar da trama, o livro acaba se focando
tanto no romance que eu achei que parou com o resto das coisas. Não é como se a
autora deixasse todas as outras questões pendentes de lado, porém o romance
acaba pegando uma parte imensa do livro. Quem sabe no próximo livro seja
diferente.
A Jacinda adora ser uma draki, ela gosta
de poder voar e ver o mundo lá de cima – quem não gostaria. Porém, depois que
ela faz seu ato de rebeldia, sua mãe não lhe dá escolha a não ser partir para
viver entre os humanos. E lá vão elas (?). A Jacinda é uma personagem
interessante, eu gostei dela. É um pouco rebelde, mas se preocupa com a sua
família e quer tentar se adaptar nesse novo ambiente, porém não é nada fácil,
ela vive reclamando que o tempo quente deixa sua pele de draki horrível. É a
vida (?). Ela então vê Will na
escola e imediatamente o reconhece de algum lugar, não vou falar de onde, mas
fica bem claro. Ele é muito misterioso no começo, não sabia se seria um mocinho
bonzinho ou um mocinho vilão, sabe? (?) Porém com o passar da trama até que
comecei a gostar dele, não é de todo ruim. Os primos caçadores deles também
estudam na mesma escola que eles, o que deixa a protagonista sempre atenta, já
que eles são mais perigosos do que o Will.
Tem
o Cassian, que também é um draki e
faz parte do clã, e seria o futuro marido da Jacinda já que seu pai tem uma
posição de respeito entre eles e a escolheu, simples assim. A Tamra, irmão mais nova e gêmea da
protagonista, é apaixonada pela Cassian, mas sabe que agora ele está
‘reservado’ para a sua irmã e isso a deixa um pouco magoada. Eu gostei dela,
queria que aproveitassem mais o fato dela ser gêmea da Jacinda na trama e...
ah, to imaginando a trama como se fosse uma história minha, isso sempre
acontece e faz minha leitura ficar ruim. Mas quem nunca fez isso? É impossível
não fazer.
Resumindo:
foi uma leitura boa, porém fiquei com a impressão de que poderia ser melhor. A
trama é boa e os personagens também, sem falar no final e no gancho para o
próximo livro. O segundo livro chama Vanish,
porém não foi lançado aqui no Brasil ainda e estou quase duvidando que será
lançado. É isso por hoje, fim.
Publicada por Vanessa à(s) 09:01 12 comentários
Boneca de Ossos - Holly Black.
Título:
Boneca de Ossos.
Original:
Doll Bones.
Autora:
Holly Black.
Editora:
Novo Conceito – Selo Irado.
Nota:
3/5.
POPPY, ZACH E ALICE sempre foram amigos. E desde que se conhecem por gente eles brincam de faz de conta – uma fantasia que se passa num mundo onde existem piratas e ladrões, sereias e guerreiros. Reinando soberana sobre todos esses personagens malucos está a Grande Rainha, uma boneca chinesa feita de ossos que mora em uma cristaleira. Ela costuma jogar uma terrível maldição sobre as pessoas que a contrariam. Só que os três amigos já estão grandinhos, e agora o pai de Zach quer que ele largue o faz de conta e se interesse mais pelo basquete. Como o seu pai o deixa sem escolha, Zach abandona de vez a brincadeira, mas não conta o verdadeiro motivo para as meninas. Parece que a amizade deles acabou mesmo... (SKOOB)
Essa
foi uma das minhas últimas leituras de 2014 e eu já tinha começado a ler esse
livro logo que ele chegou aqui em casa, porém só fui terminar a leitura de fato
no final do ano. Não estava com muitas expectativas, apesar de ter visto
bastante resenha positiva, e acho que isso foi bom para a minha leitura. Não
foi ruim, mas...sempre tem um ‘mas’.
O
livro conta sobre três amigos que criam histórias de aventura para seus
bonecos, com piratas e até mesmo uma Grande
Rainha, uma boneca que fica na estante de uma das garotas. O pai de Zach acha que ele já está muito grandinho
para ficar brincando com os bonecos, fazendo com que o menino largue a
brincadeira. Porém, em uma noite, Alice
e Poppy aparecem em sua casa e
contam que eles precisam partir em uma jornada para enterrar a boneca que eles
chamam de Grande Rainha. A menina conta que o fantasma da criança cujos ossos
estão de algum modo na boneco, apareceu para ela e a alertou que algo ruim pode
acontecer caso eles não façam isso. Zach e Alice, apesar de desconfiarem da
amiga, partem nessa aventura juntos com Poppy. E o resto é história (?).
Esse
livro é bem diferente do que eu imaginava, bem esquisito. A narração é em
terceira pessoa, porém se concentra mais no Zach, que é o único menino do trio. A trama até que é bem
interessante, tem algumas partes mais sobrenaturais, principalmente no que diz
respeito a boneca, o que só aumentou a minha possível paranoia em relação as
bonecas. Medo. Enfim, em alguns
momentos achei que certas coisas ficam forçadas, mas no geral foi satisfatório,
olha que palavra bonita (?). Então sim, foi diferente do que eu estava
esperando, tem pontos que fizeram a minha leitura ficar cansativa, porém no
geral foi um livro até que bom. É curtinho e ainda tem ilustrações bonitas que
dão um charme ao livro, além de retratar certas partes da trama.
Outra
coisa que eu gostei, foi das brincadeiras das crianças e do mundo que eles
criaram para seus bonecos. Que crianças criativas, que inveja (?). Sério, a
Holly Black poderia escrever um livro com essas histórias criadas a partir das
brincadeiras deles, tem tantos detalhes e aventuras, muito legal. O que eu não
acabei gostando muito foi o final, achei um pouco vago, poderia ter sido
melhor. Estava esperando alguma coisa diferente, como sempre estou, tenho que
parar de ficar esperando as coisas em livros, nunca acaba bem.
As
crianças têm personalidades bem distintas. A Poppy é uma mandona e chata, simples assim. Ela que tem a boneca em
questão, a Rainha, e convence os
amigos de que a boneca precisa ser enterrada onde o fantasma da menina está lhe
indicando. A Alice é a mais sensata,
está sempre a pensar nos detalhes e não quer continuar com essa jornada por
muito tempo, principalmente porque a avó vai deixá-la de castigo para sempre ao
descobrir que ela fugiu com seus amigos. Zach
é o mais tranquilo dos três, está sempre tentando agradar as duas partes.
Gostei dele. A trama da menina e da boneca é um pouco assustadora, verdade, e
ficou muito boa no livro.
Resumindo:
apesar de alguns pontos não terem me agradado tanto, eu achei o livro bom,
então mereceu três estrelinhas (que indica bom, eu creio). Recomendo sim, é um
livro infantojuvenil e tem toda essa trama assustadora, bem legal. É isso por
hoje queridos e queridas, fim.
Publicada por Vanessa à(s) 10:00 4 comentários
[LANÇAMENTOS] Janeiro - 2015.
O
ano mal começou e as editoras já estão com vários títulos muito bons, o que nos
deixa com vontade de ter todos na nossa estante, não é verdade? Enfim, aqui
estão alguns dos lançamentos desse mês, vamos conferir.
Esses são alguns dos títulos lançados esse mês. E aí, gostaram? Qual já leram? Qual estão querendo mais? Me contem. Fim.
Publicada por Vanessa à(s) 10:00 7 comentários
Um Passo em Falso - Harlan Coben.
Título:
Um Passo em Falso.
Original:
One False Move.
Autor:
Harlan Coben.
Editora:
Arqueiro.
Nota:
4/5.
Ainda jovem, Myron Bolitar contou com a ajuda do treinador Horace Slaughter para começar a jogar basquete. O relacionamento dos dois era como o de pai e filho, mas com o tempo eles perderam contato e Myron abandonou o esporte. Dez anos depois de ver Horace pela última vez, Myron conhece Brenda, filha do antigo amigo e uma bela estrela do basquete. Trabalhando como agente de atletas, ele poderá fechar um contrato valioso com a jogadora se descobrir o paradeiro de Horace, que sumiu repentinamente após agredi-la. Desde então, Brenda começou a receber ameaças por telefone e a ser seguida. Myron não acredita na culpa do amigo e resiste a ser guarda-costas da moça, mas acaba cedendo. Determinada a não fazer papel de donzela indefesa, Brenda provoca uma atração irresistível em Myron, que vive um relacionamento amoroso debilitado. Porém, existe entre eles um abismo de corrupção e mentiras, além de segredos pelos quais muitos arriscariam a vida. Mesmo contra o bom senso, Myron segue investigando o caso. Disposto a conquistar o coração de Brenda, ele está ciente de que um passo em falso pode acabar matando os dois. (SKOOB)
Esse
foi o terceiro livro do Harlan que
eu li e agora sei que preciso de todos os outros dele na minha estante, de
preferência para ontem. Esse foi o penúltimo livro que li em 2014 e serviu para
fechar o meu ano de uma forma muito bacana. Adorei o livro, pronto, acabou (?).
O
livro conta sobre Brenda, uma
jogadora de basquete que foi abandonada pela mãe quando pequena e,
recentemente, seu pai, Horace,
desapareceu. Ela então vai contar com a ajuda de Myron Bolitar, que quando jogava basquete conhecia o pai de Brenda.
Eles vão começar a procurar pistas sobre o desaparecimento de Horace, mas
acabam se deparando com alguns fatos antigos da mãe da menina, olha que tenso.
Porém, há muitos perigos pela frente e eles vão precisar de muita sorte para continuar
vivos.
Muito
bom esse livro, de verdade. Ainda não tinha lido nenhum dos livros do Harlan com esse ‘detetive’, o Myron, e adorei ele e todos seus
parceiros de investigação. O livro é narrado em terceira pessoa e a trama é
muito boa. Tem um pouco sobre o mundo dos esportes, políticos corruptos,
mafiosos e toda essa coisa doida ai, o que deu uma boa combinação para o livro.
Adorei o modo como tudo foi se interligando no final e fiquei surpresa com a
revelação dos mistérios, principalmente da pessoa que estava por trás de tudo.
Fiquei chocada, não iria imaginar que fosse isso, mas eu não sou uma boa
investigadora, então ta bom (?). Os acontecimentos finais são tão impactantes,
nossa, tudo me surpreendeu na parte final, o que é exatamente o que eu sempre
espero de um romance policial. Nem todos são assim, então estou realmente
agradecida por esse livro.
Claro,
teve algumas partes do livro que foram um pouco lentas, daí isso interfere um
pouco. Acho que todos os livros policiais têm essa parte onde as coisas
diminuem um pouco o ritmo, pra depois voltar com tudo, mas enfim. De resto foi
tudo tão bom, eu realmente não sei por que não li mais livros desse autor,
estou tão chocada por mim mesma, preciso resolver essa questão esse ano.
Os
personagens são todos intrigantes. O Myron
é um ex-jogador de basquete que trabalha como representante de alguns jogadores
e também faz papel de investigador. Mil e uma utilidades. Ele não é o
personagem mais carismático, mas gostei dele e de toda sua trama. Já quero
todos os livros do Harlan com o Myron como principal. A Brenda eu já achei bem chata, tadinha. Sua mãe a abandona e agora
seu pai desaparece, não é fácil, mas meus sentimentos pelas perdas dela não
foram o suficiente para me fazer gostar dela. Claro que tem toda aquela atração
entre ela e o Myron, apesar de ele já ter uma namorada e do relacionamento
deles não ir tão bem. Tem também o Win,
que é o amigo do Myron e está sempre a resgatá-lo das situações mais perigosas,
digamos assim. Ele foi o personagem que eu mais gostei.
Resumindo:
foi uma leitura muito boa, cheia de reviravoltas, intrigas e perigos. Um ótimo
romance policial, recomendo sim, leiam agora. É isso por hoje, nada mais a
acrescentar, fim.
Publicada por Vanessa à(s) 10:00 6 comentários
Felizes para Sempre (Quarteto de Noivas #4) - Nora Roberts.
Título:
Felizes para Sempre (Quarteto de Noivas #4).
Original:
Happy Ever After.
Autora: Nora Roberts.
Editora: Arqueiro.
Nota: 3/5.
Em Felizes para sempre, último livro da série Quarteto de Noivas, você vai descobrir que o amor não avisa que está a caminho e, quando chega, vira seu mundo de cabeça para baixo. Parker Brown sabe que subir ao altar é um dos momentos mais extraordinários na vida de um casal. Por isso ela administra a Votos a bem-sucedida empresa de organização de casamentos que fundou com suas três melhores amigas com pulso firme e muita dedicação. Seu dia de trabalho começa cedo às vezes de madrugada, quando alguma noiva ansiosa lhe telefona aos prantos. Mas ela não se importa. Cada vez que ajuda uma mulher a escolher o vestido perfeito para o grande dia ou vê o sorriso nervoso e feliz de um noivo no altar, ela sente que está dando sua contribuição para uma história igual à de seus pais. Porém a rica, linda e inteligente Parker também quer ser feliz no amor. Só que, em vez do intelectual sensível que sempre esteve em seus planos, parece que o destino lhe reservou uma surpresa. Malcolm Kavanaugh é um mecânico de automóveis e ex-dublê de filmes de ação. Amigo do irmão de Parker, ele não tem vergonha de elogiar as belas pernas da moça e, com suas mãos ásperas, faz com que a empresária certinha e controladora simplesmente perca o chão. Agora eles vão descobrir que, mesmo com suas diferenças, podem completar um ao outro. E quem disse que o príncipe encantado não pode chegar numa Harley-Davidson? (SKOOB)
Olá
pessoas lindas e maravilhosas que estão lendo esse post. Esse é o primeiro post
de 2015 aqui no blog e sim, deveria ter saído antes, mas eu pensei em tirar
umas férias curtinhas para poder ler mais e preparar mais posts antes de voltar
com a programação normal aqui no blog. Enfim, vou começar esse ano com a
resenha de um livro da Nora Roberts,
e por sinal é o primeiro livro que eu leio dela. Vamos lá.
O
último livro da série Quarteto de Noivas
conta sobre Parker Brown, a
administradora da Votos, que é uma
empresa de organização de casamentos que fundou junto com suas três melhores
amigas. Ela está sempre trabalhando, resolvendo os pepinos que as noivas deixam
nas mãos dela, escolher o vestido de noiva perfeito e todos os outros detalhes
para fazer com o dia do casamento das pessoas seja inesquecível. Super feliz no
trabalho, mas no amor nem tanto assim. Até, é claro, que o destino resolve
aprontar com ela e lhe dá Malcolm Kavanaugh,
que é um mecânico e vive dando em cima da moça. Ele parece ser totalmente o
oposto dela, mas como todo mundo diz que os opostos se atraem, a Nora Roberts resolveu investir nisso. E
é isso, que linda sinopse, estou orgulhosa de mim (?).
Não,
eu não li os três primeiros livros
dessa série e esse fato não
atrapalhou a minha leitura. Lindo. As
tramas parecem ser bem fechadas, então pouca coisa de um acaba aparecendo nos
outros livros. Eu não me importei e minha leitura foi muito bem, obrigada.
Enfim, vamos ao que eu achei do livro. Eu nunca tinha lido nada da Nora Roberts e todo mundo sempre diz o
quanto os livros dela são bons, porém não sou muito chegada em romances, então
sempre fiquei com um pé atrás em relação à ela. Resolvi dar uma chance a esse
livro e acabei gostando, mais do que eu esperava até, o que foi muito bom. A
narração é em terceira pessoa e a trama é bem clichê, você sabe o que vai
acontecer no final, ta tudo na cara, só que você quer saber a estrada até esse
final esperado e mesmo assim continua lendo. Eu gostei da trama, gostei do
casal principal e dessa história toda das amigas com a empresa de casamento.
Elas são bem unidas, cada um tem sua participação na empresa e gostei disso,
ficou muito bom.
Ok,
apesar de achar tudo isso muito bom, eu ficava meio entediada quando elas
falavam sem parar do casamento de fulano, das coisas que estavam prontas, do
que precisava fazer e blábláblá.
Sabe, parecia não ser sempre necessário que isso estivesse lá, mas eu sabia que
era necessário já que elas tem uma empresa de casamento, então falar sobre os
casamentos e tudo mais no livro faz total sentido. Mas nem a consciência disso
me fez gostar mais dessas partes, o que é bem triste, mas não atrapalhou muito
a minha leitura, o que é bem legal.
O
casal principal foi bom, eu gostei deles. A Parker é aquela pessoa toda certinha, tem horários para tudo, está
sempre a serviço da sua empresa e quando Malcolm chega, ele interrompe toda
esse cronograma que ela se impunha sempre, fazendo com que ela fique fora da
sua zona de conforto. Era sempre muito bom ver como ele conseguia
desestabilizar ela, pobre coitada. A gente se diverte com a desgraça nem tão
desgraça assim já que ela gostava dos personagens, pimenta nos olhos dos
outros é refresco, ou qualquer ditado que diga a mesma coisa. Gostei da Parker,
apesar de achar que ela se doía por qualquer coisa, mas tudo bem. O Malcolm tem todo aquele estilo bad boy que as protagonistas amam, sabe?
Eu gostei dele, achei a trama dele boa e tudo foi se desenvolvendo ao passar
das páginas. Gostei dos dois juntos, meio que se completaram. Nossa, acho que
nunca falei/digitei isso numa resenha, mas tudo bem.
As
outras amigas dela aparecem nesse livro também, claro. Todas já estão de
casamento marcado porque já tiveram suas tramas contadas nos outros livros.
Queria falar delas, mas acho que vou deixar para as resenhas dos seus
respectivos livros, caso algum dia eu chegue a ler todos. Eu tenho o primeiro
aqui em casa, que é Álbum de Casamento
e agora estou com mais vontade de ler. Tem a Sra. Grady, que é a governanta ou algo assim da casa onde elas
fazem os casamentos e na qual a Parker mora. Ela é um doce e era sempre muito
engraçado ver seus diálogos com o Malcolm.
Resumindo:
algumas partes do livro tornaram a minha leitura mais lenta e me lembraram
porque não leio tantos romances, mas no geral o livro foi bom e divertido,
então estou feliz por essa ter sido a minha primeira leitura da Nora Roberts. É
isso pessoas, recomendo, fim.
Publicada por Vanessa à(s) 08:27 18 comentários
Retrospectiva Literária 2014
Olá.
Mais um ano está se passando, gente, que rápido. Enfim, o ano passado eu fiz esse mesmo post e comentei o quanto as leituras tinham sido ruins. Esse ano mudou e eu tive boas leituras, então já me sinto satisfeita com o mundo literário. Essa retrospectiva literária é realizada pelo blog Pensamento Tangencial :) Vamos lá?
1- A aventura que me tirou o fôlego.
Não sei direito se pode classificá-lo como aventura, mas agora já classifiquei, foi O Desafio de Ferro da Cassandra Clare e Holly Black. O livro foi incrível, não estava esperando gostar tanto quanto eu gostei.
2- O terror que me deixou sem dormir.
Nada foi tão assustador a ponto de não me deixar dormir, mas eu fiquei com um pouco de medo de Psicose. Durante a leitura, parecia que tudo fazia um barulho sinistro e me assustava. Medo.
3- O suspense mais eletrizante.
Seis Anos Depois do Harlan Coben. Gente, que livro incrível, não consegui largar enquanto não terminei de ler. Muito bom, todo mundo deveria ler, sério.
4- O romance que me fez suspirar.
Twittando o Amor. Ah que lindo mais lindo. Eu ainda não fiz resenha porque não consegui encontrar palavras pra descrever o que esse livro causou em mim, mas acredito que ainda vou fazer, esperem e verão.
5- A saga que me conquistou.
Os Instrumentos Mortais. Li apenas o primeiro livro por enquanto, mas já estou conquistada, nem preciso falar mais nada, incrível.
6- O clássico que me marcou.
O único que eu li esse ano, O Grande Gatsby. Nossa, fiquei tão deprimente depois desse livro, ele é tão incrível e... ah, vocês precisam ler pra saber o que eu estou falando. É incrível.
7- O livro que me fez refletir.
O Doador de Memórias. Não gostei tanto do livro quanto eu estava esperando, porém me peguei refletindo sobre vários pontos da trama durante a leitura e até depois dela. Isso é bom.
8- O livro que me fez rir.
Não me lembro de um livro que tenha me feito rir bastante, minha memória ta curta. Dos últimos que eu li, eu dei umas pequenas risadas com Twittando o Amor.
9- O livro que me fez chorar.
Mentirosos. Sim, meus olhos ficaram cheio de lágrimas, mas não chorei exatamente. Entretanto foi o livro com o qual eu mais me emocionei e partiu um pouco meu coração. Coisa básica (?). Twittando o Amor também me deixou com lágrimas nos olhos <3
10- O livro de fantasia que me encantou.
Eu já disse que não sou boa pra definir esses gêneros literários, eu faço da minha maneira, meio aleatório (?). Acho que foi Cidade dos Ossos, conta como fantasia? Agora vai contar. Enfim, esse livro foi simplesmente fantástico, estou apaixonada e de coração partido até agora.
11- O livro que me decepcionou.
A Esperança. Essa foi a decepção mais marcante do meu ano. Estava esperando que seria um ótimo livro, porém não foi muito bem isso que acabei encontrando. Meu favorito da trilogia é Em Chamas.
12- O livro que me surpreendeu.
E pela quarta vez nesse post vou citar esse livro: Twittando o Amor. Eu não dava nada pelo livro, a capa nem é tão interessante, mas acabei me surpreendendo de uma forma tão positiva que acho que ele marcou meu ano.
13- O thriller psicológico que me arrepiou.
Reconstruindo Amelia, com certeza. Me fez pensar o quanto a gente acha que conhece uma pessoa que tanto amamos e sempre estamos juntos. Bem tenso.
14- O livro mais criativo e O melhor HQ.
Difícil essa pergunta, eu não me lembro de ter lido algo que se destacou na criatividade, então é isso. Não li muitas HQ, então também não vou me arriscar nessa pergunta.
15- O infanto-juvenil que se superou.
Caçadores de Tesouros do James Patterson. Ele foi lançado pelo selo Irado e tem capa dura, lindíssima, repleto de ilustrações. Não estava dando muito pelo livro e no final acabei gostando bastante.
16- O livro que mudou a minha forma de ver o mundo.
Superação do Nick Vujicic. É tão repleto de felicidade e lições de vida o livro, que durante a leitura vi o mundo de uma forma diferente. Muito bacana.
17- A capa mais bonita.
Enfeitiçadas, com certeza. É o primeiro livro das Crônicas das Irmãs Bruxas (se eu não me engano é esse o nome) e a capa é incrível. A capa do segundo também é muito linda.
18- O livro que li em um dia.
Uma chance para Recomeçar da Lisa Kleypas. Foi em uma tarde, peguei o livro para ler e quando vi já tinha terminado. Ele é fininho e a trama é tão bacana, então foi fácil e rápido de ler.
19- O primeiro livro que li no ano.
Foi Em Chamas. Comecei o ano bem até, eu gostei bastante desse livro, fiquei com raiva do final, mas foi uma boa leitura. O único livro que me atraiu da trilogia foi ele.
20- O último livro que terminei.
Bom, até o momento que estou escrevendo esse post, foi Um Passo em Falso do Harlan Coben, que eu simplesmente amei.
21- O livro que abandonei.
A Filha do Sangue. Triste, mas não consegui terminar esse livro e acabei por abandoná-lo. Uma pena, eu realmente queria ter gostado dele.
22- O livro que li por indicação.
A Namorada do meu Amigo da Graciela Mayrink. Uma blogueira me indicou e eu coloquei ele na minha lista. Adorei o livro.
23- A frase que não saiu da minha cabeça.
24- O (a) personagem do ano.
Jace de Cidade dos Ossos <3 Ainda estou apaixonada por ele, difícil superar essas paixões literárias, simplesmente acontecem.
25- O casal perfeito.
Acho que não teve um casal perfeito esse ano, mas eu gostei bastante do Jace e da Clare, serve?
26- O (a) autor (a) revelação.
Acho que foi Harlan Coben, apesar dele já ser bem conhecido, eu tinha lido apenas um livro dele. Esse ano li dois e simplesmente adorei ambos, então ele foi uma revelação pra mim, ok? É isso.
27- O melhor livro nacional.
As Bruxas de Oxford da Larissa Siriani, com certeza. Esse livro foi tão bom, gente, agora estou lembrando que preciso ler o segundo em 2015. Torcendo para ser tão bom quanto o primeiro.
28- O melhor livro que li em 2014.
Ah que pergunta difícil! Pode ser dois? Cidade dos Ossos e Mentirosos.
29- Li em 2014.... livros.
Eu li 66 livros em 2014. Minha meta era de 70 e infelizmente não consegui alcançar. Mas ta bom.
30- Li em 2014... páginas.
Não faço a mínima ideia. Foram muitas, disso tenho certeza.
31- Comprei em 2014... livros.
Gente, que pergunta difícil. Não tenho o número exato, mas deve ter sido por volta de 25 a 30 livros. Muitos.
32- A minha meta literária para 2015 é:
60 livros, tá bom? É meu último ano na faculdade, dai tem TCC, estágio, toda aquela correria pra poder terminar tudo da melhor forma possível e conseguir me formar, então talvez não tenha tanto tempo para as leituras quanto eu queria, mas vou fazer o melhor que eu conseguir.
É isso galera, último post do ano. Quero agradecer a todo mundo que comentou, passou por aqui ou participou das promoções esse ano, muito obrigada, sou imensamente grata por não abandonarem meu pequeno blog. Desejo a todos um 2015 repleto de coisas boas, leituras melhores ainda e momentos inesquecíveis. É isso pessoal, Feliz Ano Novo. Encerrando a transmissão, fim.
Publicada por Vanessa à(s) 10:00 17 comentários
Calafrio - Maggie Stiefvater.
Título:
Calafrio.
Original:
Shiver.
Autora:
Maggie Stiefvater.
Editora:
Agir.
Nota:
4/5.
Quando chega o inverno, Grace é atraída pela presença familiar dos lobos que vivem no bosque atrás de sua casa. Ela espera ansiosamente pelo frio desde que fitou pela primeira vez os profundos olhos amarelos de um dos lobos e sobreviveu ao ataque de uma alcateia. Esses mesmos olhos brilhantes ela encontraria mais tarde em Sam, um rapaz que cresceu vivendo duas vidas - uma normal, sob o sol, e outra no inverno, quando vestia a pele do animal feroz que, certa vez, encontrou aquela garota sem medo. Tudo o que Sam deseja é que Grace o reconheça em sua forma humana, e para isso bastaria que trocassem um único olhar. Mas o tempo de Sam está acabando. Ele não sabe até quando manterá a dupla aparência e quando se tornará um lobo para sempre. Enquanto buscam uma maneira de para torná-lo humano para sempre, têm de enfrentar a incompreensão da cidade, que vê nos lobos um perigo a ser combatido. (SKOOB)
Eu
não gosto muito de toda a mitologia de lobos e não sei o motivo disso até hoje.
Porém, eu tinha tanta vontade de ler esse livro que acabei dando uma oportunidade
e pedi emprestado de uma amiga. Ainda bem que fiz isso, o livro é de fato muito
bom mesmo tendo toda a mitologia de lobos como ponto central.
O
livro conta sobre Grace, uma menina
de 17 anos que há seis anos foi levada por um bando de lobos até uma floresta,
onde eles quase a mataram, coitada. Porém, um lobo de olhos amarelos conseguiu
salvá-la e a menina foi resgatada. Desde então, Grace vive admirada pelos
lobos, principalmente pelo seu lobo,
como ela chama o lobo de olhos amarelos que a salvou. Eis então que, nos dias
presentes, um garoto da escola dela é assassinado pelos lobos e isso faz com
que a cidade inteira comece a se revoltar contra eles. Alguns moradores se
reúnem para ir caçar esses lobos e Grace infelizmente não consegue impedi-los.
Entretanto, ao voltar pra casa se depara com um garoto nu e ferido, e ao fitar
seus olhos amarelos, percebe que está diante da forma humano do seu lobo. Ah,
daí o resto é história, vocês já sabem.
Não
estava esperando gostar tanto quanto gostei, admito. Pensei que o fato de ser
sobre lobos poderia dificultar a minha leitura, porém foi muito divertida e
interessante. É narrada em primeira pessoa, sendo intercalada entre as
narrações da Grace e do Sam. Tem uma escrita muito bonita e a
trama é incrível. Talvez eu passe a gostar um pouco mais de lobos agora, estou
avaliando ainda a possibilidade, informo vocês caso tenha alguma atualização
(?). Gostei de como a autora colocou a mitologia dos lobos, as transformações
deles e ainda acrescentou uma coisa ou outra para complicar o livro e deixar a
gente com o coração apertado, torcendo pra tudo dar certo.
Assumo
que na metade da leitura eu fiquei um pouco entediada, parecia que não
acontecia muita coisa, só o romance estava se desenvolvendo e achava que não ia
acontecer mais nada. Daí nas páginas finais as coisas foram ficando boas de
novo e eu gostei muito do final, estou ansiosa para a leitura do segundo livro,
espero que seja ainda melhor. O romance é tão lindo, eu simplesmente amei o
casal. Eles são românticos e fofos, mas não tem todo aquele mimimi que eu odeio em casais dessas
trilogias ou séries. Eu gostei.
A Grace é uma protagonista muito boa, sem
toda aquela baboseira, ela vai atrás das coisas. Gostei muito dela. No começo,
ela vai falando dos lobos, nos fazendo conhecer cada um deles, em especial o
lobo que a salvou, que acho que já está bem claro pra todo mundo que foi o Sam,
óbvio. Acho que se eu morasse na cidade dela, tivesse quase sido morta pelos
lobos, eu iria é morrer de medo deles e não ficar admirada. Esse é só um dos
motivos pelo qual eu não seria uma boa protagonista de livro/série/qualquercoisa, porque tenho toda essa
paranoia. Voltando à Grace, ela tem essa admiração toda pelos lobos e nem mesmo
suas amigas entendem muito isso. Quando ela encontra Sam caído e machucado na
sua porta, sabe imediatamente que ele é seu lobo, devido aos olhos amarelos que
permanecem com ele mesmo quando se transforma em humano. O Sam é uma graça, mas ele acaba sendo um pouco cheio de mimimi às
vezes e isso me irritou vez ou outra. No geral foi um mocinho muito querido. Eu
adorei o casal, então isso já é um ponto mega positivo pro livro. Pelo menos no
meu casal, já que é difícil gostar dos casais – apesar disso estar sendo mais
frequente nas minhas leituras atuais. Os pais da Grace quase nunca estão em
casa e é até difícil eles aparecem em várias cenas, tanto que o Sam passa tanto
tempo na casa dela e seus pais nem percebem nada.
Ainda
tem alguns lobos que são amiguinhos (ou não) do Sam, mas eu não vou falar muito
deles porque isso só vai importar mais pra frente na trama e não quero spoilers aqui. A Isabel, que é a irmã do menino que foi assassinato pelos lobos, o Jack. Ela é completamente insuportável
no começo, mas depois vai ficando mais simpática ao longo da trama. Ela é uma
das minhas personagens preferidas. Olívia
é uma das amigas da Grace e ela também é uma graça, porém não aparece tanto na
trama, o que não a faz ser menos importante. Enfim, creio que são esses os
personagens.
Resumindo:
adorei o livro, a trama é muito interessante e estou curiosa para saber o que
vai acontecer nos próximos livros. Calafrio
é o primeiro livro da trilogia Os Lobos
de Mercy Falls. É isso por hoje, super recomendo o livro. Fim.
Publicada por Vanessa à(s) 10:00 4 comentários
Uma Chance para Recomeçar - Lisa Kleypas.
Título:
Uma Chance para Recomeçar.
Original: Christmas Eve at Friday Harbor.
Autora:
Lisa Kleypas.
Editora:
Novo Conceito.
Nota:
4/5.
Victoria morreu em um trágico acidente, deixando sua filha Holly sob a responsabilidade do seu irmão, o solteiro convicto Mark. O tio Mark não se sentia muito preparado para cuidar da menina, mas assumiu o compromisso de devolver o sorriso aos seus lábios. No entanto, ele descon fia de que não esteja fazendo um bom trabalho, uma vez que Holly nunca mais falou desde que ficou órfã. Uma cartinha para o Papai Noel revela um desejo que pode ser a chave da felicidade de Holly: ela só quer ter uma mãe. Maggie perdeu o marido em uma batalha contra o câncer e não quer jamais - passar por tudo isso de novo. Por isso, ela fechou seu coração e prometeu a si mesma dedicar-se somente a sua nova loja de brinquedos em Friday Harbor, que permite às crianças viajar um pouco nas asas da imaginação. A amizade entre Maggie e Holly (que até passou a acreditar em fadas!) ao mesmo tempo comove e preocupa o tio Mark. Ele tem certeza de que a nova amiga fará bem a sua sobrinha, mas precisa decidir se a deixará entrar em sua própria vida... Nós também torcemos, do fundo do coração, para que Holly tenha uma linda noite de Natal. (SKOOB)
Sempre
quis ler livros natalinos na época de Natal, mas só no ano passado e nesse eu
consegui manter essa tradição (?). Esse livro é um dos lançamentos de Dezembro
da Novo Conceito e é fininho, então
o escolhi para ser o livro da tradição literária natalina, mesmo que isso não
seja uma tradição de verdade ainda – talvez seja um dia.
O
livro conta sobre Mark Nolan, um
homem que perdeu a sua irmã em um acidente e herdou a guarda da sua pequena
sobrinha de seis anos, a Holly. Isso certamente não estava nos planos dele, mas
não há o que fazer, apenas aceitar e amar a menina. Maggie não acredita mais em amor desde que perdeu seu marido, porém
ela ainda acredita no poder da imaginação, por isso é proprietária de uma loja
de brinquedos, onde ela acaba conhecendo Holly
e Mark Nolan. Ela logo percebe que a garota precisa de um pouco de mágica na
vida dela, assim como seu tio, obviamente. Daí a vida dessas três pessoas se
cruzam e tudo pode ser possível, principalmente na linda época de Natal.
Nunca
tinha lido nada da autora, apesar de vários livros de romance histórico dela já
terem sido lançados pela editora Arqueiro,
que é a série Os Hathaways. Então
esse foi um livro de estréia, digamos assim, e adorei. Talvez dê uma chance aos
outros livros dela, apesar de romance histórico ser um gênero complicado para
mim, mas estou trabalhando nesse quesito, aguardem cenas dos próximos
capítulos. Voltando ao livro em questão, eu gostei bastante. A narrativa é em
terceira pessoa e a trama é bem simples e adorável. Gostei bastante da loja de
brinquedos e de todo o lance da magia e imaginação. Eu adoro tudo isso, acho
que essas coisas de crianças, incluindo os desenhos, são tão incríveis –
alguns, claro – e foram tão parte da minha infância, que é difícil não gostar
deles ainda hoje. Hipoteticamente eu fico olhando a vitrine da loja de
brinquedos infantis quando vou ao shopping
e assisto a Doutora Brinquedos.
Hipoteticamente, claro.
Gostei
de como tudo foi se desenvolvendo, de como os protagonistas foram se
aproximando e da garotinha, claro. O romance foi acontecendo aos poucos, devido
a todos os contratempos que tinha no caminho, mas foi tão bacana. Eu gostei, de
verdade. O final é que poderia ter sido um pouco melhor, estava esperando algo
diferente, mas tudo bem, foi bom na medida do possível.
Holly é
uma menina muito querida. Ela pediu para o papai Noel uma mãe nova. Que dó, eu
senti um aperto no coração quando li isso no livro. Ela foi a responsável por
Mark e Maggie acabarem se conhecendo, já que eles se encontraram na loja de
brinquedos. Maggie é a proprietária
da loja e perdeu o seu marido com apenas um ano de casada, que triste. Desde
então ela não acredita mais no amor, não está pronta para seguir em frente, mas
isso foi antes dela conhecer o Mark, obviamente. Mark Nolan herdou a guarda da sobrinha e cuida dela com a ajuda do
irmão, Sam. Eles cuidam direito
dela, mas a menina sente falta de uma presença feminina. Claro que Shelby, a namorada de Mark, não seria
esse exemplo perfeito para a garota, mas tudo bem. Enfim, ele vai até a loja
com a sobrinha e se vê encantado com Maggie. Logo os dois começam a se conhecer
melhor e daí já sabem o resto, se apaixonam aos poucos. Que lindo.
Resumindo:
eu adorei, acho que nem consegui explicar direito o livro, mas ele é muito
bonitinho, gostei bastante. Então, recomendo. Hoje, véspera de Natal, quero
desejar para todo mundo um ótimo Natal, que você aproveite esse tempo com os
amigos e familiares, que é isso que importa. E, quem sabe, você ganhe bastante
presentes e coma bastante guloseimas também, aproveita! É isso, fim.
Publicada por Vanessa à(s) 10:00 1 comentários
Eve & Adam - Katherine Applegate e Michael Grant.
Título:
Eve & Adam.
Original:
Eve & Adam.
Autores: Katherine Applegate e Michael Grant.
Editora: Novo Conceito.
Nota: 3/5.
Filha única da poderosa e fria geneticista Terra Spiker, Eve fica entre a vida e a morte depois de sofrer um acidente de carro. O processo de cura no misterioso laboratório Spiker transcorre com uma rapidez impressionante, o que desperta a curiosidade da menina. Antes que Eve estreite os laços com Solo, um rapaz que compartilha segredos com a corporação, a Dra. Spiker lhe propõe um desafio: Eve terá a chance de testar, em primeira mão, um software desenvolvido para manipular gens humanos. Ela poderá criar um namorado sob medida! Mas brincar de Deus tem consequências, e agora Eve vai descobrir até que ponto existe perfeição. (SKOOB)
Ah,
eu adoro esse lances de ciências e pessoas robôs (?), coisas desse tipo. Então,
sim, eu estava um pouco curiosa para saber como seria esse livro no qual a
menina criaria o cara perfeito, pra ela pelo menos. Foi bom, pelo menos.
Eve sofreu um
acidente, foi atropelada, quase perdeu a sua perna, porém ela tem algo que nós
meros mortais não temos: sua mãe é Terra
Spiker, um grande geneticista. Enfim, ela é transferida do hospital para o
poderoso complexo Spiker, onde inicia sua recuperação, que ocorre com uma
rapidez impressionante. Solo é um
garoto que trabalha nesse complexo e tem uma estranha aversão a Terra Spiker, o
que o faz se aproximar da filha dela, com intenções que não são claras no
começo, óbvio senão não precisava ter o resto do livro (?). Antes que os dois
possam trocar informações, Terra dá a filha um projeto para ocupar o seu tempo:
testar um software que consegue
manipular os genes humanos, criando um ser do jeito que a pessoa quiser, sob
medida. Porém, será que é certo
brincar de Deus desse jeito? É isso.
O
livro é narrado em primeira pessoa, sendo os capítulos intercalados entre as
partes do Solo e as da Eve, principalmente. Eu gostei muito do
tema, adoro essas coisas científicas e afins, acho que deveria ler mais livros
desse tipo, realmente não sei por que não leio e não sei por que estou falando
disso agora. A trama se desenvolveu muito rápido, o livro tem 267 páginas (a
letra é grande), e eu achei que isso foi o que não me fez gostar do livro por
completo. Tem partes muito boas, claro que tem, porém estava esperando algo
diferente, apesar de ter mantido as expectativas na média. Acho que diversas
partes poderiam ter sido desenvolvidas com mais cuidado e talvez eu gostasse
mais. Nunca estamos satisfeitos com o que temos, fazer o que (?).
Esse
lance do software é bem interessante.
Acho que tem muitas coisas na ciência que são para o bem de todas as pessoas,
porém podem ser utilizadas para coisas erradas nas mãos de pessoas erradas. É
sempre assim, sempre tem um lado ruim e outro bom, nada consegue ser
inteiramente perfeito. Nossa, que lindo pensamento (?). Enfim, esse software do livro permite que a pessoa
vá construindo um ser humano, peça por peça. A Eve sempre fazia cada parte de uma vez, com todo cuidado, nunca
imaginando que aquilo poderia se tornar de fato uma pessoa real algum dia. Além
disso, ainda tem um pouco de mistério, principalmente em relação ao Solo e nas intenções dele, porque quer
se vingar. A explicação é meio de clichê,
porém foi algo bom e que refletiu em todo o andar da trama, principalmente no
final. Tem romance também, claro, afinal é isso que move praticamente todos os
livros. Porém, foi algo delicado e acrescentado no livro com o passar dos
capítulos. Eu gostei disso, quando as coisas acontecem muito rápido, você fica
com a sensação de que pareceu forçado. Enfim, eu gostei, então ta bom, é
difícil eu gostar dessa parte específica dos livros. Estou tentando melhorar,
vamos ver se ano que vem as coisas estarão diferentes, veremos (?).
As
personagens são bem legais, sério, eu gostei delas. A Eve é uma boa protagonista. Ela acredita que a mãe faz muito bem ao
mundo, porém sabe que alguma coisa de errado tem nesse complexo gigantesco. Ela
cria, a pedido da mãe, o garoto perfeito como forma de testar esse novo projeto
dela. Aos poucos ela se vê gostando desse Adam, que é como ela o chama, porém
perfeição não é tudo no mundo. Ela fica a maior parte do tempo no complexo
médico/científico da mãe, se recuperando maravilhosamente bem do seu acidente,
no qual quase perdeu a sua perna, e, apesar do projeto Adam, ela fica bem
entediada na parte do tempo. Por isso tem a parte divertida, que é a Aislin. Ela é a melhor amiga da Eve,
talvez a única, e tem as melhores falas. Ela é meio ousada, o que faz Solo
ficar um pouco desconfortável quando está perto dela, porém no fundo é um pouco
triste demais. Seus pais vivem a viajar e seu namorado é um
traficante/bandido/cara mal. Eu gostei dela, de verdade, acho que foi esta
personagem que deu um ar mais legal para o livro. O Solo é mais fechado, mora no complexo da Spiker, onde também
trabalha. Ele não vai com a cara da Terra,
mas é difícil mesmo alguém gostar dessa mulher, ela é bem fria e distante. Eu
gostei dele e das suas artimanhas para conseguir o que queria, achei bem legal.
Os personagens foram bem criados, eu gostei deles, de verdade, não é uma coisa
maravilhosa? Eu lembro quando eu detestava todos, isso me faz refletir o quanto
eu desenvolvi bem esse lado literário (?), que orgulho.
Resumindo: o
livro é bacana, tem uma trama interessante e personagens bons. Eu gostei, porém
esperava mais de alguns detalhes. Tudo bem, pelo menos foi uma leitura
agradável, isso que conta. Recomendo, é claro, é fininho, você lê rapidinho,
pode apostar. Enfim, é isso por hoje, fim.
Publicada por Vanessa à(s) 10:00 15 comentários
Mentirosos - E. Lockhart.
Título:
Mentirosos.
Original:
We Were Liars.
Autora:
E. Lockhart.
Editora:
Seguinte.
Nota:
5/5 ♥.
Cadence vem de uma família rica, chefiada por um patriarca que possui uma ilha particular no Cabo Cod, onde a família toda passa o verão. Cadence, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat (os quatro "Mentirosos") são inseparáveis desde os oito anos. Durante o verão de seus quinze anos, porém, Cadence sofre um misterioso acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos, tentando juntar as lembranças sobre o que aconteceu. (SKOOB)
Eu vi muitos comentários positivos sobre esse
livro, então fiquei extremamente curiosa para ler e ver se tudo isso era de
fato verdade. E é verdade, o livro é simplesmente incrível e acho que todo
mundo deveria comprar agora, ler, reler e indicar para todo mundo. Já vou
avisando que essa resenha não vai conseguir ficar a altura desse maravilhoso livro, mas vou tentar.
O livro conta sobre os Sinclair, uma família rica cujos membros nunca irão admitir que
estão em total decadência e continuarão a fazer suas tradições de sempre. Uma
delas é passar o verão em uma ilha particular, coisa chique, onde cada uma das
filhas do patriarca tem uma casa para si e seus maravilhosos filhos. As filhas
estão sempre a brigar, cada uma querendo mais parte da herança para si do que
para as outras, porém os filhos só querem se divertir enquanto podem. Cadence é a neta mais velha, portanto a
principal herdeira de tudo, e vive a se divertir com seus primos, Johnny e Mirren, e o amigo deles, Gat.
Os quatro são inseparáveis e juntos formam um grupo chamado Mentirosos. As coisas vão bem até que
em no verão de seus quinze anos, Cadence sofre um acidente bem estranho. Ela
passa os dois anos seguintes com fortes dores de cabeça, sobrevivendo aos
pesados remédios, e sem conseguir se lembrar do que realmente aconteceu.
Ninguém fornece a ela detalhes para que as memórias comecem a voltar, até que
Cadence finalmente retorna a ilha e ai as coisas começam a fazer sentido aos
poucos. Daí é isso, já está enorme essa sinopse.
No começo da leitura tudo se passa relativamente
bem, até que vai chegando a alguns pontos que você sente uma pontada no coração
e essa sensação vai aumentando, até que chega um pouco que você percebe que uma
faca inteira está afundada no seu coração e quando o fim finalmente chega, a
faca é arrancada com tudo e sangue espirra para todos os lados numa velocidade
inacreditável, daí você morre. Não sei se vocês conseguiram entender, mas foi
basicamente isso que eu senti durante a leitura desse maravilhoso livro. É
narrado em primeira pessoa pela Cadence e a autora consegue fazer com que a
gente percorra todo o caminho junto com a personagem, sofrendo por ninguém
ajudá-la com as memórias. A narrativa é fantástica e belíssima, eu adorei. O
livro é incrível, eu não tenho outra forma de dizer o quanto eu amei essa
leitura. No começo você pode até não dar nada pelo livro, achar que é alguma
coisa boba de adolescentes, talvez até clichê, porém é algo mais profundo e
brutal do que isso. Eu fiquei espantada com tudo o que aconteceu. Tinha as
minhas teorias do que talvez pudesse ser, porém não consegui chegar muito perto
da realidade.
A trama é incrível, você se vê presa aquele mundo e
não consegue mais largar o livro. Não consegui achar uma única parte ruim, de
verdade. Tive vários sentimentos ao longo do livro e sim, admito que fiquei
totalmente chocada com o final, não estava esperando por isso e olha que eu
pensei em todos os tipos de teorias loucas. Foi totalmente o lance da faca que
citei acima e talvez quem leu e gostou pode entender um pouco dessa sensação.
Quando cheguei ao final percebi que tinha várias pistas durante todo o livro
sobre o que de fato tinha acontecido, mas você acaba nem percebendo, pelo menos
eu não percebi. Enfim, eu nem sei o que falar direito desse livro de tanto que
eu gostei dele. Leiam, só isso que me resta dizer agora, nada mais.
Mentira, ainda tenho que falar dos personagens,
obviamente. No começo, você pode até ficar um pouco com inveja do mundo onde os
Sinclair vivem, todos lindos e maravilhosos, ricos, com uma ilha particular,
mas com o passar dos tempos eu vi que era mais feliz do que todos eles juntos.
Triste. Fiquei com pena da Cadence,
ela sofre demais. Sua mãe vive lhe dizendo para esconder o que está sentindo e
se mostrar uma pessoa ‘normal’, como se nada lhe afetasse. Seus pais são
separados e quase nunca fala com o pai, que a deixou. O único lugar que ela se
sente feliz é quando está junto com seus amigos, os Mentirosos. Johnny e Mirren são seus primos, os dois têm um pensamento mais egoísta e
rico do mundo, digamos assim, como se a única coisa que importasse fosse eles e
os problemas dos outros eram dos outros. Só que Gat, o único do grupo que não pertence a família Sinclair, já tem
uma visão mais diferenciada e algumas vezes fala desse jeito meio ‘rico’ de ser
deles. Eu adorei os quatro, acho que cada um com seus defeitos e qualidades
(talvez) contribuíram para esse grupo de amigos parecer tão real. Eu não sei
explicar, odeio não conseguir me expressar sobre um livro que gostei tanto, mas
esse é o mistério da vida literária (?). Ainda tem diversos outros personagens,
como as mães e irmãos deles, o avô e afins, porém não vou citá-los, acho que
isso pode gerar alguns spoilers, então é isso por hoje.
Resumindo: LEIAM AGORA! Sério, super recomendo esse ótimo
livro e espero que vocês possam gostar tanto quanto eu gostei, de verdade. É
isso, nada mais a comentar, fim.
Publicada por Vanessa à(s) 09:03 5 comentários
Os Homens que Não Amavam as Mulheres - Stieg Larsson.
Original
(sueco): Män som hatar
kvinnor.
Autor: Stieg Larsson.
Editora:
Companhia das Letras.
Nota:
4/5.
Primeiro volume de trilogia cult de mistério que se tornou fenômeno mundial de vendas, Os homens que não amavam as mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca. Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o veelho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou. Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger. E que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois.... até um momento presente, desconfortavelmente presente. (SKOOB)
Emprestei
esse livro da minha amiga há tanto tempo e só agora consegui ler. Coitada, ela
sofre quando me empresta livros, mas eles sempre voltam inteiros, então isso
compensa. Enfim, já comecei sabendo que seria uma leitura bem complicada,
extensa e forte, porém mesmo assim o livro conseguiu me surpreender, sendo
melhor do que eu esperava. Vamos à resenha.
O
livro fala sobre Mikael Blomkvist,
um jornalista da revista Millennium que foi acusado e declarado culpado de
fazer falsas acusações contra um grande poderoso empresário. No começo do livro
vemos já ele sendo acusado, depois nos esclarecendo como isso aconteceu e de
onde vieram essas acusações que ele fez. Em paralelo, tem a trama da Lisbeth Salander, uma hacker que
‘trabalha’ em uma empresa de segurança. Ela é contratada para investigar Mikael
por um poderoso homem, que depois o acaba contratando para investigar um caso
de família. Uma família bem sinistra por sinal. É ai que no meio de tanta
confusão, a história deles vão se entrelaçar para poderem descobrir um mistério
ainda sem solução. Não quero revelar muita coisa, então é isso.
Gostei
muito do livro. Já estava prevendo que iria gostar, mas não tanto assim. O
livro é muito bem escrito, tem uma trama complexa e muito rica em detalhes,
muitos nomes de pessoas e lugares pra você fixar na memória, confesso que no
começo me perdia com tudo isso, principalmente em relação ao parentesco – mas
tem um quadro no começo do livro pra ajudar, que bom. A narração é feita em
terceira pessoa, permitindo que possa pular da parte do Mikael para as partes
da Lisbeth, que são as melhores, sem muito drama. A escrita do autor é muito
boa e ele não fica mascarando as cenas fortes, de violência, é tudo jogado na
cara do leitor. Eu tive que fechar o livro e respirar fundo para tentar
controlar o sentimento de raiva que eu tinha por aquilo ter acontecido. No
começo de cada uma das partes do livro fala a porcentagem de mulheres que já
foram agredidas, abusadas e ameaçadas na Suécia. Isso é uma coisa que vemos
sempre no noticiário, as mulheres estão sendo vítimas de muitos casos assim. É
difícil e ridículo tudo isso, eu nem vou começar a falar desse assunto senão a
minha resenha ficará enorme, mas que fique aqui a minha indignação com tudo
isso, principalmente em relação a impunidade em casos assim. Voltando ao livro,
isso é abordado e tem duas cenas que mostram abusos e agressão. Não é um livro
pra pessoas com estômago fraco, já vou avisando pra não dizerem que eu não
avisei.
O
livro é extenso, muitas coisas acontecem e em uma determinada parte começa a
ficar mais lento, o que me deixou um pouco irritada. Não conseguiu perder toda
a qualidade, porém desanimou um pouco a minha leitura. O desfecho do mistério
todo é uma coisa de louco, não estava conseguindo assimilar tudo quando foi
chegando ao final, é tudo muito cruel e horrível. Tem duas tramas o livro: a
primeira é sobre um suposto assassinato que Mikael é chamado para investigar. O
grande poderoso Henrik Vanger, um
dos donos das empresas Vanger que são a toda poderosa do livro, o contrata para
investigar o sumiço, e suposto assassinato, de sua sobrinha Harriet Vanger há quase quarenta anos e
que ainda não foi solucionado. Assim, Mikael vai para a ilha onde ocorrer esse
desaparecimento e começa a sua investigação sobre o caso, não sabendo no que
poderia levar. Eu achava que ele nunca ia conseguir concluir esse caso, tava
bem complicado no começo e já tinham se passado tantos anos que provavelmente
os vestígios já tinham sido encobertos. Quando chegou ao final e revelou tudo o
que tinha se passado, eu fiquei chocada com o tamanho da proporção de tudo
isso, não achava que fosse qualquer coisa do tipo. Me surpreendeu.
A
segunda parte é sobre o caso das acusações contra o empresário, que também vai
ser resolvida em algum momento, senão não teria necessidade de aparecer no
livro, obviamente. A Lisbeth tem
participação fundamental em tudo isso, acho que provavelmente nada chegaria a
uma conclusão completa se ela não tivesse se envolvido. Ela é, de longe, uma
das melhores personagens que já tive a oportunidade de conhecer – em um livro,
obviamente. Sempre tem alguma coisa se passando pela cabeça dela, não deixa
nada barato pra ninguém que a menospreza, tem um comportamento difícil de lidar
e tudo isso deixa ela ainda mais girl
power. Adorei a personagem, simplesmente incrível. Livros precisam de mais
protagonistas como ela, de verdade, ta difícil hoje em dia.
Resumindo: o
livro é bem construído e desenvolvido, sendo bem extenso e com partes com
apenas narrações, que pode deixar a leitura um pouco cansativa em algum
momento, mas no final a leitura vale completamente à pena. Recomendo, claro, vá
ler agora. Claro que tem bastante cenas explícitas, o autor não esconde ou
mascara as coisas que vão acontecendo, e eu sempre acho isso fantástico –
quando o autor consegue fazer de uma maneira boa, como foi o caso desse. É isso
então, ainda tem mais dois livros dessa trilogia obviamente, já que esse é o
primeiro Millennium e já estou
ansiosa por eles, esperando que seja tão bom quanto esse primeiro. Fim.
Publicada por Vanessa à(s) 10:00 10 comentários
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