Despertar - Amanda Hocking.

Título: Despertar.
Original: Wake.
Autora: Amanda Hocking.
Editora: Planeta
Nota: 3/5.

Na pequena cidade litorânea de Capri, as turistas Penn, Lexi e Thea conseguiram chamar a atenção de todos, seja pelo fascínio ou pela apreensão. Tudo o que se sabe é que por onde passam existe uma energia no ar, algo sobrenatural, e que as garotas estão interessadas em ter a jovem Gemma em seu grupo. Gemma parece ter tudo, é uma nadadora incrível, está começando a namorar seu amigo de infância e se prepara para competir nas olimpíadasno futuro. Aos 16 anos, Gemma sabe que é feliz. Mas quando Penn, Lexi e Thea se interessam por ela, tudo fica prestes a mudar. Sua irmã Harper percebe que há algo de estranho com as garotas, mas será tarde demais para alertar Gemma? A autora fenômeno Amanda Hocking chega ao Brasil com mais uma saga eletrizante, prendendo o leitor do começo ao fim em uma história em que nada é o que parece. A canção do Oceano está chamando. (SKOOB)

Comprei este livro na Bienal do Livro do ano passado, então já estava realmente na hora de lê-lo. Esse livro, pelo menos este, não vai para a coluna do 'comprei e (ainda) não li'. Felicidade sem fim nesse momento (?). Vamos ao que interessa.

Despertar conta sobre Gemma, uma menina que adoooora nadar e que mora numa cidade praieira (?). Tudo estava bem na vida dele, até um paquerinha surgiu, mas então aquelas três meninas asquerosas apareceram na vida dela. O trio andava para cima e para baixo na cidade, exibindo sua beleza e esbanjando sensualidade. Que segredo elas tem a esconder? E porque, de repente, ficaram com tanto interesse na pequena Gemma? Há, leia e descubra.

Bom, o livro é narrado em terceira pessoa e os capítulos não são apenas centrados na protagonista, a Gemma. Achei legal podermos ver também as partes da Harper (irmã da Gemma) e, algumas poucas, das três meninas estranhas. A trama é boa, o livro é curtinho e você consegue lê-lo rapidamente, sem problema algum. Só que eu achei que a autora poderia ter explorado alguns outros elementos bons que ela colocou no livro. Por exemplo, a cidade. As coisas sempre se passavam nos mesmos lugares, nunca variava muito. Tem tanta coisa para vermos, tantas coisas que a protagonista (ou outros) poderiam ter feito, mas nada. As três garotas (Thea, Penn e Lexi) também não tiveram tanto foco. Ao meu ver, foram apenas mostradas como um bando de criaturas estranhas e bobas. Queria algo mais legal nelas, alguma... sei lá.

Ok, a mitologia estranha que envolveu as garotas até que me chamou atenção, mas não achei lá muito digna. É interessante, diferente das coisas que eu já vi desse gênero que só inclui A Pequena Sereia, H20 Meninas Sereias e Aquamarine, só que me pareceu um tanto estranha e louca. Os gregos eram um pouco loucos com as suas mitologias, eu sei, mas... ah, sei lá o que dizer. Ouso dizer que até um pouco nojenta, sabe? Porém, achei que isso ficou bom no livro (de um jeito estranho). Eu que sou fresca/crítica demais com tudo mesmo.

Teve dois personagens que me agradaram bastante e merecia que a história fosse centrada neles. Uma foi a Harper, a irmã mais velha da Gemma. As irmãs mais velhas são sempre as melhores, mas eu sou um tanto suspeita para falar sobre isso. Ela se preocupava bastante com a Gemma e cuidava de todo mundo desde o acidente que sua mãe sofreu. Só não deixava ninguém cuidar dela, coitada, mas isso vai mudar. Eu acho. O melhor de tudo: ela trabalha em uma livraria, olha que coisa mais linda. O outro é o Daniel, o cara que mora em um barco perto de onde o pai da Harper trabalha. Eles vivem se trombando e trocando farpas. Um charme só!

A Gemma é uma menina chata demais, não gostei. Ela está sempre nadando e faz parte da equipe de natação da escola. Achei que ela poderia ter sido desenvolvida de uma maneira diferente, as coisas aconteceram rápido demais com a pobre coitada. Apesar de não gostar dela, sinto pena até. O Alex, vizinho e paquera dela, é um bobão. Ele tem seus momentos úteis e no final fiquei com dó dele, mas isso não faz dele menos bobão.

Lexi, Thea e Penn. Já falei sobre elas, o trio estranho que chegou na cidade e parece despertar o olhar de todos por onde passam - culpa da beleza estonteante. Queria que eles fossem mais legais e brutais (?). Penn é a líder, ela manda e o resto obedece sem reclamar. Lexi é uma bobona que vive a se jogar para cima dos meninos. Thea é mais quieta, fica na dela. Gostei dela um pouquinho só, nada de mais.

Resumindo: não gostei taaaanto assim do livro, mas foi uma leitura prazerosa e que despertou minha curiosidade. Não gosto muito desses seres mitológicos que foram apresentados no livro, sempre muito exibidas, porém vou continuar a série para ver no que vai dar. Recomendo, claro, às vezes você pode acabar gostando bem mais do que eu. Tenta a sorte. Fim.

Divulgando: Intrínseca e Clube do Livro.


Olá, olá o/
Então, estou aqui nesse post para divulgar algumas coisinhas básicas para vocês. Para começar, o Clube do Livro de Sorocaba desse mês. Vai acontecer nesse sábado dia 27/04 e será em novo local, na Livraria Nobel do Shopping Villaggio. Esperamos vocês lá, o tema do clube do mês de Abril é a Saga do Tigre. E eu, uma das organizadoras, ainda não li o livro. Eu envergonho esse clube (?).



E sobre a Intrínseca, tem duas novidades muito bacanas. A primeira é que terá a 2ª Turnê Intrínseca o/ Os eventos vão acontecer em maio e em junho, passando por 14 cidades! Não é demais? Veja ai os dias e já anote na sua agenda para não perder.

2ª Turnê Intrínseca - Locais

11 de Maio - Brasília
12 de Maio - Cuiabá
25 de Maio - Recife
26 de Maio - Natal
01 de Junho - Manaus
02 de Junho - Belém
06 de Junho - Curitiba
08 de Junho - Porto Alegre
10 de Junho - Florianópolis
15 de Junho - Fortaleza
16 de Junho - Salvador
22 de Junho - São Paulo
23 de Junho - Belo Horizonte
29 de Junho - Rio de Janeiro

E ai, já sabe se sua cidade está na rota? Vou tentar ir no de São Paulo, quem sabe, espero que dê. Bacana, né? Fique ligado no site (aqui) e veja mais informações.

A outra novidade é o lançamento de A Marca de Atena, que eu estou mais do que louca para ler. É o terceiro livro da série Os Heróis do Olimpo escrita pelo querido Rick Riordan. O lançamento ocorre no dia 03/05, mas o livro já está em pré-venda, então reserve logo o seu! Você pode ir até o site da série e saber mais sobre o livro e até ler o primeiro capitulo. Abaixo vai a capa e a sinopse desse novo livro.

Annabeth está apavorada. Justamente quando ela estava prestes a se reencontrar com Percy – depois de seis meses separados, graças a Hera –, o Acampamento Júpiter parece estar se preparando para a guerra. Como Annabeth e seus amigos Jason, Piper e Leo voam no Argo II, ela não pode culpar os semideuses romanos por pensar que o navio é uma arma grega. Com o seu mastro de dragão de bronze, a criação fantástica de Leo não parece amigável. Annabeth espera que a visão de seu pretor Jason no convés irá assegurar os romanos que os visitantes do Acampamento Meio-Sangue estão vindo em paz. E isso é apenas uma de suas preocupações. Em seu bolso, Annabeth traz um presente de sua mãe, que veio com uma exigência inquietante: "siga a Marca de Atena. Vingue-me." Annabeth já se sente oprimida pela profecia que irá enviar sete semideuses em uma missão para encontrar – e fechar – as Portas da Morte. O que mais Atena quer dela? O maior medo de Annabeth, porém, é que Percy pode ter mudado. E se agora ele está ligado aos caminhos romanos? Será que ele ainda precisa de seus velhos amigos? Como filha da deusa da guerra e da sabedoria, Annabeth sabe que nasceu para ser uma líder, mas nunca mais ela quer ficar sem o Cabeça de Alga ao seu lado. Narrado por quatro diferentes semideuses, A Marca de Atena é uma inesquecível viagem por terra e mar para Roma, onde descobertas importantes, sacrifícios surpreendentes e horrores indescritíveis aguardam. Suba a bordo do Argo II, se você ousar... (SKOOB)

É isso ai galera, sem mais nada para dizer, fim.

Finale - Becca Fitzpatrick.


Título: Finale.
Original: Finale.
Autora: Becca Fitzpatrick.
Editora: Intrínseca.
Nota: 3.5/5

Nora e Patch pensavam que seus problemas tinham ficado para trás. Hank estava morto, e seu desejo de vingança não precisava ser levado adiante. Na ausência do Mão Negra, porém, Nora foi forçada a se tornar líder do exército nefilim, e era seu dever terminar o que o pai começara — o que, essencialmente, significava destruir a raça dos anjos caídos. Destruir Patch. Nora nunca deixaria isso acontecer, então ela e Patch bolam um plano: os dois farão com que todo mundo acredite que não estão mais juntos, manipulando, dessa forma, seus respectivos grupos. Nora pretende convencer os nefilins de que a luta contra os anjos caídos é um erro, e Patch tentará descobrir tudo o que puder sobre o lado oposto. O objetivo deles é encerrar a guerra antes mesmo que ela venha a eclodir. Mas até mesmo os melhores planos podem dar errado. Quando as linhas do combate são finalmente traçadas, Nora e Patch precisam encarar suas diferenças ancestrais e decidir entre ignorá-las ou deixá-las destruir o amor pelo qual sempre lutaram. (SKOOB)

Eu adoro a série Hush Hush, então estava até que bem ansiosa para ver o que a autora iria nos trazer nesse quarto e último livro. Odeio ler os últimos livros de uma série, pois eu geralmente acabo emotiva, choro, pergunto porque isto está acontecendo (?) e coisas estranhas assim. Mas este teve um sentimento um tanto diferente e que eu não estava esperando: decepção.

CUIDADO! Esta resenha pode conter spoilers dos três primeiros livros da série. Então, leia por sua própria conta e risco.

Finale nos traz a última parte da história de Nora e Patch ah vá!. No terceiro livro, vemos que Nora se tornou uma nefilim e agora tem que liderar esse exército na luta contra os anjos caídos. Ela e Patch então trabalham juntos, mas separados (?), para que essa batalha não aconteça e que acabe tudo bem no final. Só que para o final feliz, eles vão ter que passar por muitas coisas. Ok, nem tantas assim, mas vocês entenderam, né? (?)

Nem sei o que falar nessa resenha. Pensei tanto em como fazê-la, mas agora já nem lembro mais. Estava esperando algo mais... tenso. Eu gostei do livro, não me entendam mal. A narrativa da autora é boa, ela sabe intercalar uns momentos de romance com alguns de ação. Só que eu esperava mais. A guerra dos nefilins contra os anjos caídos acabou ficando um pouco apagada da trama. O foco foi mais na Nora tentando se acostumar com essa nova vida dela de ser sobrenatural e nas suas briguinhas bestas com o Patch. Juro, eu não suportava eles juntos nesse livro! Não sei o que aconteceu comigo, eu costumava gostar deles dois. Mas... não sei, não sei mesmo.

Achei o começo morno e sem graça. Teve alguns momentos que me deixaram surpresa, não estava esperando por esses fatos, mas nada demais. Assumo que na metade do livro eu já estava cansada, não aguentava mais ler a Nora falando sobre as mesmas coisas e choramingando sobre a nova posição dela. Que raiva dessa menina! Apesar de tudo, acho que ela evoluiu um pouco e tomou jeito na vida. O Patch estava super protetor nesse livro e foi isso que mais me irritou. Coitada da Nora, sei que ela é burra, boba, não faz nada certo e mais um monte de coisas, mas ela tem que aprender a se defender sozinha se quiser liderar todos aqueles nefilins que querem acabar com os anjos caídos. Dante, um nefilim também, a ajudou nos treinamentos e afins. Gostava da parte deles juntos apesar de tudo.

Scott apareceu pouco, coitado. Sei que eu não gosto dele e que nos momentos em que apareceu estava muito insuportável, porém achei que ele seria um personagem fundamental nesse livro. Agora o que mais me deixou indignada foi a Vee e o segredo dela. Como assim, gente? Não dá, não dá. Fiquei brava e até larguei um pouco o livro quando soube esse lance dela. Achei desnecessário, falo mesmo. Ainda aparece a Marcie e a Dabria nesse livro. Eu até que gostei um pouco das duas, apesar dessa última ter aparecido pouco.

Muitas coisas poderiam ter sido bem mais utilizadas nesse livro, como o Cheshvan, a Nora comandando o seu exército e a batalha em si. Apesar de tudo, eu gostei sim do livro, teve partes bacanas e que vão me deixar com saudades dessa série, mas tenho que admitir que Finale foi uma decepção para mim. Esperava muito mais para esse final, essa é minha opinião.

“- Hank está morto, Scott. Ela olhou-o fixamente, então secou as lágrimas, passando os dedos embaixo dos olhos, e Scott viu um lampejo de alguma coisa na expressão dela que não conseguia definir. Convicção? Confiança? Ou, talvez, confissão declarada.- Vou comemorar – completou.” Prólogo, página 13.

Resumindo: eu gostei, mas achei mais pontos negativos do que positivos. Uma pena, sério mesmo. Apesar de tudo isso que eu falei na resenha, ainda gosto muito da série e vou ficar com saudades de Nora irritante e do Patch arrogante. Recomendo sim essa série, principalmente o primeiro livro – que em minha opinião é o melhor de todos. Enfim, é isso ai galera, nada mais a declarar, fim.

A Filha do Pastor das Árvores - Gillian Summers.

Título: A Filha do Pastor das Árvores.
Original: The Tree Shepherd's Daughter.
Autora: Gillian Summers.
Editora: Bertrand Brasil.
Nota: 3.5/5


Com a morte da mãe, Keelie Heartwood, uma jovem de apenas quinze anos, é forçada a deixar sua adorada Califórnia para viver com o pai nômade no Festival da Renascença de Montanha Alta, no Colorado. Lá, coisas estranhas começam a acontecer — estranhas mas familiares. Keelie percebe que algumas pessoas do festival têm orelhas pontudas, incluindo o cavaleiro mais bonito do lugar, Lorde Sean do Bosque. Quando ela começa a ver seres estranhos e a se comunicar com árvores, descobre que existe um segredo a seu respeito e percebe que seu pai lhe deve explicações. Após ser elogiado pela crítica e sucesso de vendas, além de receber excelentes avaliações nas principais livrarias do mundo, chega ao Brasil A filha do pastor das árvores, primeiro volume da série O povo das árvores, de Gillian Summers. (SKOOB)


Demorei para ler esse livro. Semana de provas é tudo muito caótico na minha mente e por isso não consigo ter uma boa leitura nessa época. Mas enfim, o que importa é que eu consegui finalmente terminar esse livro fofinho e esquisito. Vamos à resenha.

O livro conta sobre uma garota chamada Keelie, que perdeu a sua mãe e teve que ir morar com o pai, este que é meio nômade e vive num Festival da Renascença. Lá muitas coisas estranhas começam a acontecer e ela descobre sobre um mundo completamente novo. Não consegui fazer melhor do que isso, sinto muito.

Bom, o livro é narrado em terceira pessoa, tem poucos capítulos e, se você estiver com tempo, consegue ler rapidinho. A capa é completamente linda, preciso comentar isso. A textura é ótima, daquelas fofinhas... não sei explicar, só sei que é tudo de bom. Achei super legal todo o lance da natureza que as autoras (sim, são duas mulheres que escrevem o livro com esse pseudônimo ai) colocaram. Tem árvores, criaturas da natureza, falcões e até um gato bem estranho do qual vou comentar depois. Não sou tão ligada nessas coisas naturebas, mas adoro quando um livro tem esses elementos, principalmente uma floresta. O cenário onde se passa a trama é muito legal, um Festival da Renascença, que demais! Claro que a protagonista não gosta desse lugar, ela o detesta e quer sair dali o mais rápido possível. Eu não gostei dela, mas esse tópico de personagens é só no final da resenha, vou me conter.

Também encontrei alguns pontos negativo, como a narrativa. Era muito rápida e muitas vezes nem entendia o que tinha acontecido. Senti falta de muitas explicações, principalmente no final. Sei que tem continuação e talz, mas ainda assim achei que precisava ter algumas respostas. E um mapa do local! Sério, foi disso que eu mais senti falta. Ela sempre falava dos lugares, das ruas e afins, porém eu me sentia perdida. Não sabia me localizar pela narração, foi muito estranho isso. Então isso dificultou muito a minha leitura. Outra coisa que eu achei, foi que as autoras poderiam ter explorado mais o festival. Senti falta de ver a interação deles com o público ou dos espetáculos em geral. Gostaria de saber mais sobre os personagens e o papel deles ali. E sim, sei que tem continuação e elas precisam deixar algo para os próximos livro. Mesmo assim, foi o que eu achei.

Os personagens são estranhos. Keelie, a protagonista, é uma chata mimada. Ela vive em conflito consigo mesma sobre estar fazer certa coisa como se envolver no lance das árvores que o pai gosta, mas com medo de que a mãe morta dela não gostasse. Qual é o problema dela? Não consegue amar os dois pais ao mesmo tempo? Gente, alguém precisa ensinar para ela, não é assim tão difícil. Também achei que ela não teve muita ação, sempre fazia as mesmas coisas e as cenas em que ela tinha que bater, correr ou fazer qualquer coisa, pareciam bobas para mim. Sempre alguém a ajudava, nunca por si mesma. Ah, não sei, só sei que não fui com a cara dela. Outra coisa que senti falta foi um romance básico. Tem um cara lá da vila (?), o Lorde Sean, que ela meio que cobiça, porém não podemos chamar isso de romance. Sei lá. Não gosto de romance demais, tudo mimimi, só que também não gosto de romance de menos. Entendem?

O pai dela, Zeke, é um cara bacana. Coitado, eu ficava com dó dele quando a Keelie falava coisas ruins, que era praticamente sempre. Ele tenta recuperar o tempo perdido que passou longe dela, assim como explicar a sua nova vida. Todo o lance novo que a Keelie descobre tem a ver com a parte da família dele e eu também senti falta de uma explicação completa sobre esses... dons. Não sei se posso chamar assim, mas vou chamar, dons. Então, mais momentos pai e filha-conversando-sobre-tudo no próximo livro, por favor. Ainda tem o Sr. Davey, meu personagem favorito. Ele é uma graça, sempre ajudando a mocinha e todo mundo. Tem a Raven e sua mãe ainda, mas não sei o que comentar das duas, não teve uma utilidade muito grande (?). E claro, Knot, o gatinho muito sinistro. Ele é do Zeke e vive a atormentar a Keelie. Super gracinha ele, mas não deixou de ser muito esquisito.

Resumindo: gostei do livro, mas poderia ter sido melhor. Recomendo, é claro, e espero que o próximo livro tenha mais ações e explicações sobre os dons. É isso, não sei mais o que colocar nessa resenha, fim.

Quem é você, Alasca? - John Green.

Título: Quem é você, Alasca?
Original: Looking for Alaska.
Autor: John Green.
Editora: WMF Martins Fontes.
Nota: 4/5.

Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras — e está cansado de sua vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young. Inteligente, engraçada, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para o seu labirinto e o catapultará em direção ao Grande Talvez. Quem é você, Alasca? narra de forma brilhante o impacto indelével que uma vida pode ter sobre outra. Este livro incrível marca a chegada de John Green como uma voz importante na ficção contemporânea. (SKOOB)


Esse foi o primeiro livro que eu li no ano de 2013. Peguei emprestado de uma amiga minha e só agora tomei vergonha na cara para ler. Esse vai ser o lema literário de 2013 para mim: tomara vergonha na cara e ler os livros que precisa ler. Continuando: não sabia o que esperar desse livro, a sinopse não revela lá muita coisa e ainda assim pressentia o que iria acontecer no final. Eis aqui a minha resenha então.

O livro conta sobre Miles Halter, um adolescente que adora as últimas palavras de celebridades e afins, porém está cansado da sua vida chata e vai para uma nova escola a procura de um “Grande Talvez” – como assim falou o poeta François Rabelais antes de morrer. Lá muita coisa o aguarda, principalmente a sedutora/estranha/maluca/surtada/inteligente, Alasca Young. Sim, esse é o nome dela mesmo. Ela o levará para o seu labirinto talvez ele devesse chamar o Percy Jackson para o tirar de lá q e o mandará direto para o seu Grande Talvez. Tudo isso em 229 páginas.

Como eu disse antes, não sabia o que esperar desse livro e ao mesmo tempo sabia. Já tinha lido um livro do Green ano passado – “A Culpa é das Estrelas” – e adorei, então fiquei muito curiosa para esse. A narrativa dele é ótima, simplesmente te prende de uma maneira que te faz adorar tudo, mesmo que não esteja acontecendo nada de mais naquela parte. O começo foi um pouco estranho, não via nada de interessante acontecendo. Entretanto, depois vai melhorando e na segunda parte eu já estava chorando. São duas partes, o ‘antes’ e o ‘depois’. As partes sempre se iniciam com “cinquenta dias antes” e assim por diante até chegar a segunda parte, onde começou a falar “dois dias depois” e afins.

As personagens são interessantes e gostei de todos. O Miles é um tanto lerdo e estranho, porém adorei o fato de ele gostar de últimas palavras das pessoas. Aposto que nem todo mundo falou essas frases bacanas antes de morrer, mas tudo bem. Ele leva uma vida bem chata e quando se muda para o novo colégio, faz novos amigos e se prepara para novas aventuras. No momento em que chegou já recebeu o apelido de Gordo – porque ele é muito magro (?) – dado pelo Coronel, seu colega de quarto. O nome dele não é Coronel, só que as pessoas só o chamam por esse apelido e eu até esqueci qual nome consta na certidão de nascimento dele. Então, nessa resenha ele será apenas Coronel. É o colega de quarto do Miles e se torna um dos seus melhores amigos. Ainda acho que ele o levou para o mau caminho, mas é só minha singela opinião.

Agora a Alasca merece um parágrafo só para ela e ainda acho que não será o suficiente para falar tudo. É uma garota inteligente, que tem uma biblioteca simples no seu quarto com os livros que precisa ler na vida. Ao mesmo tempo é sedutora, bizarra e... bipolar. Em um momento é a Alasca gracinha e no outro é a megera. Foi uma personagem complicada para mim, não sei se realmente captei dela tudo o que o John Green quis passar. Acho que nem os amigos dela a entendem completamente – na verdade eu tenho certeza. Enfim, ela é a parte principal desse livro, mesmo que o personagem principal seja o Miles e ele que narra e história. Tudo gira em torno dela, então... ah, não vou falar mais nada, leiam o livro.

O autor não é muito bom com finais, né? Assim, em ACEDE ele acabou com uma carta (se eu não me engano, ou algo assim) e em Alasca também terminou com um texto. Não estou dizendo que isso é ruim, apenas que ele não tem muito jeito com finais. Isso a gente releva.

Resumindo: eu gostei do livro, acho que me mostrou que algumas pessoas têm um impacto muito grande em nossas vidas – assim como falam na sinopse que consta na capa de trás do livro -, seja isso para melhor ou pior. Foi um bom livro para começar o ano, gostei e recomendo para todos. Fim.

[ALEATÓRIO] Capas de Pretty Little Liars.



Olá pessoal o/
Estava eu dando uma olhada nos livros no Skoob na prateleira dos outros também e me deparei com os livros de Pretty Little Liars. Claro que eu já tinha visto essas capas antes, mas sempre que as vejo fico... feliz (?). Se você teve uma infância bacana e cheia de bonecas Barbie (como eu), vai saber do que estou falando.

Acho simplesmente linda as bonequinhas que colocaram nas capas. Adoro! Só tenho os dois primeiros livros, mas ainda vou comprar todos para fazer minha pequena coleção. E, claro, para ter essas capas com bonecas legais.

O que? Você nunca viu as capas? Bom, eu vou mostrar para vocês as que já foram lançadas aqui no Brasil e as que ainda não foram. Tudo linda, charmosa e cheia de bonecas. Infância, saudades.


Sei que estão pequenas, mas dá para ver que as bonecas estão ai, né? Para verem em resolução maior, vejam lá no skoob (o link é este aqui). São lindas, não são? Eu adoro essas capas, sem mais. As capas mais focadas nos rostos das bonecas são minhas favoritas. Porém, acabei achando a capa de um, que parece ser um prequel de PLL e se passa antes dos livros, que é minha favorita de todas agora.


Não parece mesmo com a atriz que interpreta a Ali na série? Igualzinha, adorei. Preciso de toda essa série linda, gente. Estou aceitando presentes (claro) e trocas. O que? Além de nunca ter visto as capas você também não sabe sobre o que é a série? Poxa vida, então ai vai uma pequena sinopse:

Pretty Little Liars fala sobre a vida de quatro garotas — Spencer, Hanna, Aria e Emily — que acabam se “separando” depois do sumiço de sua líder, Alison. Três anos depois, elas começam a receber mensagens de texto e alguém que está assinando como “A” e ameaça a expor seus segredos — incluindo os mais secretos que elas achavam que somente Alison sabia. (SKOOB)

Super básico, né? Cheio de mistérios, segredos e mentiras. Adorável. Enfim, é só isso esse post. Espero que vocês tenham gostado dessa coluna nova e estranha. Vou postar sobre coisas... aleatórias, já que é esse o nome. Só por hoje, fim.

Do Seu Lado - Fernanda Saads.

Título: Do Seu Lado.
Autora: Fernanda Saads.
Editora: Novo Conceito.
Nota: 4/5.

Após um longo tempo de terapia para se recuperar de um fora, Sarah parece estar bem. Quer dizer, ela já recuperou seu peso normal e consegue pensar em outras coisas além de Bruno. O problema é que no fundo ela vive fantasiando o dia em que esbarra com ele na rua e: pimba! Ela está linda e radiante e ele percebe a mancada que deu. Seus planos são simples: reconquistar Bruno e depois dar o troco que ele merece. Mas o destino lhe prega uma peça quando Nestor, seu chefe, pede que ela visite um novo cliente e, de repente, tudo vira de cabeça para baixo. Lá está ela de frente para o seu antigo amor, que parece mais irresistível do que nunca! Enquanto isso, seu melhor amigo, Igor, sempre presente e irritantemente perfeito, não suporta vê-la cair nas garras do bonitão outra vez. Sarah terá que lutar contra os próprios conceitos para descobrir o verdadeiro sentido do amor. (SKOOB)


“O amor é o calor que aquece a alma”. Você consegue pensar nesse livro sem lembrar essa música? Bom, eu não. Sempre acabava cantarolando ela involuntariamente enquanto lia esse livro – com o qual acabei me surpreendendo e vou falar sobre isso na resenha é claro.

Do seu Lado conta sobre Sarah, uma arquiteta chiquérrima nem tanto que ainda visita a terapeuta por conta de um péssimo término de namoro. Ela sonha em encontrar o ex e mostrar o quanto está ótima sem ele, mas o encontro não sai exatamente como ela esperava. Em compensação, Sarah vê a chance perfeita de dar o troco nele algo tipo Revenge, super básico. Mas será que ela não vai acabar caindo nas garras dele novamente? Ou então vai finalmente perceber que o amor pode estar... do seu lado? Tenso.

Estava sem um livro definido para ler (?) então tentei a sorte com este. Não me decepcionei, graças aos deuses. A escrita da autora é ótima e me vi cada vez mais envolvida com a trama. Não conseguia mais largar esse livro! Ok, tem uma história clichê, você já sabe o que provavelmente acontecerá no final e tudo mais, entretanto algo me fisgou por completo. Eu ficava curiosa para saber o que iria acontecer nos próximos capítulos. Não são todos os livros desse gênero mais calminho e relax que me deixam assim, por isso acabei me surpreendendo. Confesso que ri, me emocionei e senti MUITA raiva da protagonista.

Vou até mudar de parágrafo para poder falar sobre ela. Sei que quase todas as protagonistas de hoje em dia tendem a serem lentas e não enxergam o óbvio. Só que a Sarah se superou, coitada. Gostei dela, sei que tinha boas intenções (?) e era interessante, porém isso não me impediu de odiá-la por não enxergar o que estava bem na sua frente ou do seu lado, se preferirem esse termo. Abre o olho, menina! Adorava os recados que ela mandava para a terapeuta quando não podia ir até o consultório dela – que era quase sempre. Imagino a mulher lendo aquilo e não sabendo se ria ou se chorava, sério.

Outra pessoa de que preciso falar é do ex-namorado dela, o Bruno. No começo ele é todo charmoso para cima da Sarah e depois acaba finalmente mostrando o cara chato que ele é. Não gostei nenhum pouco dele, nem vale meus comentários que seriam cheios de spoilers, por isso não falarei nada também. Tem o Igor, o amigo do lado dela, que é um querido. Eles trabalham na mesma empresa e fazem tudo jutnos, como assistir Sex and The City. Ainda gostaria de citar a querida da avó dela, que dá umas ótimas dicas e que a pobre Sarah não aproveita, e da Fátima, uma cliente diva que a Sarah tem. Me diverti muito com as duas.

Apesar de eu ter adorado tudo, acabei me decepcionando um pouco com o final. Sei lá, esperava algo diferente, talvez um pouco mais emocionante. Não posso negar que foi legal, porém ainda esperava algo mais. É sempre assim, fazer o que.

Resumindo: eu adorei o livro, então é claro que eu recomendo. Espero que acabem se surpreendendo assim como eu. E pensem na música, é claro, isso é fundamental para que o livro tenha um sentido totalmente especial (?). Também prometo que vou tentar parar de colocar muitas palavras ‘rabiscadas’ durante a resenha, mas é que isso é tão divertido e viciante, todo mundo deveria usar. É só isso por hoje então, fim.

[COLUNA] Comprei e (ainda) não li #1.



Oi pessoal o/
Eu estava pensando em fazer alguns posts diversificados aqui no blog, já que só tem resenha, sei disso. Não sou muito criativa, então não esperem nada muito bacana da minha parte, mas prometo que vou tentar.
Bom, eu tenho muitos livros aqui em casa - e está faltando espaço para guardá-los, assumo - e uma grande parcela ainda não li. Vergonha alheia, eu sei, sinto muito. Baseado nesse meu drama que deve ser o de muitos outros também resolvi fazer essa coluna estranha aqui no blog, o 'comprei e (ainda) não li'. Talvez isso me motive a ler os livros ou não e te motive também ou não. Nunca vi essa coluna em outros blogs, então não sei se mais pessoas tiveram essa ideia. Se já viram, me avisem, ok? Enfim, para inaugurar a coluna escolhi um livro que já comprei a muito tempo e que ainda não li (é claro).


Título: Cidade dos Ossos.
Série: Os Instrumentos Mortais.
Autora: Cassandra Clare.
Comprado em: 21/03/2011 (segundo meu colega Skoob, pasmem).
Motivo para a compra: Estava super barato, apenas 4,20! Me entendam, eu tive que comprar, era algo que só acontece uma vez na vida (?).
Porque ainda não li: sei lá, de verdade. Todo mundo fala mega bem dessa série e tudo mais, só que ainda tenho um pouco de receio. Li uma outra série da autora que se passa antes dessa, ou algo assim, cujo primeiro volume é Anjo Mecânico e acabei não gostando tanto quanto esperava. Portanto, ainda tenho minhas dúvidas e isso me faz demorar para ler. Sou estranha, eu sei.
Um motivo para largar minha leitura atual e correr para este: minha irmã. Ela leu o livro, amou e vive me enchendo a paciência para ler.
Prometo ler até: o final desse ano, mas minhas promessas literárias nunca dão muito certo, então estou duvidando seriamente desta.


É isso ai. Bom, espero que tenham gostado dessa minha tentativa de fazer algo criativo. Vou tentar postar essa coluna com uma certa frequência, são muitos livros não lidos ainda. Daí no final do ano eu vejo se consegui aliviar um pouco da minha lista de leitura. É isso ai (+1), Feliz Páscoa para todo mundo, muitos chocolates e alegria para todos, fim.

Starters - Lissa Price.

Título: Starters.
Original: Starters.
Autora: Lissa Price.
Editora: Novo Conceito.
Nota: 5/5.

Seu mundo mudou para sempre. Callie perdeu os pais quando as guerras de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbador em Berverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida como o Old Man. Ele aluga adolescentes para alugar seus corpos aos Terminais — idosos que desejam ser jovens novamente. Callie, desesperada pelo dinheiro que os ajudará a sobreviver concorda em ser uma doadora. Mas o neurochip que colocam em Callie está com defeito e ela acorda na vida de sua locadora, morando em uma mansão, dirigindo seus carros e saindo com o neto de um senador. Parece quase um conto de fadas, até Callie descobrir que sua locatária pretende fazer mais do que se divertir — e que os planos de Prime Destinations são tão diabólicos que Callie nunca podia ter imaginado... (SKOOB)


Já vou começar essa resenha dizendo que o livro foi julgado e declarado culpado por estava pessoa que aqui escreve ou digita, se preferirem. “Culpado do que?” De ser tão incrível, deslumbrante, intrigante e, claro, culpado por não trazer uma etiqueta na capa com os seguintes dizeres: ‘leia imediatamente após a compra’. Em negrito e com letras maiúsculas ainda por cima! Absurdo (?).

Starters é um livro distópico que se passa num futuro meio pós-apocalíptico. Houve uma guerra que acabou por eliminar todas as pessoas entre 20 a 60 anos. Callie perdeu os pais e agora tenta sobreviver junto com seu irmão, Tyler, nesse mundo perigoso comandado pelos Enders – as pessoas velhas que sobreviveram, é claro, e que vivem até mais de 100 anos. A única esperança da nossa pobre protagonista é a Prime Destinations, um lugar comandado por uma pessoa conhecida como ‘Velho’. Eles contratam adolescentes para irem trabalhar em um café na Turquia alugar seus corpos aos Enders, olha que absurdo. A Callie está louca por dinheiro para ajudar o irmão e acaba topando. Ela só não sabia que iria ser pior do que pensava e agora terá que lutar pela sua sobrevivência e que a sorte esteja sempre a seu favor... opa, livro errado.

Nem sei por onde começar essa resenha. Simplesmente me apaixonei por este livro. Não pensava que iria gostar tanto já que os livros do gênero distópico que li não me surpreenderam desse jeito. E, claro, porque Starters tem capítulos muito grandes e eu sou preguiçosa, não gosto disso. Mas vale a pena! A narrativa é em primeira pessoa e a autora sobre retratar tudo muito bem. Logo no primeiro capítulo eu já estava fisgada e depois as coisas só tendem a melhorar. Ok, o começo demora a engrenar, é mais uma preparação para o que está por vir, vemos como funciona o mundo deles e afins. Gostei muito de como a autora retratou toda a Prime Destination, o lance de aluguel de corpos e como é feito. Apesar de ser uma ficção, consegui enxergar muita coisa da nossa atualidade – que eu não vou falar, por poder ser considerado spoilers por alguns.

Apesar do começo morno, o caminho rumo ao final é bem intenso eu ia falar que era bem ‘em chamas’, mas daí seria o livro errado...de novo. Vamos descobrindo toda a verdade sobre a empresa, alguns detalhes sobre o falso-fingido do Velho e como a pobre Callie ainda tem um longo caminho a percorrer. O final é eletrizante! Quando você pensa que o pior já passou, tudo está bem e nada irá sobre para a sequência do livro, adivinha? Tudo jogada de marketing (?) e acaba acontecendo algo muito estranho/louco/estranho que me deixou com gosto de quero mais. PRECISO desse segundo livro para ontem! É incrível, nem tenho mais elogios o suficiente para Starters.

As personagens foram muito bem escritas, gostei delas, olha que milagre. A Callie é uma louca, faz tudo pelo irmão (como alugar o seu corpo para os Enders, coisa básica) e não desiste fácil. Torcia por ela do começo ao fim, devo até ter roído uma ou duas unhas por tudo o que ela passou. No final acho que ela se sentiu enganada por alguns acontecidos, pelo menos eu me senti. Ela demora um pouco para entender tudo o que está acontecendo ao seu redor, mas depois que percebe que nem tudo são flores vai atrás do prejuízo. Gostei muito dela. 

O seu irmão, Tyler, aparece poucas vezes e o Michael, o amigo que os ajuda na sobrevivência e cuida do garoto, me dá nos nervos em uma das partes do livro. Ainda vale a pena comentar sobre o Blake, o neto do senador. Ele se mostrou um personagem muito bacana, por isso fiquei chocada com tudo o que aconteceu no final. Não me conformei ainda.

Resumindo esse lero-lero: LEIAM AGORA! E, claro, não aluguem seus corpos para a Prime Destinations no futuro. Recomendadíssimo. É isso, nada mais a declarar. Fim do julgamento.

Garota Exemplar - Gillian Flynn.

Título: Garota Exemplar.
Original: Gone Girl.
Autora: Gillian Flynn.
Editora: Intrínseca.
Nota: 3.5/5.0

Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza –, "Garota Exemplar" alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele? (SKOOB)

Ok, vou assumir para vocês que esses thrillers psicológicos me deixam com um pouco de medo. Eles falam muito sobre a realidade. Meu lance são as ficções, coisas de mentirinha. Porém, eu gosto deles, são bem interessantes de serem lidos e te deixam com a pulga atrás da orelha. Quando comecei a ler Garota Exemplar, eu sabia que esse livro me enganaria de alguma maneira. Sabia que eu iria pensar em uma possibilidade de rumo para o livro e na verdade aconteceria outra totalmente diferente. Mas teve um problema: dessa vez eu acertei parcialmente o que iria acontecer e... não me surpreendeu tanto. Sou problemática, não sei porque faço essas coisas (?).

Garota Exemplar fala sobre um casal que estava completando cinco anos de casado, Nick e Amy. Justo nesse dia tãão especial para ambos, a esposa acaba desaparecendo misteriosamente. A casa está revirada e nem um sinal dela. Com o passar das páginas vemos que Nick parece um tanto suspeito por várias coisas que acaba fazendo. Será que ele foi mesmo o responsável pelo desaparecimento da amada? Se não foi ele, quem poderia ter sido? Muitas loucuras, muitas mentiras e pessoas mentalmente instáveis. Pronto, é basicamente isso.

Eu vou relatar aqui a minha relação de amor e ódio com esse livro. Comecei a ler super ansiosa, parecia ser misterioso, cheio de mistérios e coisas estranhas. Adoro livros assim, tipo, estranhos. O começo é legal. As narrações são intercaladas entre o Nick e a Amy, as dela sendo tiradas de um diário que mantinha. Também é divido em três partes, que eu aconselho vocês a não lerem o nome dessas partes até chegarem nelas. A narração é boa, os personagens são bem construídos e tem tudo para uma trama ser enigmática e real. Só que depois de todo o 'onde está a Amy? E porque Nick parece tanto suspeito', o livro acaba ficando um pouco morno. A polícia vai investigando, Nick vai seguindo a suas próprias pistas também e tudo vai ficando na mesma.

Eis então que chega a segunda parte do livro, que larga uma bomba na nossa cara. Acho que a maioria das pessoas já suspeita do que vai acontecer no decorrer do livro, eu já esperava algo assim, mas fiquei surpresa mesmo assim. Até aquele ponto estava dando cinco estrelinhas fácil para o livro. Pensei até nas possíveis resenhas que poderia fazer para ele tenho essa mania estranha e preciso me livrar dela, não me faz bem. Só que ai o livro começa a ficar morno novamente, com alguma elevação de temperatura uma vez ou outra, porém nada que me fizesse manter minha nota inicial. O final foi super estranho, não gostei. Achei que o livro merecia algo diferente do que aconteceu. Algo mais 'ahá, te enganei, aqui está, toma na cara leitor' teria sido o que eu esperava.  Tudo bem, não pode se agradar a todos.

Não deixa de ser bom, me entendam, só não é maravilhoso. É uma leitura boa, agradável e que nos faz pensar nas pessoas que vivem conosco. Acho que nunca vamos conhecer todos os detalhes das pessoas, mesmo que pensamos que sim. A mente é uma inimiga perversa, vou te contar. Esse livro mostra bem isso, como as pessoas tem sérios problemas mentais e que não é culpa delas ou é. Não é culpa de ninguém, apenas acontece. Pode acontecer comigo, com você, com seus pais, seus amigos, professores. Todo mundo pode virar um psicopata louco, essa é a verdade. Ou não, talvez só esteja falando coisas sem nexo. Mas voltando ao livro, podemos ver claramente que as mentiras destroem tudo e a todos. Um exemplo: Pretty Little Liars! Elas só se dão mal gente, não sigam o exemplo delas.

O livro tem umas partes fortes, algumas palavras bem vulgares e não é exatamente o tipo de livro que eu queria ver minha irmã lendo antes dos 18 anos (talvez nem antes dos 20, então nem ouse tocar nesse livro, sister). Isso não me incomoda nos livros, mas achei melhor avisar já que sei que algumas pessoas não gostam tanto e afins. Pronto, já avisei, vamos para o próximo tópico.

Os personagens são um ponto forte do livro. Achei os principais bem desenvolvidos. Gostei de como a autora soube mudar a personalidade deles de um ponto para o outro. Eles conseguem te enganar e te manipular. Nick e Amy são um enigma para mim até agora. Não sei o que se passa pela cabeça dessa casal maluco. Nem posso falar muito sobre eles sem dar spoilers, já que o livro é basicamente centrado nessa personalidade deles, quem está mentindo e quem está falando a verdade. Ainda tem a Go, irmã gêmea do Nick, que aparece bastante no livro sempre apoiando ele ou então dando um puxão de orelha quando necessário. Os pais da Amy me pareceram aquelas pessoas que gostam de ganhar dinheiro em cima dos outros - ou seja, da própria filha. Eles escreveram uma série de livros cujo nome era 'Amy Exemplar'. Coitada da menina, que pais são esses! Apesar de tudo, são todos bem construídos e tem sua própria personalidade. Gostei. Minha síndrome não tem aparecido, estou muito feliz, o blog é minha terapia (?).

Resumindo: o livro é bom, trama boa, personagens bons... só que não me surpreendeu muito. Talvez eu assista séries policiais demais, então acabo criando várias teorias em minha cabeça e dessa vez a que eu mais apostava estava certa. Eu recomendo sim, apesar de tudo. Foi uma boa leitura, me deixou um pouco mais surtada em relação as pessoas e passei boas horas lendo e criando essas teorias. É isso, mais nada a declarar. Fim.

Lançamentos e Novidades - Março.


Oi, oi o/
Estava devendo um post de lançamentos aqui faz tempo, vergonha. Mas enfim, aqui está o post com alguns lançamentos do mês de março algumas de fevereiro também, já disse que faz tempo que não posto sobre isso das editoras. Para saber mais sobre o livro, só clicar na 'capa' e você será redirecionado para a página dele no skoob.






Só alguns lançamentos básicos, sabem como é. Quais vocês estão mais ansiosos para ler ou quais já leram pois esse post está muito atrasado mesmo? Fim.

O Substituto - Brenna Yovanoff.

Título: O Substituto.
Original: The Replacement.
Autora: Brenna Yovanoff.
Editora: Bertrand Brasil.
Nota: 3.5/5.0

Mackie não é um de nós. Ele vive na pequena cidade de Gentry, mas vem de um mundo de túneis e águas escuras e lamacentas, um mundo de garotas-cadáver governado por uma pequena princesa tatuada. Ele é um Substituto — deixado no berço de um bebê humano há dezesseis anos. Agora, devido a uma alergia fatal a ferro, sangue e solo consagrado, Mackie está morrendo aos poucos no mundo dos homens. Mackie daria qualquer coisa para viver entre nós. Tudo o que ele deseja é tocar baixo e descobrir mais sobre uma garota estranhamente fascinante chamada Tate. Mas quando a irmãzinha de Tate desaparece, Mackie é irreversivelmente arrastado para o submundo de Gentry, conhecido como Caos. (SKOOB)

Eu tenho super vontade de ler esse livro desde que vi a capa ainda na versão americana, nem tinha sido lançado aqui. Enfim, agora tive a oportunidade de ler devido a nova editora parceira aqui no blog, a Bertrand Brasil. Vamos a resenhas queridos leitores e leitoras.

O livro fala sobre um garoto chamado Mackie Doyle, mas ele não é o verdadeiro Mackie Doyle e sim um substituto. Ele vive com a família Doyle desde então na pacata cidade de Gentry. O único problema de viver entre os 'humanos', é que Mackie tem uma forte alergia a ferro, sangue e até mesmo o solo sagrado da igreja que seu pai comanda. Tudo o que o pobre menino queria era ser normal, se encaixar na sozinha e talvez sair com uma garota ou outra, pode até ser Tate - a menina que perdeu a irmã recentemente e é em estranha. Só que tudo muda quando a irmã dele, Emma, se mete em alguns problemas e desaparece - rapidinho, coisa pouca. Ele então descobre que tem muito mais coisa nessa cidade pacata, como a Casa do Caos, um submundo que se situa em um lugar muito estranho da cidade. Ele então precisa encarar esse pessoal louco e tentar encontrar o seu lugar nesse mundo. Que profundo.

Ok, péssima sinopse, eu sei. Vou começar falando dessa capa: acho simplesmente espetacular. Adoro o carrinho de bebê e os itens pendurados em cima, tudo muito interessante. Eu adoro, sem mais. Pronto, já falei.

Substituto não foi exatamente como eu esperava. Talvez eu tenha criado muitas expectativas, o que geralmente atrapalha as minhas leituras, e o livro não atendeu a todas elas. Foi bom, não me entendam mal. O livro é bem interessante, todo esse lance da Casa do Caos, dos sacrifícios, crianças desaparecidas e pessoas bem estranhas. Só achei que a autora poderia ter explorado mais isso e explicado melhor também. Fiquei na dúvida em várias partes sobre eles ou o que significava algumas coisas que esse pessoal fazia. Porém, creio que o sobrenatural não fosse muito o foco dela e sim sobre o Mackie tentando se encaixar em uma sociedade da qual não faz parte. Ele tenta ser normal, agir como qualquer humano, só que ele não é  humano e sim algo bem... diferente, talvez até assustador para algumas pessoas. Durante o livro, Mackie fala algumas vezes que é um 'monstro' assim como as pessoas que são iguais a ele. Então, acho que esse foi mais o foco da autora e não o sobrenatural em si. Minha opinião, é claro.

Apesar de tudo, eu gostei do livro. O começo é bem intrigante e nos deixa com vontade de saber tudo. "O que é ele? Porque tudo isso acontece? Crianças desaparecendo? Como assim?" São muita perguntas e aos poucos vamos recebendo algumas respostas. O meio é um pouco morno, mas o final é bem tenso. Assumo que fiquei com um pouco de medo dessas pessoas estranhas que eu não sei como chamar já que eles não gostam de nomes. Por isso, vou chamá-los de 'pessoas estranhas'. Gostei também do fato de ser em uma cidade pequena e de um menino narrando, me fez lembrar de um livro que eu super adoro COF Dezesseis COF Luas COF. Foi uma leitura rápida, os capítulos não são tão longos e tudo flui bem. Eu demorei um pouco mais para ler porque meu ritmo de leitura está péssimo, sério, preciso melhorar.

Os personagens foi um ponto positivo do livro. Adorei o Mackie. Ele é todo cheio de dúvidas, medos, angústias e tenta de todo jeito ser o mais normal possível - já que as pessoas que não são consideradas 'normais' geralmente acabam se dando mal. Não é um daqueles mocinho muito corajoso, que pensa saber de tudo, enfrenta todos e nem sequer pensa duas vezes. Gostei disso, deixou ele mais humano, apesar de não ser. Isso ficou confuso, mas tudo bem. Tem também a Tate. Uma garota estranha cuja irmãzinha acabou de morrer. Isso é normal na cidade, as crianças morrem repentinamente, mas Tate duvida disso e crê que não foi a sua irmã que morreu, e sim outra 'coisa' que colocaram no lugar dela. Uma ótima personagem. Era estranha, irritada, fazia perguntas difíceis e muito corajosa. Arrisco dizer que mais corajosa do que o Mackie, de verdade.

Outros personagens secundários: Roswell, que é um amigo do Mackie e o ajuda com tudo sem nem perguntar nada. Ele simplesmente está ali para o que der e vier, apoiando o amigo e o socorrendo na suas crises estranhas. Os gêmeos Drew e Danny, que gostam de construir coisas estranhas e que apareceram pouco no livro. Apesar disso foram de grande (ou não) ajuda no final. Emma, a irmã do Mackie, é uma gracinha. Ela sempre amou o irmão, mesmo sabendo que ele não era o irmão verdadeiro dela. Muito bonito o relacionamento dos dois e como um defende o outro.

Não posso esquecer de falar das pessoas estranhas. Bom, esses estranhos são de duas 'casas': a Casa do Caos e a Casa do Desespero. Cada uma é comandada por uma mulher e as duas são irmãs! Lembrei do filme da Alice. Esperava que alguma delas dissessem 'cortem as cabeças' ou coisa parecida. Gostaria que fossem mais bem explorados, acho que tinha muito mais coisa para falar sobre eles. Apesar disso, os componentes dessas casas são bem chatos. Tem as meninas zumbis, a garota com vários dentes e por assim vai. Na minha imaginação eles eram bem estranhos mesmo - por isso resolvi chamar eles assim, óbvio.

"Na história, Emma tem quatro anos. Ela pula da cama e atravessa o quarto. Quando enfia a mão por entre as barras da grade do berço, o ser se aproxima. Ele tenta mordê-la, e ela puxa a mão de volta, mas não se afasta. Eles passam a noite inteira olhando um para o outro no escuro. De manhã, o ser continua agachado sobre a colcha com desenhos de carneirinhos e patinhos, olhando para ela. Esse não é o irmão dela. Sou eu" (página 18).

Resumindo: o livro é bom, uma leitura interessante, porém esperava mais de alguns pontos. Apesar disso eu recomendo, é claro. Desculpem por colocar tantas vezes na resenha a palavra "estranho" (preciso contar), mas era a melhor definição para tudo nesse livro. Só isso que eu tenho a dizer. E, claro, tomem cuidado com pessoas com alergias estranhas, vai que é um substituto. Medo. Fim.

[FINALIZADO] Book Tour de Reencontro.




Olá pessoal o/ Então, estava rolando o book tour do livro Reencontro aqui no blog que organizei com o apoio da autora Leila Krüger e agora ele chegou ao fim. Alguns blogs puderam participar e agradeço a todos eles. Abaixo estão trechos de algumas resenhas e do link onde vocês poderão encontra-la na íntegra e ler.

Resenha da Ane do blog My Dear Library (aqui):
“Gostei do livro mesmo ele tendo me deixado um pouco deprimida, a mensagem que a autora passa é muito bonita. Acredito que ter fé em nós mesmos é uma das tarefas mais difíceis que existe, e você vê Ana Luiza aprendendo a voltar a acreditar em si mesma durante o livro todo. A evolução da personagem ao todo no decorrer da história é muito marcante.” 

Resenha da Letícia do blog Meu Estranho Mundo Literário (aqui):
“A forma como Leila nos conta a história de Ana é marcante. Mesmo sendo narrado em terceira pessoa, é intenso o jeito como nós acabamos enxergando as coisas da forma que Ana Luiza as vê. Foi difícil ver tudo desse jeito, já que é totalmente o contrário do que eu penso. No início, até pensei que Ana fosse uma personagem "cabeça de vento", vazia demais. No decorrer da história, no entanto, fui a entendendo.” 

Resenha da Marta do blog As Palavras Fugiram (aqui):
“Foi uma leitura demorada para mim devido á escrita, não é ruim, é apenas pesada e com muitos regionalismos então acaba não deixando você ter o ritmo de leitura que você tem com outros livros. Confesso que fiquei travada no incio da história, mas a partir de metade a história flui muito mais rapidamente.” 

Resenha da Juliana do blog Praticamente Inofensivo (aqui):
“Reencontros foi um daqueles livros que eu lutei para chegar ao fim, mas que, ao terminar a última página, deixou uma sensação gostosa de “valeu a pena”. É triste, melancólico e absolutamente depressivo em certos momentos, mas deixa uma lição muito bonita: Reencontros acontecem e, como disse um certo cara uma vez, é sempre tempo de recomeçar.” 

É isso galera o/ Agradeço mais uma vez ao pessoal que participou do book tour. Agradeço a autora por ceder o livro. Só por hoje, fim.

A Sombra da Serpente - Rick Riordan.

Título: A Sombra da Serpente.
Original: The Serpent's Shadow.
Autor: Rick Riordan.
Editora: Intrínseca.
Nota: 5/5 <3

Sadie e Carter são importantes descendentes da Casa da Vida, uma sociedade secreta de magia estabelecida no Egito ainda no tempo dos faraós. Os irmãos sabem que sua herança ancestral lhes reserva um importante papel: seus poderes são fundamentais para a restauração do Maat, a ordem do universo. Mas, uma vez instalado, o Caos é imprevisível, incalculável e incontrolável, e agora que Apófis está livre os Kane têm somente três dias para evitar que a serpente destrua o planeta. Como se isso não bastasse, a sorte deles parece só piorar. Os magos estão divididos. Alguns deuses egípcios estão enfraquecendo e, um a um, começam a desaparecer. Walt, um dos mais talentosos combatentes da Casa do Brooklyn, foi amaldiçoado, e sua energia vital está se esvaindo. Zia agora é responsável por Rá, o deus sol, que está completamente senil e não será de grande ajuda. Sadie e Carter, ao lado de alguns jovens magos e uns poucos aprendizes, são os únicos dispostos a enfrentar a serpente e salvar o mundo. (SKOOB)

Eu nem sei mais o que falar sobre os livros do Rick Riordan. Acho que ele provavelmente tem algum parentesco com essas divindades mitológicas apresentadas em seus livros. É a única explicação lógica para que esse autor só escreva livros ótimos - por enquanto, é bom ele nunca tentar me decepcionar com alguma série meia boa. Vamos a resenha.

AVISO: Essa resenha pode contém alguns spoilers dos dois primeiros livros, A Pirâmide Vermelha e O Trono de Fogo. Então, leia por sua própria conta e risco.

Bem, no segundo livro nossos amiguinhos já estavam cientes dos planos da cobra do Caos, Apófis, e para tentar detê-lo procuraram o Rá, que estava bem estranho e velho quando o encontraram, os deixando sem muitas opções. Nesse terceiro e último livro dos Kane, Sadie e Carter ainda estão a procura de métodos para deter o apocalipse provocado por Apófis, que acontecerá dali alguns dias. Será que eles vão conseguir? E os dramas amorosos, serão resolvidos? E os outros magos inimigos que querem atacá-los também? Não se preocupe, em 343 páginas dá tempo de tudo isso se resolver.

Já falei e sempre acabo repetindo que adoro a escrita e os livros do Rick. Tudo flui naturalmente, muito bem escrito. Adoro como ele consegue mesclar as partes sérias com uma pitada de ironia e humor. Me divirto muito lendo os livros dele. Ok, apesar de eu ter me apaixonado completamente pelas Crônicas dos Kane agora, nem sempre foi assim. No começo achei tudo muito estranho, por conta de uma nova mitologia e tudo mais, porém acabei sendo fisgada de qualquer maneira. Nem tenho mais elogios para essa série. Tem poucas páginas, pelo menos tem uma menor quantidade delas quando comparado aos dois primeiros livros, mas dá tempo de tudo mesmo. Me surpreendi em várias partes, fiquem até inconformada em outras e até lancei algumas pragas ao autor por me deixar querendo mais no final do livro. Falando no final, o autor deixou um bom gancho para mais aventuras, talvez até role uma visitinha a outra série dele, quem sabe. Só nos resta torcer, acho que seria maravilhoso.

Uma coisa que vale ressaltar: o Rick não fica de blábláblá no começo do livro. Nada de "anteriormente em", sem muitas explicações. O livro já começa com muita ação, os Kane lutando e tentando salvar tudo (e algumas coisas tanto erradas, é claro, senão não teria graça). Isso é o que eu mais gosto nos livros dele. Já começa com ação, sem muito mimimi. Fiquei com medo de que nada desse certo para eles no final. Temi por eles na batalha contra Apófis e não acreditava muito nos planos loucos dele. Se deu certo? Poxa, leia e veja. Mas você provavelmente já tem em mente o que vai acontecer, não é?

A narração ainda continua sendo intercalada entre os irmãos Kane e não, não conseguiu nutrir muito carinho pela Sadie ainda. Sei que as sacadas dela são as melhores, adoro toda a ironia presentes em suas falas, porém ainda a acho muito estranha e egoísta. Fiquei inconformada com ela em uma das partes do livro, queria dar um tapa na cara dela para aprender. Quando seus problemas se resolvem sozinhos, levante as mãos e agradeça. Só que Sadie sempre acha defeito em alguma coisa. Ela até me lembra um pouco... eu (?). Estranho isso. Na verdade não é só com ela que tenho problemas, mas sim com as protagonistas femininas (em geral) dos livros do Rick Annabeth me tirava do sério, menina chata. Apesar de tudo, o que mais me irrita na Sadie é o drama amoroso dela. Ok, talvez sejam os romances que deixam a trama mais 'real', tudo bem. Só que eu achei muito irritante todo esse triângulo amoroso Walt/Sadie/Anúbis.

O Carter é um bobão, assumo, porém gosto demais dele. Muitas acho que ele não tem a devida atenção nos livros. Isso provavelmente ocorre porque a Sadie me irrita, enfim. Ele amadureceu em muitos aspectos (sua irmão também, aliás), principalmente na questão de liderança e assumir as responsabilidades que lhe foram impostas. Adorava quando ele assumia aquele avatar de guerra e se 'transformava' em um guerreiro gigante. Foi meu personagem favorito da trilogia.

Apesar de não gostar do triângulo amoroso, eu adoro o Anúbis. Ele não aparece tanto nos livros, mas sempre que aparece ajuda a Sadie e acho isso muito bonito da parte dele (?). Considerando que ele é um deus, eles geralmente não são tão... legais. O Walt é chato, sem charme e me lembrava um zumbi. Coitado, sei da situação estranha dele e ficava com pena, porém o pessoal o descrevia de uma maneira que parecia esmo que ele estava virando um morto-vivo. Medo. Ainda tem a Zia, que eu adoro apesar de ser uma personagem bem fria oh, que ironia!. Vale a pena falar de todo o pessoal lindo da Casa do Brooklyn, principalmente o Félix e seus pinguins lindinhos.

A mitologia estava impecável, mais uma vez. Realmente acabei me encantando com os egípcios. Vou sentir saudades dos deuses das Terras Ensolaradas e até mesmo daqueles outros mais chatos. Então mordo minha língua: no começo falei que preferia a grego/romana, mas agora está tudo equilibrado aqui no meu coração literário. Até me atrevo a falar que a mitologia egípcia está com alguns pontinhos a frente. Coisa básica.

"O velho se afastou dançando e segurando a guloseima. Era o avô senil de Zia? Não. Aquele era Rá, o deus sol, primeiro faraó divino do Egito e arqui-inimigo de Apófis. Na última primavera havíamos partido em uma missão para encontrá-lo e despertá-lo de seu sono crepuscular, convencidos de que ele se levantaria em toda a sua glória e lutaria por nós contra a serpente do Caos. Em vez disso, Rá acordou senil e demente. Ele era ótimo em comer biscoitos, babar e cantar músicas sem sentido. Lutar contra Apófis? Nem tanto." (Página 59-60)

Resumindo: AMEI! Claro que recomendo essa série, assim como as outras desse autor. O livro foi muito bacana, adorei todo do dilema do Caos versus Maat. Mal terminei e já quero ler sobre eles outra vez. Rick Riordan, por favor, nunca pare de escrever livros maravilhosos que contenham realidade com mitologia e fantasia - além de muitas cenas de ação, é claro. É isso, nem sei mais o que dizer. Leiam agora! Fim.

 
Layout de Giovana Joris