Original: The Fault in Our Stars.
Autor: John Green.
Editora: Intrínseca.
Nota: 5/5. <3
Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas. (SKOOB)
Essa resenha não vai ficar digna desse livro. Nada que eu escreva aqui vai ser bom o suficiente. Sabe aquele livro lindamente doloroso? Onde você estava a minha vida toda ACEDE? Não vou falar mais nada, vamos para a resenha.
O livro conta sobre Hazel, uma paciente terminal, mesmo que seu tumor tenha encolhido bastante devido alguns milagres da medicina moderna. Ela vive uma vida bem normal, com sua mãe atrás dela para todos os cantos e agora achando que ela pode estar depressiva. É assim que ela acaba no grupo de apoio e conhece o queridíssimo Augustus Waters. A partir dai a vida dos dois muda completamente, obviamente, e eles vão curtir a vida adoidados - o que lhes resta dela, é claro, nunca se sabe.
- Você não é tão carismático assimEle fez pouco caso, duvidando da veracidade do meu comentário.- Você é basicamente só gato - expliquei.(Página 159).
"Você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais", esta é a frase do autor de A Menina que Roubava Livros (Markus Zusak) que está na capa do livro. Nunca uma frase foi tão perfeita para um livro como esta. Ri, chorei e no final estava desesperada torcendo para ter mais páginas ocultas por ali. Pois é, não tinham.
Enfim, falando sério agora (?). Simplesmente adorei a narrativa, simples e divertida. Você sofre e se diverte ao mesmo tempo, que sensação mais estranha. Gostei do tema e mais ainda pelo autor não ter se focado só nisso, sabe? Digo, o câncer está ali presente em todos os lugares do livro, mas não é como se fosse esse o ponto central do livro. Em algumas partes do livro eu nem me lembrava desse detalhe. Não sei mais o que falar, me faltam palavras para falar desse livro. Juro, está tenso.
Um livro fantástico, sem mais. Nenhum ponto negativo, apenas os positivos em todos os lugares. E a culpa não é das estrelas, é totalmente do John Green me fazendo chorar nas páginas finais. Se você é daquelas que choram até em livros de terror (depende do livro, né?), prepare seus lenços. É inevitável, você simplesmente... chora. Dói o coração, sério. É tão envolvente, tão bonito e sofrido. Tudo de bom, pronto. Outro ponto do livro que vale comentar é o fato da Hazel ser uma fanática por livros (assim como nós, bate aqui) e por um em especial, Uma Aflição Imperial. Ela falou tanto sobre esse livro e como gostaria de poder saber o que aconteceu com todos os personagens (já que o autor simplesmente não escreveu mais livros e sumiu), que até eu queria saber o que aconteceria.
Outro ponto mais do que positivo: os personagens. Hazel é adorável e o humor negro dela me contagiava enquanto eu lia o livro. Gostei do fato de ela não se fazer de 'mocinha indefesa' e chorando por conta do câncer. Ela simplesmente entendia esse fato, não gostava disso, esperava que pudesse ter mais dias de vida e... era isso. Sem 'mimimi'. Augustus também tinha esse humor, acho que não queria que vissem ele como fraco e coitadinho também. Ele era super charmoso e todos aqueles "ok's" dele com a Hazel... que lindos esses dois. Gostei das frases de estímulos dos pais dele, não que eu ache que alguma realmente ajude.
Tem também Isaac, o amigo deles. Acho que foi dele que eu senti mais... dó. Queria simplesmente pular dentro do livro e abraçá-lo sem parar. Claro, depois de jogar uma partida de video game com ele. Gostei também dos pais da Hazel, mas odiei o Peter (o autor do livro favorito da Hazel). Ok, ele falava o que pensava e depois ficamos sabendo o motivo de algumas atitudes dele. Só que eu não consigo gostar dele. Não consigo, sinto muito. Foi o único também, então não atrapalhou em nada.
- Augustus - falei - Sério. Você não precisa fazer isso.
- Claro que preciso - disse ele - Eu encontrei o meu Desejo.
- Cara, você é demais - falei para ele.
- Aposto que diz isso para todos os garotos que bancam viagens internacionais para você - ele retrucou.
(Página 87).
Resumindo: LEIA! Super recomendo esse livro, então se tiver uma oportunidade, leia. Emocionante, doloroso e incrível. Sério John Green, meu coração ainda está em pedacinhos por esse livro. Adorei, espero que essa resenha tenha mostrado pelo menos um terço de quanto eu gostei desse livro. A Culpa é das Estrelas foi lançado aqui pela Intrínseca, editora parceira aqui do blog.







